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ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE/ FGV

ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE / FGV
Apresentação agosto de 2017: fechamento do primeiro semestre e perspectivas para o segundo

 

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VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

O estudo exclusivo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem, realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) há vinte e um anos para a ABRE, prevê que o valor bruto da produção física no ano de 2017 deverá atingir um valor total de R$ 70,4 bilhões – um crescimento de aproximadamente 3,5% em comparação com os R$ 68 bilhões obtidos em 2016.

 

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Os plásticos representam a maior participação no valor da produção, correspondente a 38,85% do total, seguido pelo setor de embalagens celulósicas com 34,09% (somados os setores de papelão ondulado com 17,36%, cartolina e papelcartão com 11,57% e papel com 5,16%), metálicas com 18,15%, vidro com 4,43%, têxteis para embalagens com 2,53% e madeira com 1,95%.

 

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PRODUÇÃO FÍSICA

Apesar de apresentar um primeiro trimestre surpreendente, com incremento de 0,55% na produção, o semestre de 2017 apresentou uma retração de -0,90% – impactado principalmente pelo resultado negativo do segundo trimestre.

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Embora ainda negativo, o resultado sinaliza um abrandamento do ritmo de retração. No segundo semestre de 2016, a produção se reduziu em 3,53%.

Na esfera econômica, o ano de 2017 tem sido de expectativas modestas. Em setembro de 2016, o crescimento previsto para o PIB de 2017 chegou a 1,36%. Nos meses finais do ano passado, ocorreu um forte ajuste em sentido descendente. Já no início deste ano, a projeção era de 0,5%, recuando para 0,34% em julho. Este recuo parece ser o reconhecimento de que a turbulência política de maio roubou uma parcela do pouco fôlego da economia.

Ainda que o primeiro semestre tenha trazido mais decepções do que surpresas positivas na economia, com os principais indicadores econômicos (produção industrial, câmbio, juros, etc.) trazendo sinais tênues e incompletos de recuperação, o crescimento do nível de atividade segue em curso, podendo indicar um início de saída da recessão, ainda que em ritmo mais lento do que o inicialmente previsto.

Diante deste contexto, no segundo semestre, é projetado um crescimento de 0,6% na produção física de embalagens e para o ano de 2017 como um todo, a taxa de variação será de -0,1%.

Das cinco classes de materiais pertencentes ao setor, as embalagens de papel/papelão e plástico apresentaram crescimento da produção física de 1,20% e 0,69%, respectivamente, no primeiro semestre de 2017. Já os outros materiais apresentaram retração durante o período.
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PRODUÇÃO FÍSICA

Algumas das principais usuárias de embalagem, como as indústrias de fumo, vestuário, couro e calçados, informática, eletrônicos e óticos apresentaram crescimento em sua produção, o que pode indicar uma possível recuperação econômica, ainda que indústrias importantes como a de alimentos, bebidas, cosméticos e produtos de limpeza tenham registrado retração.

 

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EMPREGO FORMAL

O nível de emprego da indústria de embalagem atingiu 216.973 postos de trabalho em junho de 2017, um decréscimo que representa uma retração de -0,59% em comparação com o mesmo período do ano passado. Ainda que o número seja negativo, o ritmo de queda é mais suave em comparação com junho de 2016 e 2015 que apresentou retração de -2,28%.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando em junho de 2017, 115.307 empregos formais, correspondendo a 53,14% do total de postos de trabalho do setor. Em seguida vêm embalagens de papelão ondulado com 31.899 funcionários (14,70%), papel com 21.491 (9,90%), metálicas com 17.611 (8,12%), madeira com 13.248 (6,11%), cartolina e papelcartão com 9.804 (4,52%) e vidro com 7.638 (3,52%).

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EXPORTAÇÕES

No primeiro semestre de 2017 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 262,9 milhões. Este valor representa um decréscimo de -0,60% em relação ao primeiro semestre de 2016. As embalagens metálicas representam 40,07% do total exportado, seguidas pelas embalagens de plástico com 36,19% na segunda colocação.

 

Em relação às exportações por segmento, o vidro apresentou um crescimento de 23,93% no valor exportado, seguido por plástico com incremento de 3,23%. Os outros materiais apresentaram retração durante o período, sendo que as embalagens de madeira apresentaram a maior diminuição no total exportado com queda de -47,33%, seguidas por metálicas (-2,68%) e papel/papelão (-0,91%).
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IMPORTAÇÕES

Já as importações tiveram uma um crescimento de 6,84% na comparação com o primeiro semestre de 2016, movimentando um total  de US$ 241,8 milhões. O setor de plásticos corresponde a 59,58% do total importado, seguido por embalagens de vidro (16,11%) e metálicas (15,79%).

 

Em relação às importações por segmento, as embalagens de madeira apresentaram o maior crescimento, correspondendo a um incremento de 83,29%, seguidas pelas embalagens de vidro (29,40%), As embalagens metálicas ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2016 e as embalagens de plástico e papel/papelão tiveram retração de -0,96% e -0,79%, respectivamente.
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