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Alimentos: Entenda a diferença entre perda e desperdício


Hoje, trouxemos um assunto importante que influencia a vida de toda humanidade. Vamos bater um papo sobre alimentos e a importância de cuidar desta cadeia com responsabilidade.

Mas antes, você sabia que existe diferença no significado de perda e desperdício?

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, (FAO, na sigla em inglês), define que as perdas podem ser entendidas quando acontece a redução da disponibilidade de alimentos para consumo humano, no decorrer da cadeia de abastecimento alimentar, principalmente nas fases de pós-colheita, produção e processamento.

Em linhas gerais as perdas ocorrem quando os alimentos são descartados em meio a processos de manuseio, como: produção, armazenamento e transporte. Vale destacar também, que as perdas são práticas que acontecem antes dos produtos chegarem aos consumidores.

E o desperdício? Simples! Acontece no final da cadeia alimentar: em casa, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que têm atitudes rotineiras e que, infelizmente, desperdiçam alimentos. Em resumo, o desperdício pode ser definido quando o ser humano descarta intencionalmente alimentos que ainda poderiam ser aproveitados e consumidos.

Cenário mundial e nacional

Infelizmente os números trazem um cenário que convida a humanidade para uma constante reflexão de como estamos lidando com os alimentos.

Segundo levantamento da FAO, cerca de um terço dos alimentos produzidos anualmente são perdidos ou desperdiçados. Para se ter uma noção mais ampla, o montante equivale a 1.300 bilhões toneladas de alimentos, sendo que 50% são frutas, hortaliças e sementes oleaginosas.

A entidade revela ainda que estes alimentos seriam suficientes para alimentar 2 bilhões de pessoas. Isso em apenas um ano.

Case de sucesso: reflexões e atitudes

Foi a partir de estudos como estes e reflexões com objetivo de diminuir o impacto deste cenário mundial, que a ABRE, em parceria com outras organizações, elaborou e executou um projeto, cuja meta foi de reduzir as perdas de carga mista do setor de FLV (frutas, legumes e verduras). Os alimentos têm como ponto de partida a CEAGESP e são destinados aos supermercados da cidade de São Paulo.

Para explicar um pouco melhor a iniciativa, convidamos Luciana Pellegrino, diretora Executiva da ABRE para comentar sobre o tema. Ela aborda a missão da ABRE com relação ao programa. “O papel da ABRE foi reunir as empresas para construir uma solução conjunta. Criamos uma solução que traz uma dimensão padronizada nos diferentes tipos de embalagens, garantindo um empilhamento seguro”, explica.

Entre diversos resultados positivos, que pode ser encontrado neste documento, o projeto conseguiu atingir a marca que varia entre 10 e 12 mil toneladas de alimentos que deixaram de ser perdidos. Bacana, né? Essa marca ainda não foi atingida, pois foi feito um projeto piloto com um produtor, nem todos os produtores adotaram a solução. Uma das missões, para a continuidade do projeto, é um programa de comunicação e conscientização de todos os elos envolvidos nas operações da Ceagesp para que essa marca seja alcançada

Acesse o levantamento completo e entenda com detalhes: https://conteudo.abre.org.br/e6a5353c6b37154e83e1