Dados de Mercado

ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE / FGV
Apresentação fevereiro 2012: fechamento do ano de 2011

Patrocínio

 

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

O estudo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) para a ABRE demonstra que apesar de um resultado positivo, principalmente no primeiro trimestre, houve uma queda da produção em relação ao ano de 2010. Entretanto, o mercado já aguardava o arrefecimento da produção, haja vista que o ano de comparação (2010) foi um período de crescimento atípico, por se tratar de um ano de recuperação dos efeitos da crise de 2008/2009.

De acordo com o estudo, os fabricantes nacionais de embalagens registraram receitas líquidas de vendas de R$ 43,7 bilhões em 2011, superando os R$ 40,6 bilhões gerados em 2010.

Faturamento da indústria de embalagem
(em bilhões de R$)

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

Empresas com 30 empregados ou mais
*Dados estimados
Fonte: IBGE / Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa (2009)
Elaboração: FGV

 

PRODUÇÃO FÍSICA

A produção física da indústria de embalagem em 2011 cresceu 1,50%, contra um crescimento de 0,27% da indústria geral no mesmo período.

PRODUÇÃO FÍSICA

Nota: Em relação a igual trimestre do ano anterior
Fonte: IBGE
Elaboração: FGV

No primeiro semestre de 2011 o setor se manteve em crescimento, registrando um aumento de 3,11% em relação ao mesmo período de 2010. No segundo semestre, no entanto, o ritmo arrefeceu e a produção apresentou retração de 0,07% se comparada ao mesmo período do ano anterior.

Na análise por setor, a produção física de vidro, madeira, papel/papelão/cartão e metal demonstrou crescimento, com desempenho maior do segmento de vidro que registrou alta de 6,43%, seguido por embalagens de madeira com expansão de 4,18%, papel/papelão/cartão com aumento de 2,91% e metal com incremento de 2,42%. Já o setor de plásticos recuou 2,67%, na comparação com o ano anterior.

% em relação ao ano anterior

PRODUÇÃO FÍSICA

Peso: Valor médio da produção 98-00
Fonte: IBGE
Elaboração: FGV

PRODUÇÃO FÍSICA

Participação de cada segmento na indústria de embalagem.
Fonte: IBGE

As principais indústrias usuárias de embalagem apresentaram uma retração no total de embalagens utilizadas no ano de 2011 em comparação com o ano de 2010, com exceção da indústria de fumo e farmacêutica que tiveram, respectivamente, um crescimento de 13,39% e 1,24%.

PRODUÇÃO FÍSICA

 

EMPREGO FORMAL

O setor registrou nível recorde de 226.210 empregados com carteira assinada em outubro de 2011, recuando nos dois meses finais do ano, fechando o ano com 223.335 empregados com carteira assinada.

A perspectiva para 2012 é que o nível de emprego na indústria de embalagem deverá consolidar-se no patamar de 230 mil ocupações.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em dezembro de 2011, 117.230 empregos formais, correspondendo a 52,49% do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 31.217 funcionários (15,77%), papel com 20.685 (9,26%), metálicas com 18.437 (8,26%), madeira com 15.012 (6,72%), cartolina e papelcartão com 9.337 (4,18%) e vidro com 7.417 (3,32%).

EMPREGO FORMAL

Fonte: MTE

 

EXPORTAÇÕES

No ano de 2011 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 470,8 milhões. Este valor representa um crescimento de 13,23% em relação a 2010, com forte desempenho da indústria de plásticos, correspondente a 40% do total exportado, seguida das embalagens metálicas (28,14%). Já as embalagens de papel, cartão e papelão ficaram no terceiro lugar, correspondendo a 21,46% do total exportado, seguida por embalagens de vidro (6,11%) e madeira (4,28%).

Em relação ao crescimento de exportações por segmento, o setor de embalagens metálicas lidera com acréscimo de 45,06% no ano, seguido por embalagens de papel/cartão/papelão (26,45%) e madeira (5,46%). Os setores de embalagens de vidro e de plástico tiveram um decréscimo de -15,55% e -1,58%, respectivamente.

EXPORTAÇÕES

Nota: Valores em milhares de dólares
Fonte: SECEX/MDIC

 

IMPORTAÇÕES

As importações tiveram um crescimento de 3% na comparação com o ano de 2010, movimentando um total US$ 819,7 milhões. O setor de plásticos corresponde a 54,61% do total importado, seguido por embalagens de papel/papelão/cartão (16,18 %) e metálicas (15,35%).

Em relação ao crescimento de importações por segmento, o setor de embalagens de papel/papelão/cartão lidera com acréscimo de 49,36%, seguido por plástico (20,17%) e vidro (2,73%). As embalagens metálicas tiveram um decréscimo de -43,86% no período.

IMPORTAÇÕES

Nota: Valores em milhares de dólares
Fonte: SECEX/MDIC