Consciência ambiental dos consumidores faz empresas mudarem de postura

Consciência ambiental dos consumidores faz empresas mudarem de posturaA busca por soluções sustentáveis é cada vez mais frequente na vida dos brasileiros. Embora a consciência ambiental esteja mais em evidência nos últimos anos, esse é um assunto já antigo: na década de 90 grandes instituições começaram a ser questionadas pela sociedade sobre os impactos que causavam para o meio ambiente e investimentos que eram aplicados para cuidar dessa área. Desde então, essa cobrança só ganhou força, e empresas que se adequam a essa realidade são preferidas pelos consumidores. Segundo pesquisa realizada em 2012 pela SB Rio, 65% dos consumidores se sentem responsáveis por comprar produtos que sejam bons para o meio ambiente. Destes, 60% não se importam de pagar a mais pelo produto, o que reflete essa mudança de comportamento.

A demanda desse novo mercado impulsiona a mudança de atitude por parte das empresas. Mais do que conquistar a confiança do consumidor, adotar atitudes que reduzam a agressão ao meio ambiente só geram lucros, afinal além de contribuir para a preservação da natureza, as empresas também conseguem reduzir gastos. “Repensando os atos, reutilizando o que é viável e fazendo uso consciente daquilo que não tem como ser adaptado de nenhuma forma”, pontua Luiz Gonzaga Coelho, CEO da C-Pack, que em seus 11 anos de história sempre manteve a sustentabilidade como um de seus pilares.

Quando uma empresa realiza essa mudança – seja na forma de agir ou em sua estrutura fabril, só obtém lucro. Porém, o investimento na construção de empreendimentos que aproveitem melhor os recursos naturais ainda é algo que assusta os empresários brasileiros.  De acordo com dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), para 82% dos empresários o maior entrave para investir é o valor adicional que a obra sustentável tem em relação à convencional, que oscila entre 1,6% e 17,6%.  Além disso, para 54% dos entrevistados os gastos com contratação de consultorias também é um entrave, e 45% alegam que faltam incentivos governamentais para construções sustentáveis.

Dados que não assustaram Luiz Gonzaga Coelho. A C-Pack é destaque por sua unidade fabril, que utilizou de tecnologias e soluções para diminuir o impacto ao meio ambiente. “A nossa atual sede, concluída em 2008, foi toda projetada dentro dos conceitos de engenharia inteligente. Buscamos aproveitar ao máximo aquilo que a natureza por si só nos oferece, e isto é destaque em toda a nossa estrutura. Entre as soluções aplicadas estão coberturas e paredes termowall, iluminação natural, aquecedor solar, captação da água da chuva, tratamento de efluentes e sistema de pressão positiva”, destaca.

Se as empresas que são conscientes e aderem ao movimento em prol do meio ambiente já se destacam entre as demais, aquelas que vão além de mudanças simples conseguem se sobressair, ampliando seus resultados.  A Natura, por exemplo, é um caso de sucesso. Em 2012, a marca havia alcançado o 66º lugar no ranking mundial de empresas sustentáveis, divulgado pelo grupo canadense Corporate Knights. Neste ano, porém, a Natura conseguiu saltar para o segundo lugar no ranking, que analisou quatro mil empresas ao redor do mundo, levando em conta principalmente as ideias inovadoras de ações sustentáveis que adotaram.

Um dos fatores que levaram a Natura a dar esse salto considerável no ranking foi à aplicação do PE Verde em suas embalagens, cuja matéria-prima advém do etanol da cana-de-açúcar como elemento principal. Essa matéria-prima também foi utilizada pela C-Pack na produção dos tubos da Natura.

C-Pack possui um Núcleo de soluções inovadoras e sustentáveis dedicado para pesquisa de tecnologias. Denominado CORE-D, o Centro é responsável pela criação de embalagens inovadoras e sustentáveis como o tubo Biodegradável Compostável, que após o uso, quando descartado em composteira adequada, se decompõe integrando-se à natureza; o tubo que é desenvolvido com Polipropileno Reciclado Pós-Consumo (PCR), aumentando a utilização de material reciclável nos elementos que compõem a embalagem; e o tubo PE Verde, o primeiro modelo do mundo neste formato a ser desenvolvido por uma fabricante de tubos flexíveis, lançado em parceria com Braskem em 2012, apresenta em sua composição biopolímeros polietilenos verdes 100% renováveis.

Para Luiz Gonzaga Coelho, o investimento realizado tanto na estrutura, quanto na busca constante por inovações vai além do retorno econômico. “Decidimos desde o princípio ter essa postura sustentável em todas as nossas atitudes por acreditar que os empreendimentos devem ser feitos com qualidade e muita responsabilidade, visando o resultado ambiental que gera lucro através do tripé da sustentabilidade. Nossos colaboradores que vivenciam essas soluções diariamente também adotam isso para a sua vida, incentivados pela empresa, pois cuidar do planeta é uma questão de costume e educação ambiental que precisa ser reforçada. Mostrando isso na prática, tudo flui mais naturalmente e cada um vai fazendo aos poucos sua parte fora da empresa, contribuindo para que o futuro do nosso planeta seja muito melhor”, ressalta o presidente.

(Fonte: C-Pack News, 11 de novembro de 2013)