Unilever amplia uso de energia verde na unidade de Indaiatuba (SP)


Empresa investiu R$ 48 milhões para implementar modelo na maior fábrica de produção de detergente em pó do mundo

Uma limpeza ainda mais eficiente e sustentável. Para avançar em sua meta de zerar as emissões de suas operações até 2039, a gigante Unilever tem ampliado a utilização de energia verde em seus parques industriais. Na unidade de Indaiatuba (SP), a maior fábrica de produção de detergente em pó do mundo, a companhia agora conta com geração de energia renovável com biomassa de eucalipto. “A empresa foi precursora em trazer as agendas de sustentabilidade para dentro do mundo corporativo, antes mesmo de o termo ESG ganhar projeção global. A gente elevou os padrões de compromisso e trouxe temas novos, além das questões de clima”, disse à DINHEIRO Suelma Rosa, head de reputação e assuntos corporativos da Unilever.

Com investimento de R$ 48 milhões, a fábrica de biomassa vai contribuir na redução da emissão de 37 mil toneladas de CO2 por ano, o que equivale a 14 mil quilômetros quadrados de floresta.

Outra ação importante da Unilever na trilha da descarbonização no Brasil foi a implementação, no ano passado, de um biodigestor com capacidade de produzir energia térmica e renovável para 100% de abastecimento da fábrica em Pouso Alegre (MG), maior planta de produção de alimentos da companhia na América Latina, além de tratar em torno de 80% dos resíduos orgânicos gerados pelo processo produtivo na unidade. A fábrica mineira é capaz de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 300 toneladas por ano. O número corresponde a 166 carros circulando em um ano. “É uma composteira gigante, que, além de gerar energia, também consome resíduos de produção para gerar adubo”, disse.

Além das fábricas de Pouso Alegre e Indaiatuba, a Unilever também realizou a transição de energia renovável na unidade de Valinhos (SP), com a utilização de cavaco de madeira reciclada. Nos produtos, a companhia tem investido no uso de ingredientes de baixo carbono, em novas fórmulas baseadas em plantas e em produtos de limpeza isentos de combustíveis fósseis.

Menos plástico

A Unilever também tem acelerado seu processo de utilização de plástico reciclado no Brasil. Recentemente a empresa saltou de 21% para 27% no índice de reciclabilidade, o que antecipou a meta inicial, que era de contar com 25% de plástico pós-consumo utilizado até 2025. “E a gente segue aumentando os volumes porque a gente tem feito mais parcerias para acelerar iniciativas nesse sentido”, afirmou a executiva.

Entre os pilares associados à meta de plástico reciclado estão novo design de embalagens e a retirada do volume equivalente de plástico lançado no mercado. “A gente faz ações para criar um ambiente favorável à circularidade”.

No caso da marca Omo, a Unilever conseguiu reduzir o uso de plástico virgem em 2,2 milhões de toneladas ao ano. Entre as iniciativas, estão investimentos em concentrados, que utilizam 72% menos plástico em comparação com Omo líquido, até tampas produzidas 100% com resina de plástico reciclado.

Além do empenho próprio em reduzir a pegada de carbono em seu processo de produção, a Unilever tem trabalhado para assegurar que os fornecedores da companhia trilhem pelo mesmo caminho. “A Unilever tem a obrigação de liderar a transformação de seus fornecedores. O impacto que promovemos acontece também com nosso entorno. Atualizamos nosso plano de transição de baixo carbono, aprofundando as ações desses parceiros que fornecem para a nossa companhia. Isso é muito importante”, disse Suelma.

(Fonte: Household Innovation, 13 de maio de 2024)