fechar
2019

ESTUDO ABRE MACROECONÔMICO E DE TENDÊNCIAS
Apresentação agosto de 2019: retrospecto do primeiro semestre de 2019

Patrocínio Diamante:

Apoio ao Estudo:

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

O estudo exclusivo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem, realizado atualmente pela Euromonitor, demonstra que o valor bruto da produção física de embalagens atingiu o montante de R$ 75,3 bilhões em 2018, um aumento de 11,9% em relação aos R$ 67,3 bilhões alcançados em 2017.

Os plásticos representam a maior participação no valor da produção, correspondente a 41% do total, seguido pelo setor de embalagens de papel/cartão/papelão com 33%, metálicas com 17%, vidro com 4%, têxteis para embalagens com 3% e madeira com 2%.

PRODUÇÃO FÍSICA

A produção da indústria de embalagem apresentou um crescimento de 4,9% no primeiro semestre de 2019. Com exceção de embalagens de madeira, todas as outras classes apresentaram crescimento, com destaque para embalagens de vidro e metal.

Dentre os grandes usuários de embalagens, alimentos, bebidas, fumo e eletrodomésticos apresentaram crescimento. Já os outros setores, como farmacêuticos e cosméticos, por exemplo, tiveram uma retração em sua produção.

De acordo com o estudo, o país ainda passa por um período de ajuste, muito parecido com outros países que passaram por crises semelhantes e que ainda apresentará algumas oscilações durante algum tempo, mas a perspectiva é que a recuperação econômica se consolide nos próximos anos.

Para analisar o crescimento de embalagens por categorias, foi utilizada a base de dados Passport da Euromonitor, que inclui as embalagens primárias do varejo de alimentos processados, bebidas, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de cuidados pessoais e alimentos para pets. Esta base de dados não considera as embalagens secundárias e/ou de transporte.

Do total de embalagens mensurados pela base de dados, a maior parte destas é de embalagens flexíveis, seguidas por embalagens de plástico rígido e cartonadas assépticas.

De acordo com o estudo, ocorreu uma retração no volume de embalagens de 2014 a 2018, devido a forte crise econômica dos últimos anos. De qualquer forma, há estimativas de que no longo prazo todos os tipos de embalagens apresentam perspectivas de crescimento em volume.

EMPREGO FORMAL

O nível de emprego na indústria atingiu 220.863 postos de trabalho em maio de 2019, contingente que é 0,1% superior ao do mesmo período do ano anterior.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em maio de 2019, 118.022 empregos formais, correspondendo a 53,43% do total de postos de trabalho do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 32.697 funcionários (14,80%), papel com 22.056 (10,00%), metálicas com 17.690 (8,00%), madeira com 13.263 (6,00%), cartolina e papelcartão com 9.225 (4,19%) e vidro com 7.910 (3,58%).

EXPORTAÇÕES

No primeiro semestre de 2019 as exportações diretas do setor de embalagem movimentaram um total de US$ 258,7 milhões, valor que representa uma retração de -14,4% em relação ao primeiro semestre de 2018. As embalagens metálicas correspondem a 36,6% do total exportado, seguidas pelas embalagens plásticas com 31,6% na segunda colocação. Já as embalagens de papel, cartão e papelão ficaram no terceiro lugar, correspondendo a 27,4% do total exportado, seguidas por embalagens de vidro (2,5%) e madeira (1,8%).

Em relação ao crescimento de exportações por segmento, o setor de embalagens de papel/papelão teve um crescimento de 35,0% no valor total exportado em relação ao mesmo período do ano anterior, seguido por embalagens de madeira com acréscimo de 7,8%.  Já os setores de embalagens de vidro, metal e de plástico tiveram um decréscimo de -33,2%, -29,3% e -19,3%, respectivamente.

IMPORTAÇÕES

As importações tiveram um crescimento de 6,4% no primeiro semestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior, movimentando um total US$ 307,8 milhões. O setor de plásticos corresponde a 54,7% do total importado, seguido por embalagens de vidro (21,2%), metálicas (17,0%) e papel/papelão (7,0%).

Em relação ao desempenho de importações por segmento, as embalagens de vidro apresentaram um crescimento de 55,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado, seguidas por embalagens de madeira (32,7%) e metálicas (14,3%). Já as embalagens plásticas e de papel/papelão apresentaram retração de -6,0% e -2,6%, respectivamente, no período.