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Consumidor brasileiro ainda não confia na IA na hora da compra, aponta pesquisa


Apesar do uso diário da tecnologia, maioria quer mais transparência, segurança e comparações claras antes de decidir

O consumidor brasileiro usa Inteligência Artificial (IA) todos os dias, mas ainda espera mais transparência e confiabilidade para usar a tecnologia na hora das compras. É o que mostra uma pesquisa da Bare International.

O estudo mostra que a IA atua, hoje, como parceira, mas não é responsável por toda a jornada de consumo. Mais da metade dos consumidores (56%) combina buscas tradicionais com ferramentas de IA, mantendo Google e Bing como principais fontes de informação.

Os dados revelam que, ao comprar, o consumidor espera da ferramenta facilite a comparação de preços, de forma clara e objetiva (40%), recomendações mais detalhadas (21%) e que solucionem dúvidas automaticamente, sem burocracia ou perda de tempo (20%).

Mas, segundo a pesquisa, 73,9% dos entrevistados não usam IA para pesquisar, comparar ou definir uma compra. Apesar da curiosidade e do reconhecimento dos benefícios da IA, o consumidor ainda tem dúvidas ao utilizar a ferramenta. Os principais receios são: medo de golpes e links falsos (23%); dúvidas sobre a precisão das informações (22%); e preocupação com privacidade (19%).

“A IA é vista como aliada da racionalidade de compra, não como substituta da interação humana. O desejo por clareza, comparações objetivas e praticidade mostra uma demanda por tecnologia que simplifique escolhas”, analisa Pedro Venturini, country manager da Bare International Brasil.

Entre os 26% que já usam IA na hora de comprar, a experiência traz benefícios claros, como encontrar promoções é o principal benefício (28%); comparar preços aparece logo atrás (26%); buscar informações técnicas (21%); e procurar recomendações (16%).

IA para além da compra

O levantamento da Bare International mostra um cenário de familiaridade quase total dos brasileiros com a IA: 99% dos entrevistados afirmam saber o que é a tecnologia e mais de 90% já experimentaram mais de uma ferramenta. A combinação ChatGPT + Gemini é a mais frequente.

A maioria usa versões gratuitas (72%). As opções pagas, ainda restritas a poucos, dependem de percepção clara de valor — ganho de produtividade, recursos exclusivos ou maior segurança de dados, por exemplo.

A IA também ultrapassa fronteiras: 72% afirmam utilizá-la tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Entre quem usa apenas no ambiente profissional, o ChatGPT é dominante (75%), praticamente o mesmo índice de quem utiliza somente no dia a dia pessoal (76%). Entre os que combinam os dois contextos, o uso ultrapassa 90%.

As principais finalidades do uso da IA no dia a dia são pesquisa e respostas rápidas (23%) e produção ou revisão de textos (16%).

(Fonte: Mercado & Consumo, 18 de fevereiro de 2026)

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