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Com pandemia, produção de embalagens cresce 0,5%, na contramão da indústria em geral


Favorecida pelo comércio online e pelo consumo de alimentos, puxado pelo auxílio emergencial, a produção de embalagens cresceu 0,5% no ano passado, com desempenho superior ao da indústria de transformação, que caiu 4,6% no período. O grande destaque de 2020 foi para a produção de embalagens plásticas, que avançou 6,8% ante 2019, e de papel e papelão ondulado, com alta de 1%.

Para este ano, a perspectiva é que a produção de embalagens cresça entre 4,4% e 5,9% sobre 2020, segundo projeções de um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) para Associação Brasileira de Embalagem (ABRE).

O estudo foi apresentado de forma remota no Painel Macroeconômico ABRE – FGV/IBRE , que aconteceu em 18 de março, com a apresentação dos dados do setor e de informações do cenário econômico, com projeções e perspectivas para o ano de 2021.

“2021 será mais um ano em que o consumo de embalagens vai ser melhor do que o dos demais setores”, afirma Aloisio Campelo, Superintendente de Estatísticas Públicas do IBRE/FGV e responsável pelo estudo. O economista projeta um avanço do consumo das famílias em segmentos que usam embalagens entre 4% e 6,6%, acima do consumo geral das famílias, projetado em 4% para este ano pela FGV.

A perspectiva é de um primeiro trimestre ainda fraco em razão da ausência do auxílio emergencial e das medidas restritivas de fechamento de várias atividades por causa da segunda onda de Covid-19. Mas a expectativa é que ocorra reação a partir, especialmente, do segundo semestre, com a entrada dos recursos do auxílio emergencial, que devem movimentar a atividade, a recuperação do emprego e da renda e também do gasto da poupança acumulada pela classe média nos últimos meses.

No acumulado de 2020 e 2021, a tendência é que o setor de embalagens cresça 5,0%, superando o desempenho da economia como um todo. “O setor de embalagens destoa da economia, puxado por fatores intrínsecos da pandemia”, observa Campelo.

Um desafio é a pressão de custos dos insumos usados para a produção de embalagens, como resinas, papelão, aço, por exemplo. Com a recuperação da economia mundial, a demanda por esses produtos deve ser ampliada. Aliada a isso, existe a pressão do câmbio. Em 12 meses até fevereiro, os preços das embalagens e insumos relevantes para a sua produção acumularam alta de 29,1%, com destaque para o setor petroquímico, com alta de 54,9%, e celulose, com 32%.

Na avaliação de Campelo, os preços das embalagens seguem pressionados por causa do câmbio, já que as commodities usadas na produção de embalagens são cotadas em dólar. Ele observa que, na indústria como um todo, a escassez de matérias-primas continua sendo um fator limitativo à expansão dos negócios. Em fevereiro, esse fator foi apontado por 20% das empresas da indústria de transformação como um obstáculo ao aumento da produção.

(Fonte: Estadão / Terra / Centro de Informações ABRE, 18 de março de 2021)