Novidades em embalagens refletem mercado crescente no Brasil e surpreendem com inovação e sustentabilidade

Novidades em embalagens refletem mercado crescente no Brasil e surpreendem com inovação e sustentabilidadeO potencial do mercado de embalagens pode ser mensurado pelo aumento da produção e do consumo, além de investimentos em soluções que ofereçam segurança alimentar e menor impacto ambiental. Afinal de contas, estas são preocupações do consumidor do século XXI.

O Estudo Brasil Pack Trends 2020 do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Centro de Tecnologia de Embalagem (CETEA) revelam que o setor de embalagens emprega mais de 220 mil pessoas no Brasil, com a maior parcela ocupada nos segmentos de plástico, papel e papelão. Outros materiais também têm números líderes para o setor. O Brasil destaca-se na reciclagem de embalagens de alumínio, com índice acima de 97%, em comparação com Japão, EUA, Europa e Argentina. Em relação à reciclagem de PET, fica abaixo somente do Japão. E na reciclagem de papelão, o Brasil está acima de Europa e Argentina.

Os números positivos são acompanhados por novas tecnologias da indústria de embalagem nacional, que estimulam maneiras de consumir mais sustentáveis e práticas. Um dos exemplos é o papel para embalagem de bombons com 52% de fontes renováveis que reduz em cerca de 60% as emissões de gases de efeito estufa, comparada a outros materiais plásticos. Outra novidade que deve ocupar cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados é a tampa de alumínio para garrafas de vinho, que já é 95% do mercado neozelandês. O alumínio previne o bouchonné, processo de perecimento da bebida causado por um fungo que pode estar abrigado nas rolhas de cortiça.

Inevitavelmente, o surgimento de novos produtos e maneiras de consumi-los estão atrelados ao poder aquisitivo dos consumidores. De acordo com a Nielsen, o crescimento do poder aquisitivo do consumidor brasileiro propiciou um aumento nos gastos de 44% com alimentação fora do lar entre os anos de 2009 e 2012. Ainda de acordo com a consultoria, entre 2002 e 2012, houve um aumento de quase 30% nas vendas de bens de consumo, com destaque para perecíveis, bebidas não alcoólicas e higiene e beleza.

(Fonte: Guia da Embalagem, 24 de abril de 2013)