Produção da indústria gráfica nacional cai 0,6% no primeiro semestre de 2012, mas embalagens impressas de papel registram expansão de 3,2%

Produção da indústria gráfica nacional cai 0,6% no primeiro semestre de 2012, mas embalagens impressas de papel registram expansão de 3,2%O desempenho da Indústria Gráfica nacional no primeiro semestre de 2012 sofreu decréscimo de 0,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme revela balanço elaborado pela consultoria econômica Websetorial para a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF Nacional).

A comparação entre os primeiros semestres de 2012 e 2011, por segmentos gráficos, mostra resultados positivos para alguns tipos de produtos impressos, como o de embalagens, que registrou expansão de 2,3%; e o de embalagens impressas de papel ou papelão de uso geral, com crescimento de 3,2%.

No mesmo período, a retração foi percebida nos segmentos de impressos comerciais, com decréscimo de 10%; de jornais (2,6%); de embalagens impressas de plástico (2,3%); e produtos gráficos editoriais (0,4%), em especial os livros.

“Por outro lado, no acumulado dos últimos 12 meses, julho/2011 a junho 2012, o resultado foi positivo, com crescimento de 0,78%”, informa Fabio Arruda Mortara, presidente da ABIGRAF Nacional, sobre o estudo, que baseia seus índices nos dados do IBGE.

O dirigente salienta que a maior preocupação comercial do setor atualmente é a crescente contratação no exterior da impressão de livros brasileiros, inclusive os didáticos, muito dos quais incluídos nos programas de compras governamentais.

“As gráficas brasileiras, em termos de tecnologia, capacidade de atendimento à demanda e know how, são tão capacitadas quanto as melhores do mundo. No entanto, arcam com custos que as concorrentes internacionais não têm, como PIS/Cofins, encargos sociais elevadíssimos sobre a folha de pagamentos e tributos sobre insumos, como a tinta e outros substratos. Por isso, seria urgente uma desoneração da atividade, como já ocorreu com outros ramos da indústria, para resgatar sua competitividade”, salienta Fabio Mortara.

No primeiro quadrimestre de 2011, US$ 41,6 milhões em livros foram importados. No mesmo período deste ano, foram US$ 47,6 milhões. Entre junho de 2011 e junho de 2012, 1.287 vagas foram fechadas (1,2% do total).

(Fonte: Revista Graphprint / ABIGRAF 16 de agosto de 2012)