Lata de alumínio comemora crescimento nas vendas e expansão dos novos formatos aliado a cenário positivo para 2013

Lata de alumínio comemora crescimento nas vendas e expansão dos novos formatos aliado a cenário positivo para 2013Uma das vantagens competitivas da lata – a possibilidade de apresentar-se em formatos adequados a cada momento de consumo – vem ganhando espaço nas decisões estratégicas dos fabricantes de bebidas e foi um aspecto fundamental no crescimento da embalagem no mercado nacional. Em 2012, uma em cada quatro latas de alumínio vendidas no Brasil apresentava formato diferente do modelo tradicional, a conhecida latinha de 350 ml. Em 2005, representavam apenas 0,5% das latas comercializadas. “Isso significa que o consumidor exigiu modelos diferentes para cada momento de consumo e foi atendido”, avalia Renault Castro, diretor executivo da ABRALATAS.

Tendo os novos formatos como uma das causas de crescimento, o ano de 2012 foi de celebração para o setor de latas para bebidas. As vendas cresceram 6,2% em relação a 2011, superando o desempenho da economia e do próprio segmento de bebidas. Pela primeira vez, a produção nacional ultrapassou a marca de 20 bilhões de latas, nível só superado por outros três países: Estados Unidos, China e Japão. O resultado é que o consumo per capita da embalagem chegou a 103 latinhas por ano, uma das maiores médias do mundo.

As vendas das latas em formatos diferentes do padrão cresceram mais de 30%. A expansão dos novos formatos colocou definitivamente a lata nas mãos dos brasileiros. As fábricas apresentaram ao mercado embalagens maiores, para consumo compartilhado; embalagens mais “esbeltas”, para momentos sofisticados; e embalagens menores, para adequar à dosagem de certas bebidas.

As unidades acima de 350 ml, conhecidas como latão, são muito utilizadas para cerveja e energéticos (710, 550, 475 e 425 ml). Já as latas de menor diâmetro, chamadas de sleek, atraem pela delicadeza e sofisticação, ideal para ocasiões mais refinadas (com capacidade para 269 e 310 ml). E as menores (slim e squat), de 250 ml, são muito usadas para sucos e até mesmo para refrigerantes.

Para o presidente da ABRALATAS, Carlos Medeiros, o segredo dos fabricantes tem sido saber captar a tempo as necessidades do mercado. “Preparamo-nos para atender à demanda crescente em todo o país, descentralizamos a produção de latas, ficando mais próximos dos nossos clientes. Com isso, estamos mais competitivos. As vendas praticamente dobraram em seis anos”.

Outros fatores ajudam a entender o crescimento do consumo da embalagem. Além do aumento da renda do brasileiro, os fatores climáticos contribuíram. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o ano de 2012 foi um dos mais quentes desde quando os cientistas começaram a registrar a temperatura da Terra, em 1850. Uma das regiões mais castigadas pelo calor, diz a entidade, foi o Nordeste brasileiro. No Rio de Janeiro, a situação não foi diferente, os termômetros registraram a temperatura mais alta desde 1915, com sensação térmica chegando aos 47 graus.

Além da renda, do calor e dos vários feriados prolongados ao longo do ano, o índice pluviométrico registrado no país ficou abaixo da média. “São fatores que contribuem para aumentar a ingestão de bebidas. O que percebemos é que o crescimento da demanda por latas tem sido constante, ano a ano, o que confirma tendência de opção do consumidor pela embalagem”, reforça Renault Castro.

Com o aumento da demanda por latas de alumínio, aliado aos investimentos e inovações dos fabricantes, a previsão da indústria é de que haja um crescimento aproximado entre 7% e 8% nas vendas em 2013. Dois grandes eventos esportivos, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014, vão mexer com a emoção do brasileiro e impactar positivamente a economia nacional. Entre as atividades econômicas que serão estimuladas, o setor de bebidas é um que está se preparando para o aumento do consumo neste período. Para atender à demanda, os três fabricantes de latas de alumínio para bebidas no Brasil (Rexam, Crown Embalagens e Latapack–Ball) estão apostando em inovação para alcançar resultados ainda melhores em 2013.

(Fonte: Revista da Lata, edição 2013)