Filme transparente feito com soro de leite embala e protege alimentos
Os filmes plásticos usados para embalar e cobrir alimentos são feitos de polímeros petroquímicos. Agora, pesquisadores alemães criaram uma alternativa barata e economicamente viável para produção em escala industrial e, segundo eles, totalmente sustentável.
Trata-se de um filme plástico transparente feito com soro do leite, um subproduto da fabricação de queijos e outros produtos lácteos.
Embora finos e transparentes, os filmes usados para proteger os alimentos são materiais multicamadas, cada um com uma função específica.
Uma das mais importantes, responsável por minimizar a quantidade de oxigênio que chega até o produto – minimizando assim o risco de oxidação – é feita com o copolímero etileno vinil álcool, mais conhecido pela sigla EVOH, produzido a partir do petróleo.
Markus Schmid e seus colegas do Instituto Fraunhofer substituíram as moléculas de EVOH por proteínas retiradas do soro do leite.
"Nós desenvolvemos uma formulação da proteína do soro de leite que pode ser usada como matéria-prima do filme de proteção. E nós também desenvolvemos um processo economicamente viável para fabricar filmes multifuncionais em escala industrial," diz Schmid.
Mas como é que o soro de leite, um material biológico e, portanto, sujeito à degradação, assim como qualquer outro produto alimentício, pode se transformar em uma barreira de proteção dos alimentos contra a deterioração?
O engenheiro não responde com todas as letras, mas explica que as proteínas do soro de leite foram purificadas e misturadas com aditivos, igualmente proteínas de origem biológica, até resultar em um material capaz de formar um filme.
"Todos esses aditivos são substâncias aprovadas (para contato com alimentos)," garante ele, acrescentando que o material está em processo para obtenção de patente.
O processo como um todo gera estruturas multicamadas com as funções de barreira de proteção à passagem de oxigênio – todas flexíveis e transparentes, exatamente como os filmes disponíveis no comércio hoje.
Segundo os pesquisadores, o processo está pronto para ir ao mercado, "exigindo modificações mínimas nas plantas das indústrias que se interessem em usar o novo processo."
(Fonte: Milknet, 16 de janeiro de 2012)
Consumo de café no Brasil cresce 3,11% em 2011
O consumo de café no Brasil cresceu 3,11% no período entre novembro de 2010 e outubro de 2011, na comparação com o intervalo anterior correspondente, para um recorde de 19,72 milhões de sacas, informou no dia 24 de janeiro a Abic – Associação Brasileira da Indústria de Café.
O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, é o segundo consumidor global do produto, atrás dos EUA, tendo consumido no período 2010/11 um volume equivalente a pouco menos da metade de sua última safra, que foi a de baixa no ciclo bienal do arábica. A maior parte da produção é exportada.
O consumo ficou cerca de 3 por cento abaixo da expectativa do setor anunciada no início do ano passado, de 20,27 milhões de sacas, com produtos concorrentes da bebida avançando em potenciais consumidores de café, explicou a Abic.
"Houve crescimento grande em sucos... mas ainda assim o (consumo do) café cresceu porque houve melhora na qualidade", disse o presidente da Abic, Américo Sato, a jornalistas.
Enquanto a penetração do café no consumo doméstico no Brasil permaneceu elevada, em 95% (mas estável), outros produtos como sucos prontos e bebidas à base de soja ganharam espaço no café da manhã do brasileiro, de acordo com estudo da Kantar Worldpanel citado pela Abic.
Considerando que o café já está em 95% dos lares brasileiros, a indústria aposta na qualidade para ampliar o consumo, em meio ao crescimento da renda da população.
"Com o aumento do poder aquisitivo, as pessoas têm escolhas, o produto passa de uma necessidade para ser algo que dá prazer, então o aumento de preço passa a ser algo relativo", disse o vice-presidente da Abic, Bernardo Wolfson, também presidente-executivo da Melitta no Brasil.
A Abic tem buscado melhorar a qualidade do café torrado e moído vendido no Brasil há mais de 20 anos. E mais recentemente implantou o Programa de Qualidade do Café (PQC), que visa identificar na embalagem os atributos do grão, facilitando a escolha dos consumidores por meio da diferenciação do produto (dividido em categorias Gourmet, Superior e Tradicional).
"No ano 2000, não havia nenhuma marca Gourmet nos supermercados... hoje temos cem cafés gourmets", disse o diretor-executivo da Abic, Nathan Herskowicz, citando os resultados do trabalho da entidade.
A Abic informou ainda que o consumo per capita de café torrado no Brasil em 2011 atingiu recorde de 4,88 quilos, contra 4,81 quilos no ano anterior. Esse volume ainda está bem abaixo da demanda per capita dos países nórdicos, com um volume próximo de 13 kg, mas supera o registrado em países como Estados Unidos e Itália.
Para 2012, a Abic projeta um crescimento de 3,5 por cento no consumo brasileiro, o que elevaria a demanda interna para 20,4 milhões de sacas. Para 2013, a entidade tem uma meta de 21 milhões de sacas, o que ainda deixaria o Brasil distante dos Estados Unidos, o maior consumidor.
Os EUA consomem anualmente cerca de 23 milhões de sacas, observou o executivo, citando dados do governo norte-americano.
"É uma corrida de gato e rato", disse Herskowicz, lembrando que o consumo nos EUA também está crescendo, embora a níveis inferiores ao do Brasil.
O consumo no Brasil também tem aumentado acima da média mundial, que é de 1,5 a 2 por cento ao ano, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC).
(Fonte: Reuters Brasil , 24 de janeiro de 2012)
Brasil, Índia e China mostram maior potencial de crescimento em cosméticos
À luz da preocupação com tempos econômicos, um novo levantamento divulgado pelo Credit Suisse Research Institute (CSRI) notou que a indústria cosmética acelerou, impulsionada por três dos quatro mercados BRIC.
Apesar da confiança do consumidor estar escorregando devido a uma potencial desaceleração econômica, especialmente nos mercados desenvolvidos, a indústria de cosméticos não tem sido muito afetada.
"A indústria de cosméticos parece ter captado marginalmente as condições econômicas; grupos de baixa renda no Brasil foram importantes propulsores aqui", diz o relatório CSRI.
A pesquisa sugere que a confiança entre os consumidores emergentes ainda é razoavelmente forte, com maior otimismo no Brasil, Índia e China e mais baixa no Egito, Turquia e Rússia.
"Ter uma marca bem posicionada para melhorar os padrões de vida entre os assalariados de baixa e média renda pode ser tão relevante para o crescimento como o foco típico de investidores em marcas de luxo", diz o relatório, identificando Índia, Brasil e China como as regiões onde as marcas de cosméticos são bem posicionadas e de propriedade local.
O consumidor brasileiro se destaca como o mais otimista em toda a pesquisa e como eles normalmente não economizam são vistos como mais positivos.
Para empreender este projeto, o Credit Suisse contratou a principal empresa de pesquisa de mercados globais, a AC Nielsen, para conduzir pesquisas primárias em seu nome. O conjunto de dados consiste de mais de 2.500 entrevistas na China e na Índia e mais de 1.500 nos outros países.
(Fonte: Cosméticos BR, 18 de janeiro de 2011)
Consumo de alumínio poderá crescer 8,9% ao ano até 2025
O consumo doméstico de produtos de alumínio pode crescer a uma média anual de 8,9% nos próximos 15 anos, triplicando o volume atual. Mas a indústria nacional pode ficar de fora dessa enorme demanda caso o governo, entidades e empresas não trabalhem em prol desse objetivo. Em linhas gerais esta foi a mensagem de fim de ano que a ABAL levou a seus associados, em seu último evento de 2011.
O encontro com “a indústria brasileira do alumínio de 2025”, nome do evento realizado no dia 7 de dezembro de 2011, reuniu mais de 200 pessoas – entre associados, clientes, profissionais do setor e representantes de entidades parceiras – para informar as projeções de consumo de todos os produtos de alumínio até 2025; os desafios que o setor enfrentará nos próximos anos; e as propostas da ABAL na formatação de uma política industrial que evite a desestruturação da cadeia produtiva do setor.
Para o professor e doutor em economia, Fernando Garcia, valorização cambial, elevação dos custos de energia elétrica (183% de 2004 a 2010) e de mão-de-obra (144% de 2004 a 2010) contribuíram muito para a queda da competitividade da indústria do alumínio, nos últimos anos. Entre 2006 e 2010 a cadeia perdeu 27,7% do seu valor de produção.
“A queda de valor da produção alimenta um ciclo vicioso de desindustrialização, pois com menos recursos para investir, a indústria brasileira se distancia da mundial em escala e tecnologia, diminuindo sua competitividade e os incentivos a novos investimentos”, ressaltou Garcia.
Alheio a essa situação, o mercado interno de produtos de alumínio – que deve encerrar 2011 com 1.420 mil toneladas – poderá crescer em 2012 acima dos 9% e se manter nesta média nos próximos 15 anos, chegando a 4,6 milhões de toneladas em 2025. Seja qual for o percentual, o fato é que a demanda de alumínio no Brasil irá crescer, suportada pelos grandes eventos e os planos de aceleração do crescimento econômico, afirma o professor. Tamanho volume exigirá investimentos em expansão de toda cadeia de transformação de alumínio – chapas, folhas, fundidos, extrudados, fios e cabos – dentro de poucos anos, sob pena desse mercado ser ainda mais alimentado pela enxurrada de produtos importados.
Segundo Garcia, se as empresas brasileiras não recuperarem sua capacidade de investir e competir, esse cenário de forte demanda trará mais riscos para o setor, pois as importações estão crescendo mais rapidamente do que a produção nacional consegue reagir. “Temos excelentes oportunidades de negócios, mas péssimas condições de oferta” sentenciou.
A fim de promover a competitividade de toda a cadeia produtiva do alumínio e retomar seu poder de investir em tecnologia e capacidade de produção, a ABAL vem trabalhando em conjunto com o governo no desenvolvimento de estudos para orientar as conclusões do Grupo de Trabalho do Alumínio – GTA, criado por meio da Portaria Interministerial nº 436/2011, de 13 de julho de 2011.
Em cinco reuniões do GTA, a ABAL apresentou informações relacionadas à competitividade da indústria do alumínio e contribuiu com sugestões para a formação de uma política industrial para o setor. As sugestões contemplam todas as etapas da cadeia e abrangem defesa comercial, redução dos custos de energia, desoneração de tributos e folha de pagamento, melhores condições de investimento e compras pelo Estado.
Caso uma política industrial para o setor se concretize de fato, haverá condições de garantir investimentos da ordem de R$ 63 bilhões nos próximos anos, a criação de 250 mil postos de trabalho até 2025, aumento do PIB da cadeia em R$ 26 bilhões/ano e um ganho de arrecadação de impostos de R$ 3,3 bilhões/ano.
“Nós fizemos nossa proposta; e esse potencial cenário de investimentos, arrecadação, empregos está disponível desde que se criem uma política industrial que hoje não existe para a indústria do alumínio”, afirmou Adjarma Azevedo, presidente da ABAL, ao final do encontro. O setor aguarda que os resultados das análises do Grupo de Trabalho do Alumínio sejam anunciados em breve.
(Fonte: ABAL – Associação Brasileira do Alumínio, janeiro de 2012)
INTERNACIONAL
2012 – A year of exceptional packaging opportunities
We at PTIS see packaging having a significant impact on business directions in 2012. The idea that packaging is a strategic business function is gaining credence among companies. Here are six significant trends and drivers we believe will shape packaging agendas in the coming year.
1. Holistic design drives more packaging answers
Package design moves up the corporate ladder as management sees how its perspective answers problems. But it takes a big-picture perspective to deliver. Programs like the PTIS Holistic Design™ approach go well beyond graphics and even structure to deliver results. Consider Plantronics Inc., maker of electronic items such as headsets. Management moved packaging responsibilities from marketing to design to get new perspectives in the face of complaints about excessive packaging. Universal design is making its way into design briefs as consumer packaged goods companies increasingly see where current designs fail to meet needs of aging populations. That's especially true in industrialized countries, but it is also impacting some developing countries.
2. Private brands go upscale with packaging
The Great Recession pushed private-label market share up 2% in 2010, and the average market share now is almost 22% across all categories.
Expect retailers to bring more high-margin items into the private brand mix. Packaging is a key tool in adding convenience and in communicating upscale positioning and value. Watch a private label leader like Walgreens. It is developing its "Nice" line of about 300 items of grocery and household products. It is aiming at a coherent design strategy to define the line.
3. Consumers expand their thinking on "green" packaging
Consumer thinking is quickly moving beyond "recyclable" as the synonym for eco-friendly or green. We've seen that shift in attitudes reflected in consumer research from multiple sources: it is uncanny that different researchers are coming to the same conclusions. More consumers are basing buying decisions on what they perceive to be excessive packaging. Yet, they do that only after their convenience and functional expectations are met. Expect more efforts to find new, more sustainable alternatives to clamshells. Consumers perceive them to be over packaging, and they engender "wrap rage." Be ready to explain how your sustainable solutions meet consumer eco expectations. If they don't "get it," they will buy something they do "get."
4. Data savvy consumers redefine value
The newest decision-making instant is the "Zero Moment of Truth," the time before the shopping trip when consumers research products. Consumers rely more on what they learn on the Internet to shape buying decisions. Some take an hour on-line before a shopping trip. Packaging is the second-most frequent source of quick code scans, only behind newspapers and magazines in frequency. Be ready to put codes on packages and link packaging to Web-marketing initiatives. Convenient packaging has to function intuitively. If not, the consumer puts their frustration into the buying decision for the next trip.
5. Expect more emphasis on open innovation programs as the route to manage innovation
The challenge in 2012 is not finding new technology to address challenges. In most cases, it is finding answers in existing or emerging technologies. Tailor open innovation programs to fit your specific needs by monitoring those technologies that can work for you. Advances in technology will make more bioresins available. As an example, Arizona State University researchers are working on ways to make styrene from engineered microorganisms.
6. Look for a "Chief Packaging Officer" to pop up on some company's org chart
That person may not come from a traditional packaging background. It will be someone with the grasp of a big-picture approach to products and packaging. Someone who can sell ideas to management, too. People with traditional packaging background could be good candidates, if they expand their skill set to embrace management and add a little creative salesmanship.
(Fonte: Packagin World, 30 de dezembro de 2011)
Flash News
Avon lança ferramenta interativa para revenda nas redes sociais

A começou a disponibilizar para os seus revendedores autônomos do Brasil uma nova ferramenta de vendas, que pode ser usada em até 29 redes sociais como o Facebook, Orkut, Twitter, Google+, Wordpress, Blogger entre outras.
A partir da inserção de um widget (um componente com interface gráfica do usuário, que inclui janelas, botões, menus etc) no perfil do revendedor, ele passa a compartilhar com sua rede de amigos o folheto virtual da Avon e a receber eletronicamente os pedidos que chegam pela rede. O lançamento da ferramenta representa mais um passo para a otimização dos serviços, ampliação de relacionamentos e oportunidade maior de ganhos.
Atualmente a internet passou a ser um canal de relevância na captação de pedidos da empresa, utilizado tanto na divulgação de produtos quanto no relacionamento com os revendedores e consumidores.
“Essa novidade aumenta a divulgação do nosso folheto de produtos, que é a verdadeira vitrine da Avon. Seja impresso ou pela internet, é com ele que o revendedor apresenta aos seus clientes o portifólio de produtos inovadores e as ofertas que oferecemos a cada campanha de vendas, que dura em média 19 dias”, explica Luiz Soares, diretor da área de Inovação e Contact Center.
Para o consumidor, a nova ferramenta tornará a compra de seus produtos mais prática. Basta ele entrar no perfil do revendedor que o atende e, de qualquer local, enviar o pedido. Mesmo eletronicamente, o revendedor continua a ser a pessoa que promove o relacionamento com o consumidor e oferece a ele toda a consultoria necessária.
(Fonte: No Varejo, 19 de janeiro de 2011)
Colacril, Vitopel e Braskem apresentam solução sustentável em adesivos
A produção de etiquetas auto-adesivas como alternativa sustentável, aliada a um programa de logística reversa, ganhou respaldo com a conclusão da análise de ciclo de vida do produto.
Lançado oficialmente na Label Summit, em maio de 2011, o Projeto Green Lineré uma parceria entre , e , com foco estratégico em sustentabilidade em todas as etapas, desde a produção inicial do liner e do auto-adesivo, até o momento do seu retorno para reciclagem, reduzindo o volume de resíduos e apresentando uma solução para a sua reciclagem.
A destinação adequada de liners sempre foi um desafio para os fabricantes e usuários de auto-adesivos. A solução encontrada foi o desenvolvimento de um produto sustentável, em filme de BOPP (polipropileno biorientado), cujas propriedades facilitam a sua reciclagem, como de um novo produto plástico, que pode ser um novo rótulo frontal ou, até mesmo, um novo liner, ainda em estudos.
As análises de ciclo de vida do produto, de acordo com as empresas envolvidas no projeto, evidenciaram redução de emissão de gases de efeito estufa e de resíduos sólidos, em comparação às soluções tradicionais de mercado, com a rastreabilidade e a quantificação dos benefícios ambientais gerados, o que permitiria a apuração dos ganhos nas metas de sustentabilidade das empresas.
(Fonte: Cosméticos BR, 26 de janeiro de 2011)
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