Mercado de balas e chicletes no Brasil faturou mais de R$ 10 bilhões

Mercado de balas e chicletes no Brasil faturou mais de R$ 10 bilhõesA última pesquisa da Mintel, do setor de balas e chicletes, mostra que o mercado local registrou um faturamento de R$ 10,2 bilhões em 2011, contra um pouco mais de R$ 8 bilhões em 2007 e estima-se que tenha crescido ainda mais em 2012, atingindo R$ 10,8 bilhões.

Já para o futuro, a previsão também é positiva: a Mintel espera que a receita do mercado apresente um crescimento médio de 5% ao ano, alcançando picos de 6% em 2014 e 2016, quando ocorrerão, respectivamente, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Em 2017, prevê-se que o mercado valha mais de R$ 14 bilhões.

“O mercado apresentou rápido desenvolvimento no faturamento de 2007 a 2012, contra um crescimento estável no volume de vendas. Além da elevação dos preços dos insumos da categoria, principalmente açúcar, essa valorização também foi apoiada pelo aumento da renda média da população e pela crescente oferta de produtos mais caros e de melhor qualidade”, afirma Jean Manuel Gonçalves da Silva, analista de Alimentos Sênior da Mintel.

A demanda por produtos mais sofisticados tem sido abastecida por itens brasileiros e importados. Por sinal, as importações em volume cresceram 40% entre 2007 e 2011. Ao mesmo tempo, a importação em valor triplicou no mesmo período de tempo, destacando uma mudança no comportamento do consumidor, que está comprando produtos mais caros. Cerca de R$ 10 milhões em balas e chicletes chegaram ao Brasil em 2007 e em 2011 este número saltou para R$ 30 milhões.

O preço médio da categoria também cresceu 23% entre 2007 e 2011, de R$ 33,00 o quilo, para R$ 44,00. Para comparação, dados da Mintel revelam que os chocolates seguiram essa tendência com 20% de valorização no mesmo período (de R$ 22,00 para R$ 26,00 o quilo),contra mais de 28% de aumento de preço do quilo da categoria de biscoitos, que passou de R$ 7,00 em 2007, para R$ 9,00 em 2011.

O relatório também revela que os brasileiros são abertos a novos sabores e produtos, especialmente os consumidores de 16 e 24 anos. De fato, 76% dos brasileiros desse grupo etário afirmam que gostam de provar novos tipos de chicletes e balas.

“A elevação dos preços dos insumos abre margem para inovações na reformulação de produtos, envolvendo o desenvolvimento de itens com mais apelo ao sabor. E há uma grande demanda entre os consumidores brasileiros para adquirir essas novidades”, explica Gonçalves.

A pesquisa também destaca que balas são mais consumidas que chicletes. Aliás, 40% dos brasileiros tendem a consumir uma bala por semana, enquanto que 30% mascam chiclete na mesma frequência. Os dois segmentos são mais consumidos pelos jovens, mas essa diferença é mais marcante no quesito chicletes, no qual 55% daqueles entre 16 e 24 anos o consomem pelo menos uma vez por semana, contra 9% no grupo acima de 55 anos. De fato, gomas de mascar, em particular, sofrem resistência entre os consumidores de mais idade.

Mas não são somente os jovens gostam de chiclete. As pessoas de maior poder aquisitivo também tendem a consumi-lo mais frequentemente. Atualmente, 43% dos membros das classes ABC1 dizem que consomem chiclete uma vez por semana, comparados a 36% daqueles das classes C2DE.

De acordo com o GNPD (Global New Product Database) lançamentos em balas e chicletes cresceram 40% entre 2007 e 2011 no Brasil, enquanto que nos Estados Unidos caíram 50%.

“A alta popularidade de lançamentos de balas e gomas de mascar mostra que o mercado brasileiro é ideal para o desenvolvimento de novos produtos. Há um movimento constante em relação à inovação no Brasil. Isso indica que o sucesso está relacionado à constante inovação sempre com foco em qualidade e atenção às preferências do consumidor, principalmente aos atributos já bem aceitos, como por exemplo, uma interessante demanda por sabores de frutas tropicais”, completa Gonçalves.

Especificamente, na categoria de gomas de mascar, o relatório também indica que boa parte dos consumidores está inclinada a comprar produtos sem açúcar, os quais representaram cerca de 44% dos volumes de venda em 2011. O comportamento do consumidor confirma essa tendência e mais da metade deles (52%) dizem que comprariam mais chicletes se eles fossem sem açúcar. A maioria da demanda desse tipo de produto vem do grupo de 35 a 44 anos, no qual 46% das pessoas afirmam que comprou chicletes sem açúcar nos últimos 12 meses, indicando oportunidades de venda para essa faixa etária.

Saúde e bem-estar também são aspectos importantes para o consumidor brasileiro. O relatório da Mintel indica que 64% deles preferem balas e chicletes feitos com suco natural, destacando outra área madura para mais inovações. Entretanto, os produtos saudáveis representam uma fatia pequena dos lançamentos, também demonstrando que há área para mais desenvolvimento já que somente 2% dos lançamentos de 2011 diziam-se como “produto natural”.

(Fonte: Empresas & Negócios/ Pensando Grande, 13 de fevereiro de 2013)