Adesivos sintéticos para labeling, inovação a alta velocidade

Adesivos sintéticos para labeling, inovação a alta velocidadeDesde que a indústria de rotulagem começou a ser impactada pelo aumento dos adesivos à base de caseína – que é obtida do leite bovino, as pesquisas por similares sintéticos avançaram a passos largos, e ano após ano, inovações tecnológicas surgem. O objetivo principal, que era obter um adesivo de performance similar, porém sem os problemas de custo relacionados à caseína, já foi atingido há tempos, e atualmente novas tecnologias permitem obter produtividade e qualidade superiores. Uma das maiores empresas de bebidas do mundo já utiliza no Brasil um novo adesivo sintético para garrafas de vidro que, associado a um maquinário de alta velocidade, obtém produtividade superior com custo inferior às formulações que utilizam o derivado do leite em sua composição.

Outra grande conquista obtida por esta nova tecnologia sintética é a alta resistência. No curso do ciclo de vida, as garrafas de bebida podem se deparar com uma variedade de condições – no varejo de bebidas, durante o transporte, em refrigeradores ou durante a limpeza, as etiquetas que contêm a marca e também informações ao consumidor são expostas a temperaturas flutuantes, umidade e esforço mecânico. Elas precisam manter a integridade. Por isso, os adesivos empregados devem fazer mais do que aderir a etiqueta ao recipiente. A etiqueta não deve se soltar da garrafa quando submetida à condensação, porém deve se desprender facilmente quando a garrafa for lavada na preparação para a reutilização.

O novo adesivo utiliza polímeros resistentes que incorporam um comportamento inicial excepcionalmente bom, com tack inicial mais alto e rápido do que adesivos convencionais.

Numa máquina de alta velocidade é possível extrair o máximo desta característica, aumentando a velocidade de produção, o que por si só já justificaria o investimento. Além disso, entretanto existe a vantagem adicional do custo por hectolitro, que é menor do que um adesivo à base de caseína.

E não bastasse todas essas vantagens o rendimento também é maior. As primeiras aplicações na indústria brasileira de bebidas já registraram marcas surpreendentes, de até 18 gramas por hectolitro.

A eliminação da caseína também produz benefícios ambientais, já que seus recursos se tornam disponíveis para a produção de alimentos ao invés de processamento para fins técnicos. O baixo teor de derivados de petróleo completa o quadro, tornando esta tecnologia não apenas de alta produtividade, mas também altamente sustentável.

Contudo, considerando-se uma mudança para etiquetas adesivas livres de caseína, deve-se ter em mente diversos pontos da avaliação dos possíveis custos gerais e do adesivo mais adequado. Estes incluem o volume de rejeitos e disponibilidade de recursos além da vida útil de armazenamento e tratamento da água. O adesivo deve ser capaz de suportar condições instáveis sem apresentar quaisquer alterações nas características do produto, ao mesmo tempo, ele deve ser versátil para cobrir uma ampla gama de aplicações de etiquetagem, odor neutro, assegurar secagem rápida e não interromper os ciclos de limpeza das máquinas de etiquetagem. Além disso, deve ajudar o engarrafador de bebidas em seus esforços para reforçar a eficiência de sua instalação reduzindo o consumo dos agentes de limpeza, aditivos, água e energia – e consequentemente os custos de produção.

Esta nova tecnologia também é adequada ao setor de garrafas retornáveis, e permite a lavagem da etiqueta durante o processo de limpeza. A espumação nas máquinas de limpeza de garrafas é minimizada contribuindo para reduzir custos no tratamento da água de rejeito.

Este novo adesivo sintético também tem aprovação da FDA, e é isento de ingredientes tóxicos, etoxilatos alquilfenóis, zinco ou bórax.

(Fonte: Blog Adesivo Embalagem, junho de 2012)