Reciclagem de embalagens de PET cresce 12,6% em um ano

Reciclagem de embalagens de PET cresce 12,6% em um ano

A reciclagem de embalagens de PET no Brasil passou de 294 mil toneladas, em 2011, para 331 mil toneladas, em 2012, o que representa um aumento de 12,6% em volume. O país atingiu, assim, um índice de reaproveitamento de 58,9% e manteve seu posicionamento como um dos maiores recicladores de PET do mundo, segundo os dados do “9º Censo da Reciclagem do PET no Brasil”, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET) na última semana de junho.

“Os números demonstram que existe uma grande demanda pelo PET reciclado, criada por um trabalho do próprio setor que investe continuamente em inovação e novas aplicações para o material reciclado. Esse trabalho gerou um ciclo virtuoso. Todo PET coletado tem destinação adequada garantida por uma indústria forte, diversificada e ávida por essa matéria-prima”, afirmou Auri Marçon, presidente da ABIPET, durante a divulgação do estudo.

O setor têxtil continua sendo o principal consumidor do PET reciclado, com 38,2% de participação, seguido pelas resinas insaturadas e alquídicas, com 23,9%. Embalagens de alimentos e não-alimentos consomem 18,3% do volume reciclado. Laminados e chapas (6,4%), fitas de arquear (5,5%) e tubos (1,5%) são os outros principais mercados, enquanto o percentual restante abastece uma ampla lista de pequenas aplicações.

Na avaliação da ABIPET é preciso suprir a demanda aquecida para que não haja impacto sobre o preço do produto coletado e o consequente comprometimento da sustentabilidade do negócio. “O Brasil precisa investir em coleta seletiva para que a indústria não seja prejudicada. Em muitos períodos do ano, as empresas recicladoras continuam com ociosidade, que chega a 30% de sua produção, porque não encontram embalagem pós-consumo para reciclar”, alertou Marçon.

A solução, para o presidente da ABIPET, é estimular as prefeituras a promover, o mais depressa possível, a coleta seletiva e a separação das embalagens recicláveis, de forma a aumentar a recuperação do material descartado. “Isso, na verdade, é o que prega a Política Nacional de Resíduos Sólidos que exige responsabilidade compartilhada entre a sociedade civil, o setor privado e também o poder público. A indústria do PET investiu fortemente em reciclagem e hoje esses recicladores passam por um momento difícil, por não terem coleta suficiente para abastecer suas fábricas”. Com o objetivo de contribuir para a educação ambiental dos cidadãos e a ampliação da coleta das embalagens pós-consumo, a ABIPET oferece um serviço pela internet, o LevPET (www.levpet.org.br), que permite encontrar o local mais próximo para entrega do material.

Reciclagem de embalagens de PET cresce 12,6% em um ano

(Fonte: CEMPRE, 27 de julho de 2013)