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Como os wearables podem impulsionar o crescimento do varejo?


Até pouco tempo atrás, falar em pulseiras que funcionam como cartões de crédito ou óculos com recursos de realidade aumentada era assunto exclusivo das histórias de ficção científica. Hoje, esses produtos não só existem como fazem parte do dia a dia de várias pessoas ao redor do mundo. São os chamados wearables, dispositivos digitais com tecnologia embutida e feitos para serem “vestidos”, ao invés de “carregados”. 

Essa categoria é a que mais cresce atualmente, indicando que os “vestíveis”, finalmente, caíram na graça do público. Para se ter uma ideia, a expectativa é de que o mercado dos wearables chegue a US$ 84 bilhões em 2022, trazendo benefícios não só para os usuários, mas também para o varejo.

O mercado de wearables no Brasil

No Brasil, os preferidos do público são as pulseiras e os relógios “inteligentes”. Segundo o IDC Tracker Brazil Wearables, do Instituto IDC Brasil, só no primeiro trimestre de 2019, foram vendidas 88 mil unidades desses produtos no país e a projeção para o ano é a de que sejam comercializados mais de 461 mil wearables – um aumento de 91% em relação a 2018.

E esse crescimento não é só uma questão de tendência. Um dos principais motivos para a expansão recente desse mercado são as novas funcionalidade que os dispositivos passaram a oferecer. Antes, quando se falava em tecnologia vestível, as possibilidades não iam muito além de aplicações voltadas para saúde e bem-estar – para contar os passos dados em corridas, medir a frequência cardíaca e oferecer soluções para exercícios, por exemplo.

Hoje, os chamados wearables sofisticados – aqueles que permitem baixar aplicativos, receber e-mails e notificações e fazer chamadas – são os que mais chamam a atenção dos usuários. Não à toa, o mercado desse tipo de dispositivo vem crescendo mais de 94% ao ano e, atualmente, 10% da base de internautas brasileiros com smartphone já possuem algum wearable conectado ao seu celular.

Wearables e o varejo

Para as pessoas, os dispositivos vestíveis proporcionam um universo de comodidades, que vão desde o monitoramento do sono até aplicativos de notícias ou GPS. No caso do varejo, a conectividade presente nos wearables traz, entre vários outros benefícios, a possibilidade de oferecer novas experiências para os consumidores.

Em primeiro lugar, esses dispositivos são um canal moderno de comunicação entre marcas e seu público – especialmente em relação aos millennials, que são os principais usuários desses produtos. Torna-se viável, por exemplo, enviar notificações e alertas para o smartwatch de um consumidor, avisando sobre novidades, promoções ou conteúdos personalizados de forma criativa.

Além disso, os wearables no varejo deixam a experiência do cliente mais fácil. A tecnologia NFC (Near Field Communication), por exemplo, permite o pagamento apenas pela aproximação entre um dispositivo e uma máquina de cartão, e já está se tornando bastante comum. A estimativa é a de que, até 2020, transações via wearables compreenderão 20% de todas as que são feitas por dispositivos móveis. Ou seja, as marcas que investirem nessa ferramenta conseguirão oferecer uma experiência mais ágil e positiva para os consumidores. 

Por último, os wearables podem ser uma valiosa fonte de informação para as empresas. Através deles, varejistas conseguem ter acesso a dados sobre compras anteriores feitas pelo usuário e, a partir disso, orientar estratégias de vendas mais eficientes. 

Não restam dúvidas. Da mesma forma, que a proliferação dos smartphones permitiu que as marcas desenvolvessem ações mais inovadoras e orientadas por informações detalhadas, é bastante provável que os wearables também contribuam nesse sentido e impulsionem ainda mais o crescimento do varejo.