Setor de latas de alumínio para bebidas cresce 9,3% com oferta de novos formatos e expansão no mercado de cerveja

Setor de latas de alumínio para bebidas cresce 9,3% com oferta de novos formatos e expansão no mercado de cervejaOs números de 2012 não poderiam ter sido melhores e mais significativos no setor de latas de alumínio para bebidas. As vendas da embalagem cresceram 9,3% em relação a 2011, índice novamente superior ao desempenho da economia do país e do próprio segmento de bebidas. Foram comercializadas mais de 20 bilhões de latas de tamanhos diversos, o que significa que, em média, cada brasileiro consumiu cerca de 103 latinhas em 2012.

“A lata caiu no gosto do brasileiro, que, com o aumento de renda, passou a buscar produtos mais sofisticados e práticos. O perfil do consumidor mudou nos últimos anos, o Brasil mudou”, avalia Renault Castro, diretor executivo da ABRALATAS – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade. “Hoje temos uma das maiores marcas de consumo per capita do mundo”.

Para o presidente da ABRALATAS, Rinaldo Lopes, o segredo dos fabricantes tem sido saber captar a tempo as necessidades do mercado. “Nos preparamos para atender a demanda crescente em todo o país, descentralizamos a produção de latas, ficando mais próximos dos nossos clientes. Com isso estamos mais competitivos. As vendas praticamente dobraram em seis anos”.

Outros fatores ajudam a entender o aumento do consumo da embalagem, além do aumento da renda do brasileiro. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o ano de 2012 foi um dos mais quentes desde que os cientistas começaram a registrar a temperatura da Terra, em 1850. Uma das regiões mais castigadas pelo calor, diz a entidade, foi o Nordeste brasileiro. No Rio de Janeiro foi registrada a temperatura mais alta desde 1915, com sensação térmica chegando aos 47 graus centígrados.

Além do calor, o índice pluviométrico registrado no país ficou abaixo da média. Também tivemos muitos feriados prolongados durante o ano. “São fatores que contribuem para aumentar a ingestão de bebidas, mas o que percebemos é que o crescimento da demanda por latas tem sido constante, ano a ano, o que confirma uma tendência”, reforça Renault Castro.

(Fonte: Notícias da Lata, n.40, 14 de fevereiro de 2013)