Desempenho econômico da indústria de embalagem: fechamento do primeiro semestre e perspectivas para o segundo

O Café da Manhã ABRE apresentou no dia 05 de setembro o Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV, trazendo o balanço do primeiro semestre de 2012 e as perspectivas para o segundo semestre. O evento organizado pela ABRE contou com o patrocínio ouro da ExpoEmbala, Plex / H. B. Fuller e Fispal Tecnologia e prata da Bobst Group.

Salomão começou a apresentação mencionando que a produção física de embalagem teve uma redução de 3,49% no primeiro semestre de 2012, comparativamente ao mesmo período de 2011. Anteriormente a projeção era de aumento de 0,25%, o que devido à retração da economia em geral não ocorreu, sendo que a produção industrial total caiu 3,81% no mesmo período.

Produção Física

Quadros explicou que existe um ambiente geral de retração, com uma piora espalhada das atividades econômicas, especialmente na indústria, no qual se insere a produção de embalagem. Isto ocorre devido principalmente a um menor crescimento mundial a partir de 2011 e uma desaceleração da economia brasileira, onde desde então, ocorreu uma diminuição na demanda por produtos industriais brasileiros – a produção de bens de consumo caiu 2,5%.

Além disso, a principal indústria usuária de embalagem – de alimentos – que corresponde a um pouco mais de 50% do consumo total da produção teve um recuo de 2,46% no primeiro semestre de 2012.

Apesar destes fatores, começam a aparecer indícios de uma recuperação, como o crescimento do PIB no segundo trimestre de 0,4%, depois de registrar variações de -0,2%, 0,1% e 0,1% nos três trimestres anteriores e o aumento do Nível de Utilização da Capacidade Instalada que em agosto avançou 0,3 pontos percentuais em relação a julho, chegando a 84,0% – valor que supera a média dos últimos cinco anos (83,7%).

Além disso, o câmbio a R$ 2,00, o possível recuo na inadimplência do consumidor e com a autorização de mais R$ 40 bilhões de financiamentos aos estados para investimento e outras medidas governamentais, a economia deverá ser impulsionada a voltar para o caminho do crescimento e como as partes da economia se interligam, o setor de embalagem também deverá ser impulsionado.

Faturamento da indústria de embalagem

A receita líquida de vendas em 2012 deverá atingir R$ 47 bilhões, numa alta de aproximadamente 5% sobre os R$ 44,7 bilhões gerados em 2011. Os plásticos representam a maior participação no valor da produção correspondente a 37,08% do total, seguidos por papelão ondulado com 18,75% e embalagens metálicas com 16,79%.

Seguindo a tendência de retração da produção, houve queda do emprego na indústria de embalagem, o que não ocorria desde 2009. O número de empregos fechou o primeiro semestre de 2012 com 222.952, ante 223.750 postos de trabalho registrados no fim do ano passado.

No primeiro semestre de 2012 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 249,8 milhões. Este valor representa um crescimento de 8,86% em relação ao primeiro semestre de 2011, com forte desempenho da indústria de plásticos, correspondente a 39,25% do total exportado, seguida das embalagens metálicas (31,27%). Já as embalagens de papel, cartão e papelão ficaram no terceiro lugar, correspondendo a 21,79% do total exportado, seguida por embalagens de madeira (4,23%) e vidro (3,45%).

Já as importações tiveram um crescimento de 5,42% na comparação com o primeiro semestre de 2011, movimentando um total US$ 411,2 milhões. O setor de plásticos corresponde a 53,63% do total importado, seguido por embalagens de vidro (18,96%) e papel, papelão e cartão (14,06%).

Para finalizar a apresentação, Salomão Quadros projeta um crescimento de 1,5% na produção física no segundo semestre, mas insuficiente para no decorrer do ano equilibrar a balança, e o setor deve diminuir 1% da sua produção.

(Fonte: Centro de Informações ABRE, 06 de setembro de 2012)