Para brindar o Carnaval, as bebidas sem álcool são opções que crescem na preferência dos foliões
23/02/2026
Versões não alcoólicas de drinks e cervejas ganham espaço entre aqueles que querem manter a hidratação durante a folia

Recentemente, tendências como a preocupação com a saudabilidade tem impulsionado a venda das versões sem álcool de bebidas prontas (RTD), além de cervejas. E embora o Carnaval seja geralmente associado ao consumo de bebidas alcoólicas, as mudanças nos hábitos do shopper também têm afetado o tipo de bebidas consumida pelas pessoas durante a folia pelo Brasil. “A missão do shopper, no caso o folião, fica muito clara no Carnaval, que é aguentar o calor, manter energia e curtir mais tempo. E tem um dado que ajuda a sustentar essa mudança de comportamento. A pesquisa domiciliar encomendada pelo CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) e conduzida pela Ipsos mostra aumento da abstinência no Brasil em relação ao consumo de bebidas alcoolicas (de 55% em 2023 para 64% em 2025) e um salto especialmente forte entre os consumidores de 18 e 24 anos (de 46% para 64%). Na prática, isso significa que não é só ‘quem não bebe’, mas é também um público que alterna e quer opções que façam sentido socialmente”, explica William de Souza Castro, professor do curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Belas Artes.
Quando se trata de cerveja sem álcool, por exemplo, o Anuário da Cerveja 2025, do MAPA (Ministério da Agricultura), já aponta esse crescimento do consumo da categoria no Brasil.
O estudo publicado pelo anuário mostra um incremento de 536,9% no volume de produção de cerveja sem álcool em 2024, percentual que possibilitou a bebida chegar a 4,9% da produção nacional, o que demonstra o crescimento da procura do brasileiro pela versão sem álcool.
Dessa forma, o supermercado pode aproveitar a oportunidade e incrementar as vendas das cervejas sem álcool durante o Carnaval. “A grande dica é no PDV é trabalhar junto a versão alcoólica com a não alcoólica. Muitas vezes, se via uma separação entre os produtos convencionais e alternativos. Era comum encontrar as bebidas não alcoólicas em um corredor separado. Nesse momento de pico de vendas, tem que ter maior disponibilidade de cervejas não alcoólicas, com presença, espaço e promoção”, afirma Marcelo Costa, coordenador das pós-graduações de Varejo Alimentar e Trade Marketing da ESPM.
Para atender bem o apreciador da categoria, também é importante trabalhar uma boa comunicação na gôndola para não confundi-lo. “Não é para misturar tudo. É para criar adjacência inteligente com sinalização nítida, com cor, faixa, stopper, para o cliente entender rápido que existe uma escolha equivalente sem álcool, e pegar as duas no mesmo fluxo”, diz o professor da Belas Artes.
(Fonte: Super Varejo, 13 de fevereiro de 2026)