Protetores solares têm novas regras para maior proteção da pele e para rotulagem

Protetores solares têm novas regras para maior proteção da pele e para rotulagemA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio da Resolução RDC 30/12 publicada em 04 de junho de 2012, estipulou que o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS) passará para 6 – até agora, os protetores solares podiam ter um fator 2.

O Fator de Proteção Solar mede a proteção que produto oferece contra os raios ultravioleta B (UVB) do Sol.

A proteção contra os raios ultravioleta A (UVA) terá que ser, no mínimo, um terço do valor do FPS declarado no produto – ou seja, seu valor mínimo agora será 2.

Até hoje não havia regras para a comprovação da proteção contra raios UVA.

As novas regras aumentam também os níveis de testes exigidos para comprovar a eficácia dos protetores solares. Alegações como resistência à água terão que ser comprovadas por metodologias específicas definidas.

Os fabricantes poderão indicar em seus rótulos as expressões “Resistente à água”, “Muito Resistente à água”, “Resistente à Água/suor” ou “Resistente à Água/transpiração”, desde que comprovem essa característica em testes de laboratório.

O rótulo dos protetores solares terá mudança ainda em suas informações obrigatórias. A orientação sobre a necessidade de reaplicação será obrigatória para todos os produtos, mesmo aqueles mais resistentes à água. Além disso, fica vedada qualquer alegação de 100% de proteção contra as radiações solares ou a indicação de que o produto não precisa ser reaplicado.

O prazo para a adequação dos fabricantes à norma é dois anos.

(Fonte: Diário da Saúde, 10 de junho de 2012)