Brasileiro altera padrões no dia-a-dia e o consumo de pães industrializados e biscoitos está mais sofisticado

Brasileiro altera padrões no dia-a-dia e o consumo de pães industrializados e biscoitos está mais sofisticadoDe acordo com monitoramento da Kantar Worldpanel, que acompanha a dinâmica do consumidor de derivados de trigo, as categorias que apresentam maior valor agregado – os considerados premium ou que tragam benefícios adicionais – registram maior alcance aos lares brasileiros. Um dos destaques são os pães industrializados, que em 2011 estiveram presentes em 72% dos lares do país, incremento de quatro pontos percentuais desde 2009. A seu lado, na mesa de 42% das famílias brasileiras, estão os bolos prontos, cuja penetração, no mesmo período, representou aumento de 12 pontos percentuais.

Os derivados do trigo são itens importantes e acessíveis para os brasileiros e ao comprar esses produtos quer atender suas necessidades imediatas de consumo. O estudo aponta que o número de visitas ao ponto de venda é até três vezes maior quando comparado às compras de itens não derivados do trigo, geralmente os mais estocados. O que justifica as diferenças entre os dois segmentos quanto ao ticket médio, é que derivados marcam um baixo desembolso de R$ 3,60, enquanto outros produtos totalizam R$14,00 a cada compra. Além disso, as compras de derivados do trigo estão distribuídas de forma homogênea pelos dias da semana.

Esse comportamento que busca suprir uma necessidade mais imediata transforma o consumidor de derivados do trigo em um grupo não muito suscetível às promoções. No último ano apenas 4% dos lares afirmaram terem adquirido um produto da categoria atraídos por alguma promoção, enquanto os demais grupos de alimentos marcam 8% de compras como provenientes de ações do tipo.

Pães caseiros representam 88% do consumo total de pães no país, no entanto, entre abril de 2011 a março de 2012, o valor gasto pelo consumidor na compra de pães industrializados cresceu 11% ante um crescimento de apenas 4% dos caseiros. Já a quantidade adquirida de ambos aumentou 3% e 4% respectivamente.

O preço da saca do trigo em baixa refletiu na queda do preço médio do pão caseiro em -7%, porém essa retração não chegou aos pães industrializados que tiveram um crescimento na ordem de 10% em seu preço médio.

Com maior variedade de sabores, formatos e versões os pães industrializados se consolidam no mercado conquistando diferentes perfis dentro do lar, como por exemplo, o pão light que é mais concentrado em lares de donas de casas acima de 50 anos ou o pão integral em que 57% de seu consumo vem de lares das Classes A e B. O hábito de compra mais sofisticado da população faz com que 43% das marcas consumidas estejam posicionadas com preços acima da média do mercado, as chamadas marcas premium.

Classes populares realizam o aspiracional de mesa farta. Com melhores condições econômicas, os hábitos de consumo das classes D e E se destacam pela busca de produtos diferenciados em muitos segmentos. Ao recortar do universo apenas os derivados de trigo, o estudo aponta que esse público alavancou o consumo de biscoitos durante abril de 2011 a março de 2012. Enquanto o valor desembolsado para a compra de biscoitos pela classe C manteve-se estável, e as classes A e B juntas elevaram o valor investido no produto em 7%, D e E aumentaram em 20% os gastos com biscoitos.

Observando o segmento sem distinção de classes, a busca pelo premium é clara ao observamos que os chamados cookies, mesmo com valor 45% acima da média da categoria, apresentou maior crescimento de penetração nos lares brasileiros atingindo mais de 8 milhões de domicílios. Já em volume e valor desembolsado, apresentaram crescimento de 26% e 31%, respectivamente.

(Fonte: Assessoria de Comunicação da Kantar Worldpanel / ABRAS Net, 06 de julho de 2012)