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Smurfit Westrock estabelece metas ambientais para 2030 em primeiro relatório pós-fusão



A Smurfit Westrock apresentou novas metas para 2030 em seu relatório de sustentabilidade divulgado recentemente, marcando a primeira publicação a consolidar informações das operações combinadas após a aquisição da WestRock pela Smurfit Kappa, concluída em julho de 2024.

O relatório, referente ao ano-calendário de 2025, destaca que a companhia iniciou uma avaliação de materialidade após a fusão para identificar os temas mais relevantes para o novo grupo. A análise considerou impactos financeiros e operacionais e definiu 11 tópicos prioritários de sustentabilidade, entre eles mudanças climáticas, uso da água, economia circular, biodiversidade, manejo florestal sustentável, transparência e conformidade.
Com a integração das operações, a empresa não possuía anteriormente metas públicas alinhadas em termos de prazo. Entre os novos objetivos anunciados para 2030, com base nos níveis registrados em 2019, estão a redução de 28% das emissões de gases de efeito estufa de escopos 1 e 2, a diminuição de 22% na captação de água nas fábricas e o corte de 24% no volume de resíduos enviados a aterros sanitários pelas unidades industriais.

Antes da fusão, as empresas mantinham metas separadas de sustentabilidade. A Smurfit Kappa tinha como objetivo alcançar emissões líquidas zero até 2050, enquanto a WestRock buscava reduzir em 27,5% as emissões de gases de efeito estufa dos escopos 1, 2 e 3 entre os anos fiscais de 2019 e 2030.
Segundo o relatório, a Smurfit Westrock também está avaliando a possibilidade de obter validação científica para suas metas climáticas e revisando objetivos relacionados às emissões de escopo 3, dentro da abordagem de alinhamento à iniciativa Science Based Targets. A companhia informou ainda que trabalha para “melhorar a consistência nos relatórios” dos dados de escopo 3 e classificou esse monitoramento como “um processo iterativo. Nosso objetivo não é a conformidade estática, mas a melhoria progressiva.”

EMISSÕES E DESCARBONIZAÇÃO
Em 2025, as emissões de escopos 1 e 2 da companhia somaram 10,813 milhões de toneladas métricas de CO2 equivalente em todas as operações. Considerando apenas as fábricas de papel, o volume chegou a 9,528 milhões de toneladas métricas. Já as emissões de escopo 3 totalizaram 11,499 milhões de toneladas métricas no período.
O relatório aponta ainda que quatro unidades na França concluíram projetos de descarbonização e atingiram emissões líquidas zero no ano passado. Entre as medidas adotadas estão a migração para eletricidade 100% renovável, a substituição de empilhadeiras movidas a combustíveis fósseis por modelos elétricos e a troca de caldeiras antigas a gás e óleo combustível por sistemas com bombas de calor de alta eficiência. A expectativa é de que essas iniciativas reduzam cerca de 300 toneladas métricas de CO2 equivalente por ano.

A companhia também prevê projetos adicionais de descarbonização até 2030, incluindo a substituição do carvão por gás natural em duas fábricas de papel na América do Norte e a eletrificação de uma unidade europeia de papel reciclado.
No mix de combustíveis utilizado diretamente nas operações da empresa em 2025, os biocombustíveis representaram 55% do total, seguidos pelo gás natural, com 36%, e outros combustíveis fósseis, com 5%.

MATÉRIAS-PRIMAS E FLORESTAS
As fibras recicladas corresponderam a 55% das matérias-primas consumidas pelas fábricas de papel da empresa em 2025, enquanto as fibras virgens representaram 45%. A Smurfit Westrock informou possuir 70 centros de recuperação de papel, responsáveis pelo fornecimento estimado de 13,1 milhões de toneladas de matéria-prima no período.
De acordo com o relatório, toda a madeira utilizada pela companhia para fabricação de papel virgem ou celulose teve origem considerada responsável e não controversa. Cerca de 35% veio de florestas manejadas de forma sustentável e certificadas pelos padrões FSC, PEFC e/ou SFI, enquanto os outros 65% foram provenientes de fontes classificadas como “fontes não controversas”. Aproximadamente 8,5% da madeira utilizada teve origem em florestas e plantações próprias certificadas pelo FSC no Brasil e na Colômbia.

A empresa informou ainda que todo o seu sistema de fábricas possui certificação de cadeia de custódia e que aproximadamente 70% do papel produzido em 2025 contou com certificação CoC.
RESÍDUOS

Segundo a companhia, a maior parte dos resíduos gerados nas fábricas corresponde a materiais rejeitados durante os processos de polpação e triagem de papel recuperado.

O relatório destaca que os resíduos não perigosos enviados para aterros sanitários representam o principal foco das iniciativas de redução da empresa. Em 2025, as fábricas de papel destinaram 1,5 milhão de toneladas métricas de resíduos para aterros e encaminharam 1,7 milhão de toneladas métricas para reciclagem.
Já os resíduos perigosos totalizaram 45 mil toneladas métricas, equivalentes a 1,4% do total global de resíduos gerados pelas fábricas da companhia.

(Fonte: Portal Packaging 20 de Maio de 2026)


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