Genéricos superam 2,3 bilhões de unidades vendidas em 2025
09/02/2026
Categoria apresentou avanço de 8,33% sobre o ano retrasado

O mercado de medicamentos genéricos no Brasil encerrou 2025 com um marco histórico: 2.360.857.706 unidades comercializadas entre janeiro e dezembro, segundo levantamento da PróGenéricos, com base em dados da IQVIA. O volume representa crescimento de 8,33% em relação ao ano anterior, consolidando a trajetória de expansão da categoria.
O desempenho ocorre em um cenário em que o Brasil ocupa posição de destaque no mercado farmacêutico global, sendo atualmente o sétimo maior mercado do mundo e o maior da América Latina. Entre 2020 e 2025, foram comercializadas mais de 11 bilhões de unidades de medicamentos genéricos no País. A estimativa do setor é que, até 2030, outras 14 bilhões sejam vendidas, totalizando mais de 25 bilhões de caixas ao longo da década.
“Os números de 2025 confirmam a consolidação dos genéricos como uma das principais políticas públicas de acesso à saúde no Brasil. Estamos falando de volume, capilaridade e impacto direto no orçamento das famílias”, afirma Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da associação.
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, os medicamentos genéricos apresentaram desconto médio de 69,83%, contribuindo para a redução dos gastos com saúde. Segundo dados da CMED, processados até julho, o mercado brasileiro conta atualmente com:
- 2.620 produtos registrados
- 4.859 apresentações comercializadas
- 539 princípios ativos disponíveis
Vendas de genéricos cresceram em todas as regiões
Os dados regionais, que consideram 24 das 27 unidades da federação, reforçam o caráter nacional da expansão. O Nordeste mantém o protagonismo, tanto em participação quanto em evolução.
No Sudeste, mercados estratégicos avançam e no Norte o destaque é Rondônia, que registrou a maior alta percentual do Brasil. O Centro-Oeste manteve trajetória estável de crescimento e no Sul a expansão foi consistente, com destaque para Santa Catarina.
“O crescimento disseminado mostra que os genéricos já são a primeira escolha do consumidor brasileiro em diversas regiões. A consolidação acima de 30% em vários estados, especialmente no Nordeste, demonstra maturidade do mercado e confiança na regulação sanitária brasileira”, destaca.
(Fonte: Panorama Farmacêutico, 03 de janeiro de 2026)