ABRE

Copa do Mundo deve movimentar R$ 4,3 bi, e quase 70% será no varejo alimentar


 O varejo alimentar entra em campo como o principal beneficiado pelo aumento do consumo dos brasileiros durante o torneio. A expectativa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) é que o evento movimente R$ 4,32 bilhões, alta real de 6,5% em relação à edição anterior. Desse total, R$ 3,97 bilhões devem passar pelos caixas de hiper e supermercados, concentrando quase 70% de toda a receita gerada pelo Mundial. 

 A projeção reflete uma mudança importante no comportamento de consumo. Com o crédito mais caro e menor apelo para compras de maior valor, os gastos tendem a migrar para categorias ligadas ao consumo imediato. Alimentos, bebidas e itens para confraternizações aparecem como os grandes protagonistas do período. 

 As pesquisas de mercado reforçam o aumento no consumo durante o período dos jogos. Levantamento da Data-Makers, por exemplo, mostra que 71% dos brasileiros pretendem consumir mais produtos e serviços durante a Copa. Entre as categorias mais desejadas estão: 

  • Snacks (72%) 
  • Doces e chocolates (66%) 
  • Carnes (60%) 

O ambiente doméstico também deve impulsionar as vendas dos supermercados. Pesquisa da Asserj revela que 85,5% dos consumidores pretendem assistir aos jogos em casa e que 75,1% planejam comprar alimentos e bebidas com antecedência. 

Nesse levantamento, o churrasco continua sendo a principal escolha para reunir amigos e familiares, citado por 47,7% dos entrevistados, enquanto petiscos e tábuas de frios aparecem logo atrás, com 30,3%. Entre as bebidas, a cerveja mantém a liderança absoluta, mencionada por 53,9% dos consumidores. Refrigerantes e sucos aparecem na sequência. 

O estudo mostra ainda que 89,3% dos consumidores preferem realizar suas compras presencialmente, reforçando o papel estratégico das lojas físicas na captura da demanda gerada pelo evento. 

 Além do aumento esperado no fluxo de consumidores, a Copa também deve ampliar a efetividade das ações promocionais. Segundo o Instituto QualiBest, 71% dos brasileiros afirmam ser impactados por promoções durante os jogos e 66% demonstram maior intenção de compra de marcas associadas ao torneio. O dado evidencia uma oportunidade para varejistas e indústrias ampliarem vendas por meio de ativações temáticas, campanhas promocionais e exposição diferenciada de produtos. 

 A combinação entre consumo dentro de casa, planejamento antecipado das compras e forte apelo promocional indica que os supermercados terão papel central na movimentação econômica durante o torneio. Mais do que abastecer a torcida, o setor deve ser o principal responsável por transformar a paixão pelo futebol em faturamento para o varejo brasileiro. 

 (Fonte: Portal SAvarejo, 05 de Junho de 2026) 

Deixe seu comentário