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Atacarejo é o único formato a apresentar queda em volume e valor no 1º trimestre 


O faturamento do varejo alimentar avançou 1,4% no primeiro trimestre de 2026, resultado que, por situar-se abaixo da inflação do período, representa uma queda real nas vendas. 

Segundo o levantamento Radar Scanntech, o desempenho foi sustentado inteiramente pela alta de 3,6% no preço médio, uma vez que o volume de unidades recuou 2,1%, com queda de 2,5% na quantidade de itens por ticket, apesar da estabilidade no fluxo de consumidores. 

Impacto de abertura e fechamento de lojas 
 

A pesquisa aponta que, no acumulado do ano, o indicador de “total de lojas” ficou 1,0 ponto percentual acima do índice de “mesmas lojas” na média de todos os canais. 

O destaque ficou para os supermercados de 1 a 4 checkouts, que registraram a maior diferença (+1,7 p.p.), sinalizando uma expansão mais robusta deste formato. No caminho inverso, o Atacarejo foi o único canal a registrar retração tanto no total de lojas quanto no conceito de mesmas lojas, indicando uma estagnação no ritmo de inaugurações. 

Como reflexo, o formato recuou 1,0% em valor nominal no trimestre, evidenciando uma retração real ainda mais acentuada. 

Enquanto isso, os demais supermercados sustentaram resultados positivos no faturamento exclusivamente pela alta de preços, já que houve queda de volume em todos os segmentos. 

Em março, o cenário se uniformizou negativamente e todos os formatos praticamente zeraram o crescimento em valor, variando entre -0,8% (Atacarejo) e +0,7% (Super 10+). A queda de unidades se aprofundou no mês, atingindo -4,0% no Super 1-4 e -3,5% nos demais. 

O Atacarejo, canal historicamente preferido pelo consumidor orientado a preço, apresentou em março uma queda de volume muito próxima à dos demais canais, um comportamento distinto do observado no acumulado do trimestre, quando a diferença era mais acentuada. 

(Fonte: Portal SAmais, 08 de Abril de 2026) 

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