Consumo doméstico de alumínio deve crescer 5,3% este ano

Consumo doméstico de alumínio deve crescer 5,3% este anoO consumo de placas e chapas de alumínio para o uso em construção civil, embalagens e transporte cresceu significativamente neste ano no Brasil e ajudou a puxar as vendas domésticas de produtos transformados do metal. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), o setor terminará este ano com um crescimento médio de 5,3% no consumo doméstico, somando 1,5 milhão de toneladas, ante 1,4 milhão de toneladas durante todo o ano passado.

Para o ano que vem, as perspectivas também são positivas para as placas e chapas, ao menos para o uso no setor de construção civil, afirma Luis Carlos Loureiro Filho, coordenador da Comissão de Economia e Estatística da associação. “Já há muitos contratos decorrentes dos lançamentos imobiliários de 2011. Como o alumínio entra no acabamento dos prédios, agora há uma demanda mais forte pelo produto”, afirmou Loureiro.

Segundo os dados ABAL, houve um aumento de 9,2% no consumo doméstico de chapas de alumínio neste ano, considerando o volume estimado até o fim de dezembro. No caso do segmento de placas, o crescimento é de 8% no consumo, quando comparado com 2012. Os números consideram os dados já obtidos pela entidade com as empresas do setor.

No caso do segmento de fios e cabos de alumínio, o desempenho foi ruim em 2013, com queda de 8,6% no consumo doméstico em relação ao ano passado. Estes produtos tem seu desempenho influenciado, principalmente, pelos investimentos em linhas de transmissão de energia, diz Loureiro, por isso, depende muito dos cronogramas de obra do setor elétrico.

O coordenador da Abal pondera que a queda atual nesse segmento decorre também da forte base de comparação do ano passado, com a demanda por fios e cabos de alumínio para a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. “Quando entrar no momento de Belo Monte, teremos um salto absurdo de demanda”, afirmou.

O consumo de pó de alumínio, utilizado principalmente na produção de ferroligas, também teve um ano ruim. A estimativa é de queda de 15,1%, segundo a entidade. Já o consumo de destrutivos de alumínio tem uma queda prevista em 1% no ano, enquanto a estimativa para produtos fundidos de alumínio é de crescimento de 5,1%.

Consumo doméstico de alumínio deve crescer 5,3% este ano

(Fonte: Valor Online / Portal ABAL, 05 de dezembro de 2013)