O Brasil vai às compras
O consumo interno em ebulição, o câmbio estável e as mais sedutoras linhas de crédito oficiais para a compra de equipamentos nacionais deram a bandeirada de largada para o setor brasileiro de biscoitos lançar-se na corrida para expandir e renovar sua capacidade instalada. Outro energizante nesse processo tem sido o declínio das cotações de máquinas internacionais, em especial de grifes europeias necessitadas de caixa para resistir à recessão nos mercados mais desenvolvidos. Por sinal, essa demanda mundial escassa e a superoferta de equipamentos têm deixado ao alcance de fabricantes menores de biscoitos do Brasil um leque de tecnologias que, nas fases de crescimento econômico global, se mantinham fora do seu alcance. Em regra, o setor não monitora os investimentos de seus integrantes em bens de capital, mas o consenso no ramo deixa claro que essa oportunidade de comprar tecnologia de ponta a preços impensáveis em 2008 não tem sido desperdiçada pelas companhias do Brasil.
 A indústria brasileira de máquinas assedia os fabricantes de biscoitos com mais desenvoltura pelo flanco dos equipamentos mais básicos, caso de fornos, a exemplo dos modelos da brasileira Aríete. Em regra, as sequências complementares da linha de produção são preenchidas com marcas importadas, a exemplo de masseiras, túneis de resfriamento e linhas de homogeneização e areação da alemã Haas, recomendadas para biscoitos como wafers.
Pelo flanco das embalagens, predominam no setor brasileiro de biscoitos as versões monocamada ou laminadas de polipropileno biorientado (BOPP), tipo de filme plástico cujo consumo nacional beirou as 130.000 toneladas em 2009. Pelos rastreamentos mais recentes da consultoria , o reduto brasileiro de biscoitos hoje mobiliza na faixa de 30.000 toneladas/ano de embalagens flexíveis de BOPP. É considerada a solução de acondicionamento mais eficaz. Afinal, seu índice de quebra é baixo, assegura vedação contra a umidade, seus recursos para facilitar a abertura são satisfatórios e, por fim, trata-se de uma embalagem que já chegou ao limite aceitável da redução de sua espessura, diminuição justificada pela queda proporcionada aos custos de produção.
Diante da presença avassaladora de embalagens flexíveis nas prateleiras, a única via para um biscoito sobressair no ponto de venda é explorando as possibilidades estéticas (impressão, cores, brilho etc.) do invólucro de plástico. Na mesma trilha, os sacos flow pack também desfrutam de boa aceitação entre os fabricantes de biscoitos do Brasil.
(Fonte: Doce Revista, n° 180, agosto de 2010)
Setor têxtil recupera exportações
As exportações brasileiras da cadeia têxtil e de confecção, sem considerar as fibras de algodão, renderam US$ 675 milhões no primeiro semestre do ano, representando um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Em volume, o crescimento foi de 7,2%, totalizando 143 mil toneladas.
Já as importações brasileiras, no mesmo período, somaram US$ 2,25 bilhões e 558 mil toneladas, apresentando crescimento de 40,2% em valor e de 63,3% em volume. Como resultado, a balança comercial do setor fechou o primeiro semestre com déficit de US$ 1,5 bilhão, contra US$ 972 milhões registrados no primeiro semestre de 2009.
Apesar do déficit, os números mostram uma recuperação das vendas externas do setor. “As exportações cresceram num momento difícil, com câmbio desfavorável e mercados consumidores ainda retraídos em função da crise”, disse Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).
Segundo ele, hoje as exportações do setor estão mais concentradas em produtos tecnológicos, como tecidos impregnados e “não tecidos” (utilizados, por exemplo, para fazer aventais descartáveis). No entanto, o ideal seria o país exportar mais vestuário, que é o elo da cadeia produtiva com grande valor agregado e cujas atividades afetam todos os demais segmentos, como fiações, tecelagens e malharias.
“O quilo dos ‘não tecidos' é exportado por US$ 2,66 e o quilo do vestuário chega a US$ 39,00. É uma diferença muito grande, por isso precisamos nos esforçar mais para vender o produto acabado”, afirmou.
De acordo com Pimentel, ao longo do primeiro semestre houve crescimento na área de tapetes e carpetes, e rendas e bordados. Na avaliação do diretor, o país tem plenas condições de crescer muito no mercado externo.
“O Brasil é o quinto maior produtor do mundo, tem um potencial enorme para atender o mercado internacional, de 6 bilhões de pessoas”, destacou. Até o final do ano, o setor deve exportar US$ 1,5 bilhão. A meta é chegar a US$ 6 bilhões num prazo de seis a sete anos. “As empresas já estão fazendo a sua parte. Agora faltam as autoridades desenvolverem políticas macro que criem condições favoráveis ao setor e garantias de competitividade”, afirmou. “O Brasil tem condições de voar nesse mercado. Tem qualidade, tecnologia, design, estilo.”
Hoje os principais mercados de destino do setor são Argentina, Estados Unidos, México, Venezuela, Paraguai e países da União Européia. Os países árabes, localizados no Oriente Médio e Norte da África, respondem por 5% das exportações gerais do setor, mas há interesse do segmento em aumentar essa participação.
(Fonte: Brazil Modal, 1° de agosto de 2010)
O mercado de cosmético cresce cada vez mais
O Brasil, atualmente é o terceiro país que mais consome produtos cosméticos em todo o mundo e especialistas já apontam a acirrada disputa com o Japão em busca da segunda colocação.
As empresas injetam investimentos como nunca antes, tanto nos setores de pesquisa e produção quanto em estratégias de publicidade e internacionalização.
O desenvolvimento do mercado alavanca outros setores da economia brasileira gerando empregos e investimento em pesquisas, posicionamento de marcas nacionais com nível de qualidade internacional.
O setor é responsável pela geração de 3,6 milhões de empregos no p aís e lançou na economia brasileira, somente em 2009, uma receita de R$ 24,97 bi, com um crescimento recorde de 14,7%. No resto do mundo, o mercado cosmético teve um recesso e não atingiu o mesmo crescimento que o Brasil devido às crises.
Investidores de todo o mundo olham o Brasil como uma potência, mas quem está no mercado há algum tempo, principalmente no segmento de cosmético capilar, percebe as oportunidades de expansão e desenvolvimento de novas tecnologias para atender uma onda de consumidores mais críticos, responsáveis e com poder de decisão sobre marcas, produtos e procedência.
(Fonte: Novarejo, 20 de Agosto de 2010)
Vendas de eletroeletrônicos devem crescer 12% em 2010
O faturamento do setor poderá chegar a R$ 125,6 bilhões, ante os R$ 111,8 bilhões faturados em 2009. A previsão é do estudo “A Indústria Elétrica e Eletrônica em 2020 – Detalhamento e Atualização de Propostas”, divulgado em 5 de agosto pela ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
Informática, equipamentos industriais e utilidades domésticas foram as áreas que registraram maior crescimento, pois tiveram uma variação positiva de 15%. De acordo com a ABINEE, o faturamento da área de informática foi de R$ 35,27 bilhões em 2009 e deverá chegar a R$ 40,4 bilhões em 2010. Já os equipamentos industriais, que tiveram faturamento de R$ 15 bilhões no ano passado, devem ampliar esses valores para R$ 17,18 bilhões. E a de utilidades domésticas devem faturar R$ 15,38 bilhões em 2010, ante os R$ 13,42 registrados em 2009.
O estudo é resultado dos debates entre empresas associadas à ABINEE e autoridades governamentais. O documento apresenta reflexões sobre os desafios do setor para os próximos dez anos, bem como a formulação de propostas que possam promover o fortalecimento do setor elétrico e eletrônico do país.
(Fonte: Supermercado Moderno, 06 de agosto de 2010)
INTERNACIONAL
Us plastic container demand to approach 14 billion pounds of resin in 2014
US plastic container demand is projected to increase 4.3 percent annually to $30.4 billion in 2014, creating demand for 13.9 billion pounds of resin. Growth will be driven by performance advantages over alternative packaging media, which will stimulate ongoing opportunities in a broad range of applications. Additionally, consumer preferences for small, single-serving containers in food and beverage uses will support gains. However, value growth will decelerate from the 2004-2009 pace due to the maturity of several bottle markets and more moderate raw material price increases. Unit advances will outpace growth in the amount of resin consumed as a result of the preference for smaller, single-serving containers and the lightweighting of plastic bottles and other containers in order to lower material costs and achieve a reduced environmental footprint. PET and high density polyethylene (HDPE) are by far the leading plastic container resins, accounting for a combined 85 percent of demand in 2009. These and other trends are presented in Plastic Containers, a new study from The Freedonia Group, Inc., a Cleveland-based industry market research firm.
Plastic bottles and jars, which represented 78 percent of plastic container poundage in 2009, are by far the leading plastic container type. Through 2014, plastic bottle and jar demand is expected to increase 3.1 percent annually to 157 billion units, a marked deceleration from the pace of the 2004-2009 period due to the maturing of several large beverage applications and a significantly slower outlook for bottled water based on heightened environmental concerns. The food and pharmaceutical markets will experience faster unit growth. Among plastic containers other than bottles and jars, demand in some segments will be helped by an upswing in construction activity as the US economy recovers from the recession that began in December 2007. This will result in heightened requirements for items packaged in plastic pails, such as paints, adhesives and driveway sealers, as well as boosting demand for plastic paint cans. Tub, cup and bowl demand will be supported by the convenience, portability and portion control benefits of single-serving cup packaging as well as the popularity of various foods packaged in tubs and cups. However, volume expansion will be moderated by thinwalling of resins in order to reduce the amount of resin consumed per container.
US PLASTIC CONTAINER DEMAND
(million pounds) |
% Annual Growth |
Item |
2004 |
2009 |
2014 |
2004–2009 |
2009–2014 |
Plastic Container Demand |
11704 |
12540 |
13910 |
1.4 |
2.1 |
Bottles & Jars
|
8831 |
9785 |
10660 |
2.1 |
1.7 |
Tubs, Cups & Bowls
|
870 |
965 |
1095 |
2.1 |
2.6 |
Pails
|
1158 |
765 |
920 |
-8.0 |
3.8 |
Other
|
845 |
1025 |
1235 |
3.9 |
3.8 |
| © 2010 by The Freedonia Group, Inc. |
(Fonte: The Freedonia Group, Inc., agosto de 2010)
Flash News
Kraft recebe selo de diversidade
Iniciativa reconhece empresas que valorizam o tema no seu dia-a-dia
 A recebeu o “Selo Paulista da Diversidade”. A iniciativa destaca 10 empresas, entre organizações públicas, privadas e da sociedade civil, que desenvolvam programas, projetos e ações de promoção e valorização da diversidade em ambientes de trabalho e áreas de atuação.
A premiação reconheceu o programa “Diversidade & Inclusão” da Kraft, criado há 10 anos para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores e incorporar em suas políticas questões étnico-racial, de gênero, idade, deficiência e orientação sexual. Para conquistar o selo, a unidade de Piracicaba foi visitada pela equipe de auditoria, que conversou com funcionários, empregados da área de vendas e com o grupo de RH responsável pelo projeto.
 (Fonte: Mundo do Marketing, 27 de agosto de 2010)
Bebidas lácteas da Tirol ganham marca e novas embalagens, desenvolvidas pela Design Inverso
 A Tirol, umas das mais tradicionais empresas de laticínios do Sul do Brasil, renovou as embalagens da sua linha de bebidas lácteas. O escritório catarinense , que já havia recriado a marca da companhia, foi o responsável pela mudança. Os produtos, que antes levavam apenas a marca da Tirol, contam agora com sua própria identidade: Frutirol. A marca, com predominância de tons de azul, agrega valor ao produto, ideal para sobremesas e lanches.
A gama de opções de consumo da bebida é grande: pacote de 180g (morango e coco), bandeja de 540g (morango, pêssego e maracujá) e pacote de 900g (os mesmos sabores, mais coco).
 (Fonte: Acontecendoaqui, 05 de agosto de 2010)
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