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ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE / FGV
Apresentação fevereiro de 2013: A indústria de embalagem em 2012 e perspectivas para 2013

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RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

O estudo exclusivo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem, realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) há dezesseis anos para a ABRE, demonstra que, apesar da retração na produção, os fabricantes nacionais de embalagens registraram receitas líquidas de vendas de R$ 46,1 bilhões em 2012, superando os R$ 44,7 bilhões gerados em 2011.

O valor bruto da produção física de embalagens atingiu R$ 46,9 bilhões, numa alta de um pouco mais de 3% sobre os R$ 45,6 bilhões gerados em 2011. Os plásticos representam a maior participação no valor da produção correspondente a 37,08% do total, seguido pelo setor de celulósicos com 34,47% (somados os setores de papelão ondulado com 18,75%, cartolina e papelcartão com 9,50% e papel com 6,22%), metálicos com 16,79% e vidro com 4,65%.

Para 2013, as perspectivas para o setor são positivas, pois a produção de embalagens deverá crescer até 2% neste ano e obter receitas líquidas de venda de R$ 48 bilhões, frente aos R$ 46,1 bilhões de 2012.

Receita Líquida

PRODUÇÃO FÍSICA

A produção da indústria de embalagem apresentou retração de 1,19% em 2012, sendo que as projeções iniciais eram de crescimento de 1,6%, revista para queda de 1% no levantamento do primeiro semestre de 2012 que foi divulgado em setembro do ano passado.

Produção FísicaDe acordo com o estudo, essa retração na produção se deve à atividade industrial brasileira que teve um primeiro semestre de quedas generalizadas, principalmente entre os bens de capital e os bens de consumo duráveis, e também por causa dos bens de consumo semi e não duráveis – principais usuários de embalagem – que alternaram ganhos e perdas de pequena magnitude. Estes fatores impactaram negativamente na produção de embalagens, que registrou queda de 4% no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011.

Entretanto, no segundo semestre, o ritmo de produção de embalagens voltou a aumentar apresentando um crescimento de 1,6%. Esta inversão de rumos, para melhor, deveu-se aos estímulos governamentais como as desonerações tributárias e ampliação do crédito, que foram um dos principais motivos para a recuperação do consumo.

Outros estímulos como a queda dos juros, a contínua criação de empregos e a elevação do salário real também permitiram a expansão do consumo, fazendo com que a indústria nacional recuperasse parte da competitividade frente aos produtos importados após a desvalorização cambial ocorrida durante o segundo trimestre de 2012.

Na análise por setor, o único que apresentou crescimento na sua produção no decorrer do ano de 2012 foi o de embalagens plásticas com aumento de 0,44%. Todos os outros apresentaram retração, sendo que as embalagens de madeira tiveram a maior queda (-10,20%), seguido por vidro (-5,69%), metal (-1,13%) e papel, papelão e cartão (-0,97%).

Produção Física

Produção Física

As principais indústrias usuárias de embalagem apresentaram uma retração em sua produção no ano de 2012 em comparação com o ano de 2011, o que impactou diretamente nos resultados do setor de embalagem.

As indústrias de bens de consumo que apresentaram melhor desempenho em volume de produção foram a de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (3,32%), bebidas (1,32%) e farmacêutica (0,52%)

Principais Indústrias Usuárias

EMPREGO FORMAL

De março a outubro de 2012, o nível de emprego na indústria de embalagem permaneceu abaixo do de 2011, fechando o primeiro semestre com uma diferença de -0,35%, ante o mesmo período do ano anterior. Já no segundo semestre, o emprego acompanhou o aumento da produção, superando a posição de 2011 em 0,08%, fechando o ano com 224.811 empregados com carteira assinada.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em dezembro de 2012, 117.230 empregos formais, correspondendo a 52,39% do total de postos de trabalho do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 31.217 funcionários (15,45%), papel com 20.685 (9,80%), metálicas com 18.437 (8,25%), madeira com 15.012 (6,36%), cartolina e papelcartão com 9.337 (4,40%) e vidro com 7.417 (3,34%).

O nível de emprego na indústria de embalagem deverá prosseguir em expansão moderada em 2013, chegando a cerca de 230 mil postos de trabalho até o final do ano.

Emprego Formal

EXPORTAÇÕES

No ano de 2012 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 498,3 milhões. Este valor representa um crescimento de 5,85% em relação a 2011, com forte desempenho da indústria de plásticos, correspondente a 39,59% do total exportado, seguido das embalagens metálicas (31,13%). Já as embalagens de papel, cartão e papelão ficaram em terceiro lugar e correspondem a 21,75% do total exportado, em seguida estão as embalagens de vidro (3,77%) e madeira (3,75%).

Em relação ao crescimento de exportações por segmento, o setor de embalagens metálicas lidera com acréscimo de 17,11% no ano, seguido por embalagens de papel/cartão/papelão (7,28%) e de plástico (5,46%). Os setores de embalagens de vidro e de madeira tiveram um decréscimo de -34,68% e -7,10%, respectivamente.

Exportacoes IMPORTAÇÕES

As importações tiveram um crescimento de 4,12% no ano de 2012 na comparação com o ano de 2011, movimentando um total US$ 853,5 milhões. O setor de plásticos corresponde a 55,22% do total importado, seguido por embalagens de vidro (15,44%), papel, papelão e cartão (14,73%), embalagens metálicas (14,53%) e madeira (0,08%).

Em relação ao crescimento de importações por segmento, o setor de embalagens de vidro lidera com acréscimo de 16,81%, seguido por plástico (5,28%). As embalagens de madeira, de papel/papelão e metálicas tiveram um decréscimo de -12,94%, -5,22% e -1,46%, respectivamente, no período.

Importacões