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Transformação digital: o futuro dos supermercados


A transformação digital chegou para ressignificar hábitos de consumo e inaugurou uma era mais inteligente para o varejo. Diante de consumidores cada vez mais exigentes e conectados, a busca dos varejistas pelo equilíbrio da equação entre personalização, agilidade, qualidade e, claro, soluções tecnológicas, só cresce. 

É sob essa lógica que funcionam os supermercados digitais, que estão inovando para criar experiências mais relevantes aos consumidores. Pensando nisso, hoje vamos apresentar o que há de novo nos supermercados do futuro e como a indústria de embalagem vem criando soluções para se adaptar e evoluir nesse cenário.

Integrando o físico ao digital

Aplicativos, robôs, inteligência artificial, realidade aumentada. Se você ainda não está  familiarizado com tantas tecnologias, é melhor se preparar para encará-las durante as compras nos mercados do futuro. Na contramão do que muitos imaginavam, as lojas físicas não deixarão de existir: na verdade, a tendência é que elas se adaptem e passem a oferecer cada vez mais experiências digitais, facilitando o processo de pesquisa, escolha e compra dos produtos para os clientes. 

Tarefas como pesquisar um corredor inteiro para encontrar aquele alimento que está faltando na lista de compras, por exemplo, estão bem próximas de se tornar coisa do passado com novos apps e robôs que orientam os consumidores em suas decisões. Mas não para por aí. Com espaços físicos e virtuais integrados, os supermercados digitais deixarão de ser um simples centro de compras para se tornarem espaços de informação relevante sobre produtos. 

Na Itália, por exemplo, a Coop – que opera a maior rede do país – projetou seu Supermercado do Futuro. Por lá, enquanto os consumidores escolhem o que vão comprar, as telas digitais penduradas nas prateleiras oferecem dados como a origem do alimento, ingredientes que podem causar alergias (como leite e castanha), a quantidade de calorias e até mesmo a cadeia produtiva por trás do produto. Exatamente como acontece no e-commerce

O poder dos dados

Não restam dúvidas de que a informação facilitará bastante a tomada de decisão dos consumidores na transformação digital. Mas, para os varejistas, o amplo acesso aos dados também vai significar novas oportunidades. Isso porque, na era dos supermercados digitais, a tecnologia passará a funcionar como uma ferramenta para coletar e armazenar os dados, características e preferências de consumo dos clientes.

Prateleiras que acompanham e registram a jornada de consumo através de sensores e inteligência artificial. Geladeiras que usam câmeras para analisar o gênero e a idade das pessoas que compraram algum produto ali. Telas inteligentes que oferecem promoções em troca de informações de contato dos consumidores. As possibilidades são as mais diversas possíveis. E elas podem ser usadas para criar experiências e soluções personalizadas para os consumidores, oferecer produtos e serviços mais condizentes com os estilos de vida do público e gerar respostas cada vez mais rápidas às transformações e demandas do mercado.

Tudo é tecnologia 

A cadeia de suprimentos dos supermercados do futuro também passará por uma grande transformação através dos dados. Além de uma visão mais integrada sobre o estoque – monitorado pela tecnologia, algo que reduz desperdícios e prejuízos –, a automatização dos processos também promete ser frequente. Com a realidade virtual, por exemplo, as operações de armazenamento e controle de estoques poderão ser feitas remotamente nos mercados. 

Isso sem mencionar que, assim como vem acontecendo em vários outros negócios, os robôs ocuparão mais espaço nos mercados do futuro. No fim do ano passado, o Walmart anunciou que tarefas repetitivas, como a limpeza das lojas, passariam a ser realizadas por máquinas. Além disso, a rede norte-americana também investiu em um centro de distribuição na Califórnia, que será inaugurado em 2020, com tecnologia para transportar produtos perecíveis sem danificá-los.

Para se ter uma ideia do quanto as soluções digitais estão entrando para o escopo de atuação do varejo, basta observar a pesquisa The Future of Retail Distribution, realizada pelo Peerless Research Group em 2018. O estudo apontou que 45% das empresas do setor pretendem investir em soluções de robótica – para paletização e picking, por exemplo. Além disso, 43% dos supermercados vão investir em armazenamento de mercadorias automatizado e sistemas de transporte e classificação digitais.

Transformação digital acompanhada pela indústria

Se os supermercados do futuro estão se transformando para criar experiências omnichannel e destruir as barreiras entre físico e virtual, as marcas que estão ali dentro também precisam se adaptar ao novo contexto. E a indústria da embalagem assume um papel fundamental nessa mudança. 

Entrando nesta nova fase do varejo, a Tetra Pak é um exemplo entre as empresas que estão fazendo parte dessa mudança. Ela lançou, no início de 2019, uma plataforma conectada de embalagens para transformar caixas de leite e suco em canais interativos de informação. Através da tecnologia, os produtores terão mais controle sobre a qualidade de cada item, varejistas poderão rastrear o estoque com mais facilidade e consumidores passarão a acessar experiências digitais para obter mais informações sobre o produto, alinhar seus valores às marcas que consomem e tomar decisões mais ativas.

Com a transformação digital, as oportunidades para a indústria se tornam cada vez maiores. Inteligência artificial, blockchain, realidades virtual e aumentada, internet das coisas e outras tecnologias estão mais disponíveis do que nunca. E o momento é ideal para que as embalagens acompanhem a evolução do mercado, atuando como uma ponte entre varejistas, consumidores e produtores nessa nova fase digital em que estamos vivendo.