A indústria brasileira de alumínio em 2012

A indústria brasileira de alumínio em 2012Em 2012, a indústria brasileira do alumínio registrou faturamento de R$ 38 bilhões, 16,2% superior ao contabilizado em 2011. O valor representou 3,9% do PIB industrial do país. Importante ressaltar que as cifras refletem o desempenho das várias etapas da cadeia de valor da indústria, desde a mineração até a reciclagem do metal. No mesmo período, o setor investiu R$ 3,8 bilhões e recolheu R$ 6,3 bilhões em impostos.

As exportações, incluindo bauxita e alumina, alcançaram US$ 3,9 bilhões (FOB) no ano passado, 13,1% menor do que o registrado no exercício anterior, e representam 1,6% do total embarcado pelo país.

As importações também seguiram o ritmo decrescente, atingindo US$ 1,35 bilhões (FOB), com queda de 18,7%.

Pelo segundo ano consecutivo, a produção de alumínio primário assinalou uma ligeira queda. Foram 1.436 mil toneladas produzidas em 2012, diante das 1.440 mil de 2011.

Como o alumínio está presente nos mais diversos setores, o desempenho deste mercado em 2012 não poderia deixar de refletir a queda da economia nacional. Assim, o consumo doméstico de produtos transformados de alumínio assinalou queda de 1,6%. Foram 1.428 mil toneladas em 2012, contra 1.451 mil toneladas do ano anterior. O resultado manteve o consumo per capita no mesmo nível do ano anterior – 7,4 kg/habitante.

Analisado por segmento, o setor de embalagens continua liderando o ranking, responsável por 28,8% do consumo total do metal. Foram 411,1 mil toneladas no exercício passado, registrando alta de 5,5% sobre o volume de 2012. Nesse segmento, a principal aplicação está nas latas de bebidas.

Apesar da queda de 8,6%, o consumo pelo segmento de transportes aparece na sequência, com 275,8 mil toneladas, equivalente a 19,3% do consumo total de transformados.

A demanda pela construção civil registrou alta de 2,3%, passando de 218,1 mil toneladas em 2011 para 223,1 mil toneladas, e foi responsável por 15,6% do volume total.

O setor de eletricidade foi o que apresentou maior queda – 10,4% – seguindo o adiamento de investimentos em linhas de transmissão, nas quais são utilizados os cabos. Em 2012, o segmento demandou 168 mil toneladas, o que representou 11,8% do total consumido, diante das 187,6 mil toneladas do ano anterior.

Bens de consumo fechou o exercício com queda de 5,3% em relação a 2011, com 147,5 mil toneladas consumidas ou 10,3% do total.

O consumo do segmento de máquinas e equipamentos registrou alta de 8,5%, passando de 61,4 mil toneladas em 2011 para 66,6 mil toneladas no ano passado, 4,7% do total de transformados consumidos no país.

(Fonte: Anuário Estatístico ABAL – 2013)