Bonitas por fora, fresquinhas por dentro

Bonitas por fora, fresquinhas por dentroCom o aumento do poder de consumo dos brasileiros e, principalmente, a abertura do mercado para produtos importados, a oferta das chamadas “guloseimas” cresceu muito no país nos últimos anos. Em todos os lugares, a imensa variedade de sabores e marcas de biscoitos, chocolates, balas, docinhos e salgadinhos obrigam fabricantes a inovarem continuamente em sabores e embalagens para se diferenciarem e conquistarem a preferência do consumidor.

Nos últimos anos, o mercado de biscoitos no Brasil tem mudado muito para atender os novos hábitos de um consumidor mais exigente e com um poder de compra cada vez maior. “O setor de biscoitos brasileiros por muito tempo ficou concentrado no desenvolvimento e melhoria de três tipos principais: as chamadas cream crackers, maisena e maria. Hoje existe uma gama de produtos como os cookies e os biscoitos com forte apelo a questões relacionadas à saúde”, revela Marcelo Balloti, analista da consultoria Lafis.

Tal cenário mostra-se bastante promissor para a indústria de embalagens já que a demanda por produtos mais modernos é muito grande. ”Com o aumento da oferta de biscoitos nas prateleiras e, principalmente, de itens mais sofisticados, as exigências na escolha do fornecedor também são crescentes. Hoje, os fabricantes de biscoitos buscam materiais e tecnologias não só atrativos, mas que garantam a qualidade do conteúdo, preservando o sabor e a aparência do alimento”, acrescenta Balloti. A praticidade dos recipientes também é outro ponto importante, já que o consumidor busca aqueles mais fáceis de abrir e manusear sem causar sujeira.

As embalagens de biscoitos estão não só mais bonitas e coloridas, como mais resistentes. Grande parte dos produtos disponíveis hoje no mercado é acondicionada em embalagens flexíveis, que utilizam variadas composições de materiais plásticos em sua composição, criando dessa maneira uma barreira, evitando a entrada de umidade, aromas e outros agentes nocivos no alimento.

“O consumidor tem se mostrado cada vez mais exigente, esperando encontrar uma embalagem que proteja, seja atrativa o suficiente para surpreender os olhos e que preserve o produto adequadamente. Os biscoitos são frágeis e precisam manter-se juntos rigidamente tanto que não sejam sacudidos durante o transporte, causando quebras. Eles são também muito secos quando assados e tem uma reduzida pressão de vapor de água comparado ao ar circundante. Então, a embalagem precisa ser hermética para evitar que o produto absorva umidade da atmosfera e venha a amolecer. Também, a embalagem deve fornecer informações ao consumidor e, antes disso, deve ser atraente. O pacote deve estar de acordo com a legislação, descrever corretamente o que é o produto e quais os ingredientes utilizados. Deve ser também indicado quando o produto deve ser consumido e dar alguma informação nutricional sobre o produto explica a engenheira de alimentos Lilian Rosa Mota.

Apesar de materiais como PEBD (polietileno de baixa densidade) e o PEAD (polietileno de alta densidade) poderem ser utilizados em biscoitos, o PP (polipropileno) é mais vantajoso para este tipo de alimento, por apresentar melhores características em termos de transparência e qualidade de impressão, além de apresentar melhor barreira às gorduras e à umidade. Os filmes de BOPP (polipropileno biorientado) apresentam melhores propriedades mecânicas, aparência e rendimento; porém, devido à sua dificuldade na termosoldagem, deve ser utilizado laminado a outros substratos ou revestimentos superficiais que permitam a sua selagem.

O consumo de biscoitos no Brasil cresce a cada ano. Segundo dados do Datamark, em 2010 foram consumidos mais de 1.400 toneladas desse produto e, embora ainda não tenham os dados oficiais de 2011, projeta-se um aumento bastante significativo.

A pesquisa da agência também revela o aumento na produção de embalagens mais modernas e resistentes para garantir a longevidade desses itens. “Hoje, procura-se por materiais que protejam o alimento da umidade, de bichos e outras ameaças”, conta Lúcia Izar, responsável pelo departamento de pesquisas da Datamark.

O setor de biscoitos é um dos que tem maior demanda de embalagens plásticas em nosso país. De acordo com os dados divulgados pelo Datamark em 2010 foram utilizadas 33.376 toneladas.

(Fonte: Revista Distribuição, maio/ago. 2012)