Lata de alumínio: embalagem conquista espaço em diversos segmentos

Lata de alumínio: embalagem conquista espaço em diversos segmentosA produção de latas de alumínio em 2011 foi 13% maior do que a de 2010, chegando a 18,4 bilhões de unidades vendidas. Neste ano, muito provavelmente, o Brasil chegará a produzir mais de 20 bilhões de latas de alumínio, e, graças aos investimentos realizados pelos fabricantes, a capacidade de produção brasileira atingirá cerca de 25 bilhões de unidades até o final de 2012.

Com crescimento consistente no mercado de cerveja, especialmente com o aumento da renda média do brasileiro, a lata de alumínio começa a conquistar espaço em relação a outros produtos. Em algumas regiões do país, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), o volume de refrigerante envasado em lata representa mais de 10% do total. Um percentual baixo em relação à participação da embalagem em países da Europa e nos Estados Unidos, mas que começa a subir no mercado brasileiro.

O aumento mais expressivo da participação da lata ocorreu entre as cervejas fabricadas no país. Em menos de dez anos, a latinha passou de 28% para 38% do total de embalagens consumidas. O principal motivo para esse crescimento foi o aumento real da renda do brasileiro. Com salários melhores, as pessoas passaram a optar por sofisticação e comodidade, ampliando o consumo domiciliar da bebida. Em 2011, a venda de cerveja cresceu 1% em relação ao ano anterior, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV).

Essa percepção também começa a ser sentida nas prateleiras dos supermercados em relação a outros produtos. No caso do refrigerante, a lata já representa 9,85% do volume total consumido no país. Números fornecidos pela ABIR mostram que esse percentual é ainda maior nas regiões Nordeste (11,4%) e Sudeste (10,7%). As vendas de refrigerantes em lata cresceram 11,8% no Nordeste e 6,2% no Centro-Oeste em 2011.

Segundo a ABIR, o setor cresceu 5,1% em 2011. O segmento que teve maior desempenho foi o dos energéticos, com acréscimo de 24,6% em relação ao ano anterior. Chá gelado (10,6%) e isotônicos (10%) também apresentaram crescimento acima da média. Contudo, a maior produção do setor continua sendo a de refrigerantes. Em 2011 foram produzidos 17 bilhões de litros da bebida, registrando um crescimento de 5,2% sobre 2010.

Um levantamento da entidade estima que em 2012 haverá um crescimento na venda de bebidas não alcoólicas da ordem de 3%. A maior aposta está no crescimento do consumo de energéticos que poderá subir cerca de 15% ao ano até 2014. Uma notícia que agrada os fabricantes de latas de alumínio fornecedoras da quase totalidade das embalagens do produto.

Das latas fabricadas no Brasil, aliás, as que estão conquistando maior participação no mercado de bebidas, são as que têm formato especial: Sleek (310 ml, 269 ml e agora, também, em 350 ml), Slim (250ml) e Latão (473ml e 500ml). A produção já representa 20% do total de latas fabricadas e a quantidade tem crescido cerca de um bilhão de unidades, ao ano, nos últimos três anos. A expectativa para 2012 também é elevada e o volume pode chegar a 5 bilhões de unidades.

“O consumidor quer produtos sofisticados e adequados para cada momento do consumo. E a indústria de bebidas sabe disso. Por isso, a lata tem conseguido oferecer tamanhos e formatos variados, atendendo a essa necessidade do consumidor”, analisa Renault Castro, diretor executivo da ABRALATAS – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade.

(Fonte: Revista da Lata, edição 2012)