Sistema brasileiro de reciclagem de embalagens de agrotóxicos é exemplo para Moçambique

Sistema brasileiro de reciclagem de embalagens de agrotóxicos é exemplo para MoçambiqueAutoridades de Moçambique, na África, ligadas às áreas de defensivos agrícolas, meio ambiente, agricultura e alimentação, chegaram no dia três de março ao Brasil para conhecer o sistema de logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos utilizados no campo. Os africanos querem entender como funciona a cadeia de gestão pós-consumo, desde a entrada das embalagens vazias nas unidades de recebimento até a destinação final, que prevê reciclagem ou incineração do material.

Em 2012, foram recolhidas mais de 37 mil toneladas de embalagens e a expectativa é que, este ano, o sistema recolha 40 mil toneladas. A cadeia tornou-se obrigatória há dez anos, envolvendo a responsabilidade de todos os agentes, desde os fabricantes das embalagens, responsáveis pela reciclagem ou destruição da embalagem, até os comerciantes que têm de estocar o produto para o recolhimento e o agricultor que tem a obrigação de devolver a embalagem nos postos de venda do produto.

A agenda da delegação de Moçambique começou no Paraná, onde os africanos visitaram a central de recebimento de embalagens vazias de Francisco Beltrão. No local, ocorre a devolução e o recebimento de embalagens lavadas e não lavadas, a inspeção, a classificação do material, a emissão de comprovante de devolução, a separação das embalagens por tipo, a compactação e a emissão de ordem de coleta.

Ao longo da semana, as autoridades moçambicanas também  foram acompanhar o trabalho de outra central em Rondonópolis, Mato Grosso, e a fábrica de transformação de plástico em Taubaté, São Paulo, onde é encerrado o ciclo de vida das embalagens de defensivos agrícolas pós-consumo.

(Fonte: CicloVivo, 04 de março de 2013)