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Indústria de embalagens flexíveis cresce no primeiro trimestre


Enquanto a produção de automóveis, artigos de construção, papel e celulose registrou queda nos primeiros três meses do ano, setores como alimentos, produtos de higiene (doméstica e pessoal) e embalagens tiveram um desempenho mais positivo. Segundo estudo realizado pela Maxiquim, para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), dentro do universo das embalagens, as plásticas flexíveis se destacaram já que são utilizadas em itens da cesta básica e artigos de higiene e limpeza.

Alimentos como arroz, feijão, macarrão e molhos registraram alta de consumo puxada pelo aumento do número de refeições preparadas em casa. Itens de higiene pessoal, como sabonetes, também apresentaram um crescimento nas vendas no período analisado. “Isto justifica o desempenho das embalagens plásticas flexíveis no período, visto que estes são importantes mercados para o setor”, explica Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

O estudo da Maxiquim aponta que a produção de embalagens plásticas flexíveis cresceu 1,6% no Brasil nos primeiros três meses de 2020, em comparação ao último trimestre de 2019, chegando a 487 mil toneladas. Já o consumo aparente de embalagens flexíveis registrou alta de 1,3% no período, atingindo 474 mil toneladas. A resina mais utilizada foi o PEBD (polietileno de baixa densidade) com uma participação de 37% no volume total produzido, seguida por PEBDL (polietileno de alta densidade linear), com 36%. As exportações brasileiras de flexíveis também tiveram um desempenho positivo, com alta de 5%, gerando US$ 57 milhões.

“Estes números são importantes para expor o potencial do setor e, principalmente, mostrar como o plástico – inclusa a embalagem plástica flexível – tem um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da sociedade moderna. Neste período de pandemia, o plástico deixou de ser o vilão e voltou a ser reconhecido como um material nobre e de valor imensurável no cotidiano das pessoas, com ênfase à proteção dos alimentos e garantia de acesso a medicamentos”, atesta Mani.

“Isso não significa que o grande desafio de nosso setor, a sustentabilidade, será deixada de lado. Com a maior consciência da sociedade sobre a importância do plástico, poderemos abrir discussões conjuntas e chegar a soluções inseridas no cenário da Economia Circular. Temos que pensar na sustentabilidade e na circularidade das embalagens desde o seu projeto. Assim, cada vez mais teremos embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores.”

Segundo Mani, a pandemia também contribuiu para que os consumidores entendam que é preciso consumir de forma responsável e exercer a cidadania, descartando qualquer tipo de embalagem corretamente. “Mais do que nunca, o plástico provou que não é lixo, mas uma matéria-prima de grande valor”, finaliza o Presidente da ABIEF.

(Fonte: Assessoria de Imprensa ABIEF, 29 de abril de 2020)