Venda direta fatura R$ 50 bilhões no Brasil

Venda direta fatura R$ 50 bilhões no BrasilEstudo inédito encomendado pela Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (ABEVD) à Fundação Getúlio Vargas (FGV) apurou que o mercado de venda direta no Brasil liderado pela Natura e Avon, movimentou R$ 50 bilhões no Brasil em 2011, quase o dobro do faturamento de R$ 27,2 bilhões divulgado pela entidade em abril.  “O mercado era muito maior do que estimávamos”, diz Rodolfo Guttilla, presidente da ABEVD.

Com esse valor, o Brasil deve subir no ranking dos maiores mercados do mundo, em que ocupa hoje a quinta colocação, atrás de Estados Unidos, Japão, China e Coréia.

O levantamento, que entrevistou por telefone 2.350 pessoas em 11 Estados de todas as regiões do país, apontou a existência de mais de cem empresas de venda direta e quase 4,2 milhões de revendedores no Brasil. São 1,3 milhões de pessoas a mais do que a associação conhecia.  Na verdade esse estudo envolveu uma pesquisa de campo para contabilizar também as empresas do setor que não estão credenciadas na associação. Guttilla estima que 90% do setor no Brasil atuem no segmento de cosméticos.

O lucro médio mensal por revendedor era de R$ 303,43 em 2010 e aumentou para R$ 323,15 no ano passado. Os dados regionais disponíveis, referentes a 2010, mostram que a maior média é verificada na região Norte.

Segundo Fernando Blumenschein, coordenador de projetos da FGV, responsável pela pesquisa, essa realidade é explicada pela menor competição, tanto no modelo de venda direta como de outras formas de varejo, e pela menor quantidade de alternativas de trabalho nessa região.

A renda dos revendedores com a atividade (geralmente uma comissão de 30% sobre o valor do produto ao consumidor) totalizou R$ 10,6 bilhões no ano passado. De acordo com o estudo, 43% têm na venda direta sua única fonte de remuneração e 52% trabalham somente com uma empresa do setor.

(Fonte: Cosméticos BR, 20 de setembro de 2012)