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MD Papéis amplia soluções em papelcartão para embalagens de luxo com foco em sustentabilidade 


Fabricante aposta em materiais com diferentes composições para atender à demanda do segmento premium por desempenho, acabamento e uso de matérias-primas recicladas 

A demanda por embalagens de luxo com menor impacto ambiental tem levado marcas e fornecedores a reverem materiais e processos utilizados no segmento. Um relatório da Bain & Company em parceria com o Grupo Fedrigoni aponta que mais de 30% das vendas de embalagens de alto padrão deverão ser sustentáveis nos próximos três anos. Nesse cenário, a MD Papéis, fabricante de papelcartão de Limeira (SP), mantém uma estratégia voltada ao desenvolvimento de soluções que combinam desempenho e uso de matérias-primas provenientes da reciclagem. 

Para Rafael Rigon, Gerente Desenvolvimento de Novos Produtos da MD Papéis, a sustentabilidade integra a operação da empresa e o desenvolvimento de seu portfólio. “Há alguns anos priorizamos práticas responsáveis em nosso processo produtivo, para desenvolvermos soluções em papelcartão com o máximo uso de aparas de embalagens pré e pós-consumo. Avalio que era uma questão de tempo, até que o mercado de luxo integrasse definitivamente esse conceito. Hoje, os consumidores de produtos de luxo querem mais do que exclusividade, exigem informação e responsabilidade em todo o ciclo produtivo das marcas que consomem”, ressalta Rafael. 

O levantamento citado pela empresa foi realizado com mais de 500 executivos da cadeia de valor das embalagens de luxo na Europa, Oriente Médio e África, entre designers, fornecedores, convertedores e representantes de marcas. Os resultados indicam uma ampliação da participação de materiais sustentáveis nas decisões estratégicas de empresas do segmento premium. 

Entre as alternativas avaliadas pelo mercado estão a substituição de materiais plásticos por papéis, a utilização de polímeros biodegradáveis, o desenvolvimento de soluções modulares e a incorporação de tecnologias digitais, como o Passaporte Digital do Produto (DPP), voltado à disponibilização de informações sobre a origem e o ciclo de vida dos produtos. 

Opções de papelcartão para o segmento premium 

Dentro desse contexto, a MD Papéis oferece opções de papelcartão destinadas a aplicações que exigem características de acabamento e desempenho associadas às embalagens de luxo. 

Uma delas é o Triplexpack, desenvolvido com dupla camada de revestimento, capa e verso branqueados e miolo composto por aparas. A configuração busca combinar acabamento e utilização de material reciclado. 

“O Triplexpack entrega exatamente o que o setor de luxo busca hoje: um material premium de alto desempenho, com acabamento sofisticado, maior lisura e origem responsável, pois sua dupla camada de revestimento torna capa e verso branqueados, porém mantendo o meio de aparas, seguindo a linha de sustentabilidade do portfólio da MD Papéis”, esclarece. 

Outra alternativa é o Printkot, que possui capa branqueada e verso de celulose virgem. O produto é direcionado a aplicações que demandam rigidez e qualidade de impressão, além de produtividade durante a conversão. 

“Ambos são indicados para embalagens que demandam acabamento premium, voltadas ao acoplamento, além de atender segmentos de cosméticos, eletrônicos, de higiene pessoal, bebidas, calçados, farmacêuticos e outros, com o diferencial do Triplexpack também servir ao mercado editorial e de displays promocionais”, enfatiza Rafael. 

Cooperação entre os elos da cadeia 

Além da escolha dos materiais, a pesquisa destaca a necessidade de maior integração entre marcas, fabricantes de embalagens e fornecedores de matérias-primas para avançar na adoção de soluções sustentáveis. 

A mudança é associada tanto ao avanço das regulamentações ambientais quanto à transformação das expectativas dos consumidores, que passaram a exigir maior correspondência entre os compromissos ambientais divulgados pelas marcas e suas práticas ao longo da cadeia produtiva. 

Para a MD Papéis, a colaboração entre os diferentes agentes do setor é necessária para que novas alternativas atendam simultaneamente aos requisitos ambientais e às necessidades operacionais das empresas. 

“Para que essa sinergia leve ao desenvolvimento de alternativas de embalagem não somente sustentáveis, como também eficientes ao modelo operacional”, finaliza Rafael. 

(Fonte: Portal Packaging, 19 de Agosto de 2026)