Embalagem requer muita ciência

Embalagem requer muita ciênciaQuem nunca abriu uma embalagem de salgadinho e estranhou a quantidade do produto? Pois bem. Recentemente, muitos usuários do Facebook postaram reclamando da proporção de batata e o tamanho do saco da Ruffles. Vários internautas compartilharam a imagem com o texto: “Gostaria de informar que o saco de ar que vocês vendem está com algumas batatas dentro”.

A resposta da PepsiCo Brasil, responsável pela marca, foi a divulgação de outra imagem que explicava todo o trajeto pelo qual a batatinha passava, desde o laboratório, transporte, até chegar às mãos do consumidor. A empresa ainda explicou que o ar dentro do pacote as protege do impacto, ressaltando que a proporção é a mesma desde 1985.

O case da Ruffles é só um exemplo de o quanto a embalagem é protagonista do sucesso comercial do produto que ela envolve. Seja para definir a quantidade de ar dentro do saquinho de batatas ou a cor do frasco do perfume, por exemplo, empresas dos mais variados segmentos investem pesado em tecnologia. “O principal objetivo da embalagem é acondicionar, proteger e transportar o produto”, explica a Gerente de Marketing da PepsiCo Brasil, Cristina Monteiro.

No caso da Ruffles, ela é essencial para garantir a qualidade das batatas, que são produtos finos e delicados. E para que elas não fiquem oxidadas ou úmidas, a pintura prateada no interior é muito importante. “É um filme metalizado que caracteriza uma barreira à umidade e à luz”, completa Cristina.

Embalagem requer muita ciênciaO cuidado com a escolha da embalagem também não é diferente em outra empresa alimentícia, a Cacau Show. E como a empresa lida com chocolate, uma iguaria altamente delicada, ainda há mais detalhes a serem seguidos. A variação de temperatura de cada barrinha embalada, por exemplo, é controlada entre 18 e 24 graus.

“Todas as embalagens são desenvolvidas pela equipe de designers da empresa e produzidas por um fornecedor nacional”, revela o gerente de Supply Chain da Cacau Show, Stefenson Soalheiro. “Cada produto recebe uma embalagem específica segundo a categoria em que se enquadra. Podem ser trufas, tabletes, tabletinhos e bombons”, exemplifica.

(Fonte: Jornal do Commercio, 19 de setembro de 2012)