Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/ FGV

ESTUDO MACROECONÔMICO DA EMBALAGEM ABRE / FGV
Apresentação fevereiro de 2015: desempenho da indústria de embalagens em 2014 e perspectivas para 2015

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VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

O estudo exclusivo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem, realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) há dezoito anos para a ABRE, demonstra que o valor bruto da produção física de embalagens atingiu R$ 55,1 bilhões, um aumento de aproximadamente 6,17% em relação aos R$ 51,9 bilhões de 2013.

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

Os plásticos representam a maior participação no valor da produção, correspondente a 39,07% do total, seguido pelo setor de embalagens celulósicas com 34,30% (somados os setores de papelão ondulado com 18,54%, cartolina e papelcartão com 9,87% e papel com 5,89%), metálicas com 17,14%, vidro com 4,81% e madeira com 2,59%.

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO

PRODUÇÃO FÍSICA

A produção da indústria de embalagem apresentou uma retração de -1,47% em 2014.

PRODUÇÃO FÍSICA

De acordo com o estudo, o resultado foi influenciado pelo desempenho econômico do país, além de uma retração do consumo e de produção de bens não duráveis.

Para o ano de 2015, o cenário mais provável é de uma retração de -0,5% na produção física de embalagem devido às dificuldades econômicas do país. Entretanto, a produção realizada deverá corresponder a R$ 58,2 bilhões devido, principalmente, aos aumentos de custos que serão repassados para os preços.

Na análise por setor, somente as embalagens de vidro apresentaram um resultado positivo com incremento de 1,86% na produção em relação ao ano anterior. Todos os outros tipos de embalagens apresentaram retração, sendo que a madeira teve a maior queda (-18,25%), seguida por plástico (-2,90%), metal (-1,04) e papel/papelão/cartão (-0,70%).

PRODUÇÃO FÍSICA

PRODUÇÃO FÍSICA

Grandes usuários de embalagem, como as indústrias de alimentos, vestuário, cimento e tintas apresentaram retração em sua produção no ano de 2014, o que impactou diretamente para o resultado do setor.

As únicas indústrias, dentre as principais usuárias, que apresentaram crescimento em sua produção foram a farmacêutica com aumento de 2,12%, perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza com 0,88% e bebidas com acréscimo de 0,80%.

PRODUÇÃO FÍSICA

EMPREGO FORMAL

O nível de emprego na indústria atingiu 227.321 postos de trabalho em dezembro de 2014, contingente que é 0,41% inferior o de dezembro de 2013.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em dezembro de 2014, 119.953 empregos formais, correspondendo a 52,77% do total de postos de trabalho do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 34.704 funcionários (15,27%), papel com 22.269 (9,80%), metálicas com 18.989 (8,35%), madeira com 13.949 (6,14%), cartolina e papelcartão com 9.086 (4,00%) e vidro com 8.371 (3,68%).

EMPREGO FORMAL

EXPORTAÇÕES

No ano de 2014 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 523,2 milhões, valor que representa um crescimento de 6,18% em relação ao ano de 2013. As embalagens plásticas correspondem a 38,25% do total exportado, seguidas pelas metálicas (33,90%), papel/papelão (21,32%), vidro (3,73%) e madeira (2,79%).

Em relação às exportações por segmento, com exceção das embalagens plásticas que tiveram uma retração de -1,59%, todos os outros segmentos apresentaram incremento em comparação com o ano anterior, sendo que as embalagens de vidro apresentaram o maior aumento em suas exportações com acréscimo de 28,55%, seguidas por metálicas (16,75%), papel/papelão (3,24%) e madeira (2,77%).

EXPORTAÇÕES

IMPORTAÇÕES

As importações tiveram uma retração de -5,84% no ano de 2014 na comparação com o ano de 2013, movimentando um total US$ 860,1 milhões. O setor de plásticos corresponde a 57,14% do total importado, seguido por embalagens de vidro (15,47%), metálicas (14,55%), papel/papelão (12,66%) e madeira (0,17%).

Em relação ao desempenho de importações por segmento, as embalagens de papel/papelão tiveram um decréscimo de -20,88%, seguidas por embalagens metálicas (-2,34%), Já as embalagens de plástico tiveram um crescimento de 1,84% nas importações durante o período, seguidas por embalagens de madeira (1,41%) e vidro (0,27%).

IMPORTAÇÕES