Segurança alimentar na indústria de embalagens

Segurança alimentar na indústria de embalagensQuando o assunto é segurança alimentar, a indústria de embalagens deve estar sempre atenta a adequações e às regulamentações vigentes e, portanto, estar preparada para lançar inovações tecnológicas sempre que necessário no caso de novas resoluções.

A embalagem que protege o alimento deve estar de acordo com as regulamentações da ANVISA, que tem a competência de regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, dentre eles embalagens para alimentos, e ainda as instalações físicas e tecnologias envolvidas no processo de produção.

Recentemente, a nova resolução RDC 56/2012 apresenta nova lista positiva de monômeros, outras substâncias iniciadoras e os polímeros permitidos para a fabricação de embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos, com as restrições de uso, os limites de composição e de migração específica, assim como os produtos obtidos por meio de fermentação bacteriana. A regulamentação técnica também se aplica aos revestimentos poliméricos em contato direto com alimentos, aplicados sobre suportes de outro material.

A nova lista compreende as substâncias destinadas a serem submetidas a reações de polimerização, como policondensação, poliadição ou qualquer outro processo similar, para a produção de macromoléculas de materiais plásticos. Além disso, compreende os polímeros naturais ou sintéticos utilizados na fabricação de macromoléculas modificadas, sempre que os monômeros e as outras substâncias iniciadoras necessárias para a síntese daquelas não estejam incluídos na lista. Por fim, conta com a relação de substâncias utilizadas para modificar os compostos macromoleculares naturais ou sintéticos já existentes.

Em virtude da nova resolução da ANVISA, os fabricantes de adesivos desempenham um importante papel na garantia de conformidade das embalagens, em especial as flexíveis. “Um dos benefícios desta nova resolução é a organização dos compostos em forma de tabela, identificados pelo CAS number, o que torna a busca mais fácil. Ao permitir o acesso a mais substâncias, os fabricantes de embalagens plásticas podem agregar novas tecnologias aos produtos, sem abrir mão da segurança”, explica Carlos Motta, Gerente de desenvolvimento e aplicação de adesivos Industriais da Henkel.

No que diz respeito aos adesivos utilizados em embalagens que terão contato com alimento, a RDC 91/2001 define que se devem seguir as demais listas positivas publicadas pela ANVISA, como, por exemplo, a nova RDC 56/2012, a RDC 17/08 (Listas Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos) e outras.

Para atender integralmente a RDC 56/2012, a Henkel revisou todas as formulações de adesivos destinados à fabricação de embalagens, bem como todas as matérias-primas envolvidas nestes produtos. “Algumas matérias-primas tiveram o uso restrito, pois eram baseadas na legislação americana, a FDA”, acrescenta Motta.

Os adesivos não tiveram nenhuma alteração quanto a sua performance ou propriedades físicas como viscosidade ou teor de sólidos, facilitando ao convertedor a substituição do sistema anterior pelo novo. As demais tecnologias de adesivos como hotmelt e à base de água também contêm produtos que cumprem com as legislações para embalagens alimentícias.

(Fonte: Press à Porter Gestão de Imagem, 17 de dezembro de 2013)