Comitê de Estudos Estratégicos lança pesquisa inédita
Neste estudo a ABRE apresenta a avaliação da indústria de bens de consumo
e suas expectativas em relação aos fabricantes de embalagens
Para apresentar esta avaliação, o Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE encomendou à Gfk Indicator uma pesquisa cujo resultado foi divulgado no Café
da Manhã da Associação de maio por Paulo Carramenha, CEO da empresa. Dividida em duas etapas, a pesquisa ouviu 20 empresas na etapa qualitativa e outras
150 na etapa quantitativa (47 de alimentos, 39 de bebidas, 38 de cosméticos e cuidados pessoais e 26 de limpeza).
Entre as principais conclusões, uma chama mais a atenção: além de oferecer boas embalagens, bons serviços e suporte técnico, a indústria tem a missão
de ajudar seus clientes diretos a vencer as barreiras internas em suas empresas, mostrando os ganhos no valor agregado da embalagem, bem como
oferecendo agilidade frente às pressões ligadas aos prazos de entrega.
Mas afinal, quem são estes gestores? A pesquisa mostrou que 45% desses profissionais
atuam na área de compras, sendo que 74% deles têm total autonomia para desenvolver novos fornecedores de embalagem. Ainda assim, muitas das decisões sobre embalagens
são divididas principalmente com as áreas de desenvolvimento de produtos e marketing.
Outro ponto relevante nesta parceria é que a maioria dos gestores de embalagem entrevistados tem mais autonomia em questões operacionais e menos
em questões estratégicas como tendências e inovação, e cabe mais uma vez ao seu fornecedor trazer esta inteligência e percepção de futuro, fato este
nitidamente reconhecido pelo cliente: "É considerado fornecedor ideal aquele que antecipa e sinaliza tendências".
A grande maioria dos entrevistados reconhece a importância estratégica da embalagem, especialmente na construção da marca. Eles também reconhecem
essa importância no sentido de agregar valor ao produto, oferecer segurança e garantir praticidade de uso aos olhos dos consumidores.
Destacou-se positivamente que 70% dos entrevistados disseram ter um novo projeto de embalagem em desenvolvimento com seus fornecedores, no momento
da entrevista. Outro ponto positivo é que ficou evidente que, na maioria dos casos, cliente-fornecedor são velhos parceiros
– 37%
têm um relacionamento de mais de 10 anos. "Hoje a política para escolha de fornecedores de embalagens está sustentada em dois itens: estrutural (capacidade de produção e de
expansão, capacidade de desenvolvimento e suporte técnico)
e comercial (preço competitivo e flexibilidade de negociação)", explica Carramenha. Ele diz ainda que o
serviço oferecido pelos fabricantes de insumos e embalagens foi visto como superior comparativamente com anos atrás.
A pesquisa revelou que as empresas utilizam, em média, 3,79 tipos de embalagem. E neste contexto, surge um outro dilema para o gestor: diversificar
ou concentrar a demanda em poucos fornecedores? Apesar do dilema, as empresas entrevistadas delinearam uma tendência de utilizar o menor número possível
de fornecedores por tipo de embalagem o que acaba fomentando parcerias duradouras e ganho de escala. Em uma coisa todos concordam: qualidade não se
negocia e é a base da relação com os fornecedores. E esta relação só será quebrada em dois casos, o não cumprimento dos prazos de entrega ou entrega fora da
quantidade combinada ou pela falta de ética (uso de matéria-prima sem especificação, vazamento de informações e não cumprimento de acordos comerciais e
requerimentos de qualidade).
A versão completa da Pesquisa está sendo disponibilizada para as empresas Associadas à ABRE.
Para realizar a pesquisa o Comitê de Estudos Estratégicos contou com o patrocínio das empresas Braskem, Dow, Owens Illinois e Tetra Pak.
O evento de apresentação dos resultados foi patrocinado por Braskem, Henkel e Fispal Tecnologia.
Mais informações com Tatiane pelo telefone 11 3082-9722 (ramal 213) ou pelo email
tatiane@abre.org.br.
|