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ABRE apresenta estudo macroeconômico da indústria de embalagens e panorama político


O encontro, ocorrido presencialmente em São Paulo com transmissão online, reuniu especialistas do IBRE-FGV e da Tendências Consultoria para analisar o desempenho da indústria, as perspectivas macroeconômicas para 2026 e o cenário internacional diante do conflito no Oriente Médio.

Destaques do Estudo Macroeconômico 2026
O estudo, encomendado pela ABRE à FGV IBRE desde 1997, detalha o desempenho das indústrias de embalagens de plásticos, metais, papelão ondulado, vidro, papel e papel-cartão, e madeira, cobrindo produção física, valor de produção, empregos formais, importações, exportações e categorias de consumo.

Na análise do fechamento de 2025, o setor de embalagens registrou variação estável do volume da produção física, em –0,3%, após expansão de 6,4% em 2024, com estabilidade nas participações de materiais no valor bruto da produção e desaceleração no segundo semestre devido a ajustes cíclicos. Em relação ao valor bruto da produção, houve relativa estabilidade entre 2024 e 2025.

Os empregos formais atingiram cerca de 278 mil trabalhadores no final de 2025, representando 3,4% da indústria de transformação, com crescimento similar ao da indústria geral, em 1,4%.

No comércio exterior, as importações somaram R$ 6,5 bilhões (3% do valor bruto da produção), com participações distribuídas — especialmente em plásticos, metais e papel —, enquanto as exportações de embalagens totalizaram R$ 5,6 bilhões em 2025.

As projeções para 2026 indicam crescimento modesto de cerca de 0,2% na produção física (podendo variar entre –0,3% e 0,7%), impulsionado pelo consumo de bens não duráveis, reajuste do salário-mínimo e eventos como eleições e Copa do Mundo, apesar de juros elevados e do aumento do endividamento familiar (com cerca de 50% da população adulta inadimplente).

O encontro contou também com uma análise política e econômica do cenário internacional.

“A indústria de embalagens reage de maneira muito próxima ao contexto macroeconômico, desde o poder de consumo dos brasileiros — influenciado tanto pela massa salarial ampliada como pelo endividamento das famílias — até variações do câmbio, custos logísticos e desempenho dos segmentos de bens não duráveis, semi e duráveis, entre outros. Trazer para os empresários do nosso setor essa visão macro consolidada é de grande valor para o planejamento dos seus negócios e de novos investimentos.”
— Luciana Pellegrino, Presidente Executiva da ABRE

  • Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas do IBRE/FGV.
  • Rodolpho Tobler, Pesquisador do IBRE/FGV.
  • Rafael Cortês, Sócio e Cientista Político da Tendências Consultoria.

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