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ABRE participa da reunião anual da WPO em Ghana, na África

Durante sua reunião anual, realizada dia 21 de maio no La Palm Royal Beach Hotel, em Accra, capital de Ghana, na África, com a presença de 21 membros, entre eles a ABRE, uma das principais discussões da diretoria da WPO – Organização Mundial de Embalagem foi a disseminação de conhecimento, especialmente para os países em desenvolvimento, a partir de programas específicos de educação e treinamento.

A promoção da WPO como uma instituição voltada ao auxílio da indústria mundial de embalagem em vários sentidos, foi outro ponto amplamente discutido, bem como a necessidade de agregar valor à marca WPO e promovê-la massivamente a partir da participação em feiras, seminários, etc. "Para tal precisamos reforçar itens como plano de marketing, publicações, presença em conferências e feiras de embalagem e webpage", salientou Keith Pearson, Presidente da Organização.

Neste contexto ele salientou a importante contribuição da ABRE à entidade ao assumir sua área de Marketing e Comunicação e alavancar projetos fundamentais como a campanha para reforço de marca e a criação do informativo eletrônico "WPO News".

Dentre as atividades de sucesso realizadas pela WPO no último ano, Pearson lembrou justamente a criação e o desenvolvimento do IOP (Institute of Packaging) de Ghana que foi o anfitrião da reunião anual. "Estou particularmente feliz por estar aqui vivenciando o desenvolvimento de uma organização como o IOP Ghana que nasceu a partir de um esforço do IOP África do Sul e que hoje está consolidada graças ao apoio da WPO e das pessoas deste país que sabem fazer a diferença para a indústria de embalagem local."

A partir deste estreito relacionamento entre a WPO e o IOP Ghana também foi possível realizar um Seminário Internacional de Embalagem, com duração de um dia, como parte do programa de atividades da entidade e que marcou o lançamento oficial das comemorações dos 40 anos da WPO.

Luciana Pellegrino (foto), Diretora Executiva da ABRE e representante da Entidade no evento da WPO, fez uma palestra sobre "O mercado brasileiro de embalagem – seus desafios e oportunidades". O objetivo, como conta a profissional, "foi dar um exemplo concreto de como esta indústria pode crescer nos países em desenvolvimento e colocar-se no mesmo nível de competitividade dos grandes players internacionais". Sua palestra foi ilustrada por cases de projetos de embalagem para pequenas e micro empresas desenvolvidos a partir do convênio que a ABRE mantém com o Sebrae.

Desafios e oportunidades – Com a presença de mais de 50 profissionais ligados a multinacionais das áreas de alimentos e bebidas e fornecedores de embalagem, o seminário "Harnessing Packaging Technology for Industrial Growth & Development – Challenges and Opportunities for África" teve como objetivo "oferecer aos participantes uma visão geral do setor de embalagem no mundo e apresentar soluções que possam ser adotadas por Ghana como uma forma de alavancar o desenvolvimento industrial, especialmente na área de alimentos e de exportação", explicou Kofi Essuman, Presidente do IOP Ghana.

Neste sentido, Keith Pearson, Presidente da WPO, enfatizou a importância da embalagem na infra-estrutura de qualquer país. "Para se desenvolver o comércio de um país é preciso desenvolver produtos e embalagens adequados ao modelo internacional. E o grande desafio de Ghana hoje é participar da revolução do varejo e da cadeia de suprimentos o que lhe garantirá uma grande vantagem competitiva". E ele aconselha: "As economias são proporcionais às necessidades de embalagem. Se Ghana quer crescer e tornar-se um player da África para o mundo deve trabalhar para o desenvolvimento sustentável de sua indústria de embalagem."

Para o consultor do ITC (International Trade Center), Jacky Charbonneau, há dois pontos a serem considerados para o desenvolvimento de Ghana como um player internacional: praticamente todos os materiais de embalagem são importados e os produtos locais competem com produtos importados.

A partir deste cenário, o ITC identificou oito principais desafios: escala de produção e sistemas eficientes da cadeia de suprimento; integração do mercado a partir de acordos comerciais regionais; controle do mercado para que os convertedores locais tenham vantagens competitivas em relação aos players internacionais; assuntos de logística e distribuição; deficiências de infra-estrutura como eletricidade; surgimento de competidores do Oriente Médio e Ásia; preços flutuantes das matérias-primas; e dificuldade em atender aos padrões internacionais.

As preocupações ambientais e a falta de uma indústria local de máquinas de embalagem e capacidade limitada de design e de impressão também foram elencados como fatores restritivos para o desenvolvimento imediato não apenas de Ghana, mas da região. "Se existe uma oportunidade ela está no sistema de contract packaging especialmente para as empresas de pequeno porte", reforçou Charbonneau.

Exemplos de sucesso – Ainda como parte da visita de uma semana a Ghana, o board da WPO teve a oportunidade de conhecer duas importantes empresas locais. A G-Pak Ltd., principal subsidiária da Graphic Communications Group Ltd., que é a única do país a dispor de três processos de impressão – litografia, flexografia e rotogravura.

Com recursos que lhe permitem imprimir rótulos em até oito cores, a empresa hoje atende a multinacionais como Nestlé, Unilever e Coca-Cola, e a grandes empresas africanas como Kumasi Brewery, detentora da marca de cerveja Star que recentemente foi comprada pela Guiness, e a Stone Accra Brewery que produz a cerveja Stone; ambas líderes de mercado.

Outra empresa visitada foi a fabricante e líder nacional em bebidas alcoólicas e não-alcoólicas, Kasaprego Company Ltd.. Além dos 15 produtos de linha, todos à base de extrato de ervas, a empresa é licenciada para envasar marcas internacionais de energéticos.

Este portifólio de produtos lhe garante a posição de uma das maiores consumidoras de embalagens de Ghana e uma das 100 maiores empresas do país. Hoje a Kasaprego possui três linhas de envase – duas para garrafas de vidro e uma para PET – que lhe garantem uma produção diária de 18.000 cases. A marca líder é a Alomo Bitter.

A programação de visitas em Ghana também incluiu uma reunião com o Rei de Accra, Nii Tackie Tawiah III. Após uma apresentação de todos os membros do board da WPO, o Rei agradeceu a disposição dos presentes de irem à Ghana com a aspiração de ajudar o desenvolvimento local. "Não tenho dúvidas de que uma das principais vantagens de nosso povo é a inspiração e estou certo de que vocês vieram inspirar nossa indústria de embalagens!", declarou.

  

Embalagens brasileiras conquistam WorldStar

Doze embalagens brasileiras, das treze inscritas, venceram o prêmio de embalagem mais importante do mundo, o WorldStar 2007, cuja cerimônia foi realizada em Accra, capital de Ghana, na África, no dia 21 de maio com a presença de cerca de 200 profissionais de todo o mundo. As embalagens brasileiras competiram com outros 291 projetos de 32 países; ao todo foram selecionados 166 vencedores.

Além do Brasil, outros países que contabilizaram vários prêmios foram China, Japão e África do Sul com 14 cada, seguidos por Alemanha e EUA, com 13 prêmios cada. O Japão foi o país com mais inscrições – 34 projetos, seguido pela África do Sul (28), Turquia (23) e Estados Unidos (20). Das 18 embalagens inscritas pela China, 14 foram premiadas sendo seis na categoria de produtos eletrônicos.