Associação Brasileira de Embalagem apresenta balanço do setor

A ABRE – Associação Brasileira de Embalagem apresentou no dia 26 de fevereiro, em São Paulo, o estudo “A indústria de embalagem em 2013 e perspectivas para 2014”. O tradicional Café da Manhã ABRE contou com a participação de Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para a apresentação do balanço setorial da indústria de embalagem. O evento contou com o patrocínio da Apex-Brasil, Braskem, Ibema, Klabin e SIG Combibloc e apoio da CNI – Confederação Nacional da Indústria.

O estudo, realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) há dezessete anos para a ABRE, revelou que a receita obtida pela indústria em 2013 foi de R$ 51,8 bilhões, superando os R$ 46,7 bilhões gerados em 2012.

A produção da indústria de embalagem apresentou um crescimento de 1,41% em 2013, montante que reverte à queda de produção de 1,53% em 2012, mas que reforça a tendência de crescimento moderado registrado pelo setor nos últimos anos. Entre 2009 e 2013 a expansão média da indústria de embalagens ficou em 1,53% ao ano.

Associação Brasileira de Embalagem apresenta balanço do setorNa análise por setor, duas classes de materiais acompanhadas mensalmente pelo IBGE apresentaram aumento de produção em 2013: vidro com incremento de 9,31% e metálicas com 7,57%. Já os outros tipos de embalagens apresentaram retração.

De acordo com o estudo, o resultado anual foi influenciado, principalmente, pelo primeiro semestre que apresentou um crescimento na produção física de 2,66%.

Na opinião de Maurício Groke, presidente da ABRE, os números confirmam as previsões feitas em meados do ano passado e sinalizam um crescimento moderado para 2014. “O setor continua crescendo, mas em um ritmo menos acelerado que nos últimos anos. Apesar do desemprego ter registrado um baixo patamar, de 5,4%, o consumo das famílias desacelerou-se, crescendo 2,5%, ante 3,1%, em 2012. A indústria de embalagem funciona como um termômetro da economia e devemos ficar atentos aos sinais que ela apresenta”, sugere Groke

Para 2014, o cenário mais provável é de um crescimento de 1,5% para a indústria de embalagem, já que o setor não é especialmente sensível aos juros e é favorecido pelo baixo desemprego e pela continuidade da expansão da massa salarial, mesmo que em ritmo mais lento que o de 2013. Além disso, o câmbio mais desvalorizado poderá conter em parte a importação de bens de consumo, abrindo espaço para a substituição pela produção doméstica.

O nível de emprego na indústria atingiu 227.355 postos de trabalho, em dezembro de 2013. A indústria do papel apresentou o maior crescimento em 2013, 2,04%. Mais informações na figura abaixo:

Associação Brasileira de Embalagem apresenta balanço do setor As exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ US$ 492,8 milhões no ano de 2013, valor que representa uma retração de -1,11% em relação ao ano de 2012. As embalagens plásticas correspondem a 41,28% do total exportado, seguidas pelas metálicas (30,83%), papel/papelão (21,93%), vidro (3,08%) e madeira (2,89%).

Já as importações tiveram um crescimento de 7,05% no ano de 2013 na comparação com o ano anterior, movimentando um total US$ 913,6 milhões. O setor de plásticos corresponde a 56,67% do total importado, seguido por embalagens de papel/papelão (14,86%), vidro (14,53%), metálicas (13,88%) e madeira (0,06%).

(Fonte: DFreire Comunicação e Negócios / Centro de Informações ABRE, 07 de março de 2014)