O cenário macroeconômico para 2013

O cenário macroeconômico para 2013O tradicional almoço de final de ano da ABRE – Associação Brasileira de Embalagem contou com a presença de Carlos Kawall Leal Ferreira, Economista-chefe do Banco J. Safra, que apresentou a palestra “O cenário macroeconômico para 2013″.

Kawall começou sua palestra norteando os executivos do setor de embalagem presentes ao evento sobre o cenário da economia mundial na atualidade.

Com relação ao cenário externo, explicou que o crescimento industrial global deve começar 2013 com índices menores do que em 2012, principalmente por conta da situação econômica atual dos países desenvolvidos.

O ritmo da economia americana ainda não está definido devido ao impasse fiscal pelo qual deve passar o governo Obama nos próximos meses, já que até o final deste mês expiram vários estímulos fiscais que devem tirar do mercado americano cerca de US$ 600 bilhões, o equivalente a 4% do PIB, o que significaria uma nova recessão econômica.

A situação Europeia ainda é o grande problema da economia mundial, destacando a situação muito ruim de Portugal, Espanha e Itália.

Já a China está migrando de um PIB de dois dígitos para um PIB de 7,5%, o que deixa clara a desaceleração da economia. Apesar dessa desaceleração o país deve manter, segundo o economista, um crescimento acima da média com o governo estimulando o consumo doméstico.

Para o Brasil as perspectivas de Kawall são de melhora do ritmo da economia brasileira com estimativa para um Produto Interno Bruto (PIB) de 3,0% no próximo ano.

O consumo deve continuar sendo a grande sustentação da economia. No geral as vendas no varejo não devem ser afetadas em 2013, pois se a renda se mantiver no mesmo patamar de 2012, não há risco do aumento da inadimplência no varejo, pois a conjuntura econômica atual do país não aponta um descontrole maior no nível de endividamento das famílias e assim sendo da inadimplência.

Para 2013, o reajuste do salário mínimo deve ficar em torno de 2,7%, disponibilizando a partir de fevereiro R$ 7 bilhões a mais para consumo.

Kawall explicou também que a taxa de desemprego deve ficar fixa em 5,5%, a inflação deve ficar em torno de 5,1%, a taxa básica de juros (Selic) em 7,25% e o câmbio deve manter o dólar elevado, valendo R$ 2,12.

(Fonte: DCC Comunicação, 07 de dezembro de 2012)