Dados de Mercado

ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE / FGV
Apresentação fevereiro 2011: fechamento do ano de 2010

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RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

O Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) comprovou a recuperação do setor frente à queda trazida pela crise financeira internacional. Após recuar 3,77% na produção entre 2008 e 2009, o segmento de embalagens registrou crescimento de 10,13% no ano passado.

Faturamento da indústria de embalagem
(em bilhões de R$)

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

Empresas com 30 empregados ou mais
*Dados estimados
Fonte: IBGE / Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa (2008)
Elaboração: FGV

 

PRODUÇÃO FÍSICA

Após recuo de 3,77% em 2009, decorrente dos efeitos da crise internacional, em 2010 a produção física registrou um crescimento de 10,13%.

PRODUÇÃO FÍSICA

Nota: Em relação a igual trimestre do ano anterior
Fonte: IBGE
Elaboração: FGV

No primeiro semestre, quando o setor se encontrava em franca recuperação, a taxa de crescimento alcançou 15,57%, em relação ao mesmo período de 2009. Da metade do ano em diante, o ritmo arrefeceu e a taxa de crescimento no segundo semestre foi de 7,00%, em relação a igual período de 2009.

A produção de embalagens que utilizam diversos tipos de matérias-primas cresceu. O resultado já era esperado, pois o ano de 2010 foi marcado pela expansão dos postos de trabalho e pela elevação de consumo de alimentos e bens duráveis.

PRODUÇÃO FÍSICA

 

EMPREGO FORMAL

O setor registrou em novembro de 2010 o nível recorde de 219.083 empregados com carteira assinada. Na comparação entre os dois anos, tendo por base a data final de cada período, o setor incorporou 13.167 novos postos de trabalho. O nível de emprego na indústria de embalagem deverá consolidar-se em um patamar superior a 220 mil ocupações.

EMPREGO FORMAL

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

 A distribuição dos postos de trabalho nas indústrias de embalagem dividiu-se nos segmentos conforme o gráfico abaixo, representando uma maior participação da indústria transformadora de plástico, que em dezembro de 2010 totalizava 117.906 empregos formais, correspondendo a 54,15% do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 31.905 funcionários (14,65%), papel com 20.291 (9,32%), metálicas com 18.185 (8,35%), madeira com 13.717 (6,53%), cartolina e papelcartão com 8.338 (3,83%) e vidro com 7.409 (3,40%).

EMPREGO FORMAL

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Rais (2009) e CAGED (2010)

 

EXPORTAÇÕES

A indústria nacional de embalagens registrou um ótimo resultado nas exportações, que totalizaram US$ 410,11 milhões no ano passado, 16,7% a mais que em 2009. Destacaram-se as embalagens plásticas (24,89%), de papelão (16,73%), vidro (14,6%) e metálicas (6,93%). A exceção ficou com a madeira, que recuou 0,81% em razão do direcionamento da produção ao mercado interno.

EXPORTAÇÕES

Nota: Valores em milhres de dólares
Fonte: SECEX/MDIC

 

IMPORTAÇÕES

As importações cresceram 70% em 2010, atingindo US$ 794,05 milhões (ante os US$ 467,1 milhões de 2009). O principal motivo para isso ocorreu em função do aumento das compras de embalagens metálicas (que aumentaram 234,8%) para abastecer o mercado interno, estimulado pela alta no consumo de bebidas. A capacidade produtiva interna alcançou o seu limite, e as indústrias nacionais estão em um processo de aumento de investimento para atender a alta demanda.

IMPORTAÇÕES

Nota: Valores em milhares de dólares
Fonte: SECEX/MDIC