Produção e vendas da indústria química mantêm queda em maio, mas resultados do acumulado do ano são positivos

Produção e vendas da indústria química mantêm queda em maio, mas resultados do acumulado do ano são positivosOs volumes de produção e vendas internas da indústria química mantiveram um ritmo de queda no mês de maio, porém os dados dos cinco primeiros meses do ano são positivos, de acordo com o RAC (Relatório de Acompanhamento Conjuntural) da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química.

Na comparação mensal, a produção caiu 1,24% e as vendas internas apresentaram um recuo de 0,14%, em relação ao mês de abril. No acumulado do ano, o índice de produção cresceu 5,85% e o de vendas internas aumentou 9,65%, sendo o melhor resultado da série histórica.

Na avaliação da ABIQUIM, o impacto no resultado dos índices de produção e vendas do bimestre abril e maio foi motivado pela diminuição da demanda de importantes segmentos consumidores de produtos químicos, como o automobilístico e a construção civil. Em razão da menor procura, algumas empresas aproveitaram para realizar paradas programadas para manutenção.

No mês de maio, o índice de preços subiu 4,93%, acompanhando as oscilações do mercado internacional, especialmente dos produtos derivados do petróleo e da nafta petroquímica. De janeiro a maio, o índice de preços registrou um crescimento de 6,06%, em comparação a igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional teve um ligeiro aumento de 0,54% nos cinco primeiros meses do ano, em igual período de 2011. Nos últimos 12 meses, sobre os 12 meses anteriores o consumo aparente cresceu 5,42%.

De acordo com a Diretora Técnica de Economia e Estatística da ABIQUIM, Fátima Giovanna, “o Governo tem tomado importantes medidas com o objetivo de estimular o consumo na ponta em diversas cadeias industriais, a fim de melhorar o desempenho da economia como um todo. Todavia, tais ações isoladas não têm surtido o efeito esperado, até porque, o país carece, urgentemente, da solução de questões mais de caráter estrutural, que estimulem a indústria brasileira a retomar capacidade ociosa e a investir em aumento de capacidade produtiva a fim de responder às elevações de consumo”.

A economista acredita que essas medidas precisam caminhar na direção da diminuição dos custos de produção e dos encargos trazendo efetivamente ganhos de competitividade, em relação aos concorrentes no mercado internacional. Entretanto, a facilidade de entrada de produtos no mercado brasileiro dificulta, no caso da indústria química, a competição com países que detêm vantagens comparativas, por exemplo, em termos de tarifas de energia elétrica e matérias-primas básicas, como é o caso do gás natural.

(Fonte: Infotintas, 18 de julho de 2012)