ABPO vê alta de 3,5% nas vendas de papelão em 2013

ABPO vê alta de 3,5% nas vendas de papelão em 2013As vendas internas de papelão ondulado, importante termômetro do nível de atividade do país, podem crescer 3,5% em 2013, segundo a ABPO – Associação Brasileira de Papelão Ondulado, entidade que representa o setor. A previsão considera alta projetada de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação.

“A estimativa considera ganho de mercado ante outras soluções”, disse o presidente da ABPO, Ricardo Trombini. Em 2012, o avanço do papel no setor de embalagens, na esteira da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, contribuiu para a alta de 2,8% nas expedições das fabricantes, conforme balanço preliminar da ABPO. “Ganhamos mercado em embalagens para legumes e frutas, por exemplo”.

Se confirmada a taxa prevista, a indústria brasileira encerrará o ano com a expedição de 3,42 milhões de toneladas de chapas, placas e acessórios de papelão ondulado. Em 2012, as vendas desse tipo de papel atingiram o recorde de 3,3 milhões de toneladas, segundo prévia da entidade. Não houve variação significativa no perfil das vendas por setor e as indústrias de alimentos e higiene seguiram como as principais consumidoras.

O desempenho de 2012 veio dentro das estimativas da ABPO, que trabalhava com crescimento na faixa de 2,5% a 3%. “Diante dos demais setores, foi um crescimento significativo”, disse Trombini. “Mas a demanda ainda está abaixo do que se previa há alguns anos”.

O câmbio acima de R$ 2,00 também contribuiu para o desempenho da indústria de papelão, ao possibilitar a recuperação da competitividade dos produtos manufaturados no país. Como consequência, houve maior procura por embalagens no mercado doméstico – produtos importados, por outro lado, já chegam embalados.

Em relação aos preços domésticos do papelão ondulado, o presidente da ABPO disse que, em 2012, houve reajuste de cerca de 10%, que apenas compensou parte da inflação acumulada nos dois anos anteriores. “Deveríamos estar nos antecipando a alguma inflação, mas ainda há defasagem de 8% a 10%”, afirmou. Contudo, não há previsão de alta de preços até fevereiro. A partir de março, a indústria promoverá avaliação de custos e, “já sabendo que há defasagem”, pode haver anúncio de reajuste.

(Fonte: Valor Online, 24 de janeiro de 2013)