Embalagens evitam desperdícios e agregam valor a hortifrutículas

Embalagens evitam desperdícios e agregam valor a hortifrutículasNovas embalagens podem evitar o grande desperdício de frutas e hortaliças que acontece hoje no Brasil mantendo o produto intacto até o consumidor final e agregando valor e sustentabilidade às diversas etapas da cadeia produtiva. A novidade tecnológica faz parte de um projeto desenvolvido pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), que foi mostrado ao público no ciclo de palestras Terças Tecnológicas, dia 18 de setembro, no auditório do INT.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) apontam que cerca de 39% das frutas e hortaliças não chegam sequer à mesa do consumidor. As perdas são atribuídas principalmente às embalagens deficientes.

Para enfrentar o problema, a área de Desenho Industrial do INT, com a colaboração da EMBRAPA Agroindústria de Alimentos e do Instituto de Macro-moléculas Professora Eloisa Mano (IMA-UFRJ), desenvolveu sistemas de caixas adequadas e retornáveis. O projeto contou com o apoio do Fundo Tecnológico (FUNTEC) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que investiu cerca de R$ 7,5 milhões no desenvolvimento das embalagens valorizáveis.

Em sua fase final, o projeto embalagens valorizáveis para o acondicionamento de frutas e hortaliças já conta com soluções que podem trazer uma significativa redução das perdas e melhorar a circulação desses alimentos no mercado interno para exportação. A precisão da acomodação é garantida por pesquisa realizada com frutas digitalizadas em scanner 3D e testes com as amostras impressas em máquinas de prototipagem rápida, que facilitam a manipulação dos volumes e a continuidade da pesquisa fora das safras.

Um dos sistemas consiste numa base padronizada na largura e comprimento, com três alturas diferentes para comportar dimensões distintas de frutos. A essa base – que se empilha em módulos perfeitos – sobrepõem-se, mantendo espaço para a ventilação, uma bandeja fina, que tem inúmeras concavidades apropriadas ao exato tamanho de cada fruto. Feita em material plástico resistente, após o transporte, a base dobra e retorna ao produtor. A bandeja, que segue até a prateleira ou consumidor final, é reciclável, usando materiais como jornais velhos.

(Fonte: Divisão de Comunicação do INT, Guia da Embalagem, 28 de outubro de 2012)