Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/ FGV

ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE / FGV
Apresentação fevereiro de 2016: desempenho da indústria de embalagem em 2015 e perspectivas para 2016

 

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VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

O estudo exclusivo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem, realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) há dezenove anos para a ABRE, demonstra que o valor bruto da produção física de embalagens atingiu R$ 57,2 bilhões, um aumento de aproximadamente 4,76% em relação aos R$ 54,6 bilhões de 2014.

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Os plásticos representam a maior participação no valor da produção, correspondente a 40,17% do total, seguido pelo setor de embalagens celulósicas com 33,36% (somados os setores de papelão ondulado com 18,02%, cartolina e papelcartão com 9,78% e papel com 5,56%), metálicas com 17,29%, vidro com 4,84%, madeira com 2,24% e têxteis para embalagens com 2,11%.

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PRODUÇÃO FÍSICA

A produção da indústria de embalagem apresentou uma retração de -4,31% em 2015.

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De acordo com o estudo, o resultado foi influenciado pelo desempenho econômico do país, além de uma retração do consumo das famílias – que recuou 5,8%, entre o quarto trimestre de 2014 e o terceiro de 2015 – piora no cenário econômico tanto nacional como internacional e as incertezas referentes à crise política do país.

Para o ano de 2016, o cenário mais provável é de uma retração de -2,8% na produção física de embalagem devido às dificuldades econômicas do país (estima-se contração do PIB de 3%). Entretanto, a produção realizada deverá corresponder a R$ 60,5 bilhões devido, principalmente, aos aumentos de custos que serão repassados para os preços.

Na análise por setor, todos os tipos de embalagens apresentaram retração, sendo que a madeira teve a maior queda (-12,8%), seguida por embalagens de papel/papelão/cartão (-5,6%), metal (-3,7), vidro (-3,3%) e plástico (-3,1%).

 

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PRODUÇÃO FÍSICA

Grandes usuários de embalagem, como as indústrias de alimentos, bebidas, fumo, vestuário, calçados, perfumaria, farmacêuticos, produtos de limpeza, cimento, fertilizantes e tintas apresentaram em 2015 retração maior que em 2014..

 

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EMPREGO FORMAL

O nível de emprego na indústria atingiu 216.024 postos de trabalho em dezembro de 2015, contingente que é 4,97% inferior o de dezembro de 2014.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em dezembro de 2015, 114.112 empregos formais, correspondendo a 52,82% do total de postos de trabalho do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 33.367 funcionários (15,45%), papel com 20.678 (9,57%), metálicas com 17.872 (8,27%), madeira com 13.139 (6,08%), cartolina e papelcartão com 8.619 (3,99%) e vidro com 8.237 (3,81%).

 

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EXPORTAÇÕES

No ano de 2015 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 487,1 milhões, valor que representa uma retração de -6,90% em relação ao ano de 2014. As embalagens plásticas correspondem a 38,54% do total exportado, seguidas pelas metálicas com 33,15% na segunda colocação. Já as embalagens de papel, cartão e papelão ficaram no terceiro lugar, correspondendo a 21,64% do total exportado, seguidas por embalagens de vidro (3,66%) e madeira (3,01%).

Em relação às exportações por segmento, com exceção das embalagens de madeira que tiveram um aumento de 0,30% no total exportado, todos os outros segmentos apresentaram retração em comparação com o ano anterior, sendo que as embalagens metálicas apresentaram o maior decréscimo representando uma retração de -8,94%, seguidas por vidro (-8,84%), plástico (-6,20%) e papel/papelão (-5,49%).
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IMPORTAÇÕES

As importações tiveram uma retração de -24,98% no ano de 2015 na comparação com o ano de 2014, movimentando um total US$ 645,3 milhões. O setor de plásticos corresponde a 59,52% do total importado, seguido por embalagens metálicas (15,86%), papel/papelão (12,32%), vidro (12,13%) e madeira (0,16%).

 

Em relação ao desempenho de importações por segmento, todos apresentaram retração, sendo que as embalagens de vidro apresentaram o maior decréscimo correspondendo a -41,18%, seguidas por embalagens de madeira (-30,35%) e papel/papelão (-26,98%).

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