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Setor de cosméticos quer ampliar presença no mercado externo

Fonte: Apex-Brasil, 24 de fevereiro de 2010
Publicado no Online News de 01.03.2010

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) vai focar suas atenções no mercado externo em 2010. No ano passado, enquanto os dados gerais do setor mostraram crescimento de 14,75% das vendas, que bateram na casa dos R$ 24 bilhões, as receitas com exportações caíram 9,3%, somando US$ 587 milhões. O dólar baixo e a crise são apontados como os principais motivos desse resultado desfavorável. "Os países consumidores sofreram com a falta de crédito, que afetou o mundo como um todo", diz João Carlos Basílio da Silva, presidente da ABIHPEC e dono da fabricante de sabonetes e colônias Rastro. Segundo ele, a estratégia para ganhar mercados lá fora já está traçada. No dia 2 de março, a ABIHPEC assina o novo programa de estímulo às exportações do setor com a Apex, batizado de Beautycare Brazil. A iniciativa vai contar com a participação das 40 principais exportadoras brasileiras de produtos de beleza e mais um grupo de sete aspirantes aos mercados estrangeiros. A ideia da ABIHPEC, além de promover o contato direto dos fabricantes nacionais com os exportadores, é chegar mais perto dos consumidores finais dos locais com os quais pretende fazer negócios. Entre as iniciativas estão programados eventos nos pontos de venda, como limpeza de pele e aulas de maquiagem. A ABIHPEC vai concentrar esforços em seis países que, na sua avaliação, apresentam boas perspectivas de aumento das vendas. São eles: Peru, Colômbia, Portugal, Angola, Moçambique e Arábia Saudita. O Brasil já exporta para 128 países. Há 10 anos, quando a ABIHPEC assinou o primeiro programa de cooperação com a Apex, eram apenas 76. O esforço para melhorar o desempenho no front externo coincide com um momento especialmente favorável para os fabricantes nacionais no mercado interno. No ano passado, o setor completou um ciclo de 14 anos com taxas médias de crescimento acima dos dois dígitos. "Devemos manter esse ritmo de crescimento nos próximos cinco anos", afirma Basílio da Silva.

Descritores:

  • Cosméticos
  • Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos
  • ABIHPEC
  • Apex-Brasil

 

Balanço do setor de embalagem prevê crescimento
entre 4,7% e 6,1% em 2010, o melhor resultado desde 1995

Fonte: Portal Nacional, 24 de fevereiro de 2010
Publicado no Online News de 01.03.2010

Receita dos fabricantes nacionais de embalagem deverão ficar próximas a R$ 39 bilhões, superando em 10% os índices de 2009. Em 24 de fevereiro, a ABRE - Associação Brasileira de Embalagem divulgou o balanço do setor em 2009. Esse balanço faz parte do Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV - realizado com exclusividade para a Entidade há 14 anos pelo IBRE-FGV. Durante o Encontro da ABRE com seus associados que foi patrocinado pela Papirus, Braskem, Wheaton, Henkel, Ibema e Fispal Tecnologia, o palestrante e coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros, apresentou o fechamento de 2009 e as perspectivas para 2010 do setor de embalagem que é considerado um dos termômetros da atividade industrial brasileira. A indústria brasileira de embalagens iniciou janeiro de 2010 com 86,3% da capacidade instalada em operação. Trata-se de um patamar bem próximo de 87,6% - índice registrado em agosto de 2008 -, um mês antes da crise internacional de crédito chegar ao País. Outras variáveis - postos de trabalho e compra de matérias-primas - também sinalizam que, superados os revezes de 2009, a atividade volta a operar a pleno vapor. Os dados computados mostram que a indústria de embalagens em 2009 teve um ano de superação fechando com receita estimada de R$ 36,2 bilhões. A produção física da indústria de embalagem neste período decresceu 3,79%. Nos primeiros trimestres houve três recuos sucessivos, que acumulados representaram uma queda de 11,7%. No quarto trimestre, porém, a recuperação tomou corpo e a produção avançou 8,28% e, em dezembro, a produção (com ajuste sazonal) já havia superado a de agosto de 2008. A indústria de embalagem de plástico obteve o melhor desempenho em produção física (aumento de 5,56%), seguida pela indústria de embalagens de papel, papelão e cartão (aumento de 4,35%), e metal (aumento de 0,23%). Já o nível de emprego na indústria de embalagem retornou ao patamar de 200 mil posições em outubro, atingindo o pico de 201.800 em novembro de 2009. Em 2009, a redução foi de 1.350 postos contra a redução líquida de 3.692 postos de trabalho ocorrida em dezembro de 2008. A perspectiva é que em 2010, o patamar de 200 mil ocupações deverá se consolidar. A posição em 31 de dezembro de 2009 foi de 200.450 postos de trabalho. As exportações diretas do setor de embalagem tiveram faturamento de US$ 351.410 mil em 2009. Este valor representa um decréscimo de 35,69 % em relação a 2008. "A queda nos preços influenciaram o faturamento nas exportações", pronunciou o economista Salomão Quadros. Já as importações de embalagens vazias tiveram um decréscimo de 3,73% com faturamento de US$ 461.763 mil. Os setores usuários de embalagem que apresentaram melhor desempenho em volume de produção foram a indústria farmacêutica (7,91%), bebidas (7,06%), perfumaria e cosméticos (4,84%) e sabões, sabonetes, detergentes e produtos de limpeza (4,53%). Ainda assim, ao longo de 2010, a previsão de Quadros é que a produção física de todo o setor avance de 4,7% (comportamento padrão da economia) a 6,1% (cenário otimista). Se confirmado, o crescimento será o melhor registrado pela atividade desde 1995. Em relação ao faturamento, as projeções apontam para uma cifra próxima a R$ 39 bilhões, cerca de 7% superior ao montante registrado em 2009 que foi de R$ 36,2 bilhões e ficou 0,1% abaixo da receita apurada em 2008. "Terminamos bem o ano passado e continuamos firmes no início de 2010", disse o presidente da ABRE, Paulo Sérgio Peres.

Descritores:

  • ABRE - Associação Brasileira de Embalagem
  • Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV
  • IBRE-FGV
  • Papirus
  • Braskem
  • Wheaton
  • Henkel
  • Ibema
  • Fispal Tecnologia
  • Instituto Brasileiro de Economia
  • Fundação Getúlio Vargas
  • Salomão Quadros
  • Paulo Sérgio Peres

 

Indústria de máquinas crescerá 18% em 2010

Fonte: DCI, 04 de fevereiro de 2010
Publicado no Online News de 22.02.2010

A indústria de máquinas e equipamentos começa a dar seus primeiros sinais de recuperação econômica, ainda que de forma mais lenta que em outros setores. Para 2010, a perspectiva é que haja um incremento entre 15% e 18% na atividade, isso porque, já em dezembro passado, o mercado sinalizou uma mudança e os ganhos somaram R$ 6,26 bilhões, representando um crescimento de 7,3%, em relação ao último mês de 2008. Comparando a cifra com o que foi verificado em novembro passado, o acréscimo fica em torno de 0,6%, reforçando a perspectiva de uma retomada gradativa. Para se ter uma ideia, o segmento faturou R$ 64,26 bilhões no ano passado, o que significa uma queda de 17,9%, em relação ao que foi verificado em 2008, desempenho negativo puxado principalmente pela queda de 40,5% nas exportações registradas no período. "Ainda que o panorama apresentado seja positivo, ele não será suficiente para garantir a recuperação de todas as perdas sofridas desde a turbulência financeira. Para garantir uma recuperação real, precisaríamos crescer, no mínimo, na casa dos 25%", disse Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Entre os fatores que impulsionaram o crescimento no setor, segundo a ABIMAQ, está o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com um papel de destaque. O benefício, previsto para terminar em junho próximo, se desdobra em financiamentos a juros de 4,5% anuais, o equivalente aos custos praticados lá fora. A manutenção deste benefício pelo restante do ano, poderia alavancar incremento do setor, que pede maior atenção a seus pleitos. "A desoneração dos investimentos e outros incentivos devem ser concedidos à indústria. Os países desenvolvidos não cobram da cadeia produtiva", analisou Aubert Neto. O encontro com a ABIMAQ levantou algumas questões que podem ser prejudiciais ao setor de máquinas e equipamentos, como uma medida do governo que concede isenção total para refinarias importarem equipamentos, mesmo que existam produtos similares no Brasil. Vale lembrar que o único segmento que cresceu de forma expressiva o faturamento no setor foi o de bombas e motobombas, com um avanço de 18,1% em 2009, ao atender, principalmente, às demandas do setor de petróleo e gás. A competição com os produtos chineses tem incomodado a entidade. "Em uma licitação pública para fornecer equipamentos para os portos no Sergipe, a vencedora foi uma empresa chinesa. Nessa, o PAC favoreceu a China", desabafou o presidente da ABIMAQ. Outro aspecto que demonstra sinais de retomada do setor é o nível de emprego. No ano passado, ele apresentou um recuo de 3,7% em relação a 2008. Mas, em dezembro, houve uma leve elevação de 0,1%, sendo que a ABIMAQ crê na tendência de ascensão. Prova do cenário positivo nesse sentido, o grupo WEG anunciou a contratação de 600 trabalhadores no sul, este número é praticamente o triplo das 209 pessoas empregadas em dezembro pelo setor como um todo. A indústria de máquinas e equipamentos dá os primeiros sinais de recuperação, ao prever incremento de até 18% para a atividade em 2010. Isso porque, em dezembro passado, o mercado já havia indicado uma mudança, quando os ganhos cresceram 7,3% em relação ao último mês de 2008. "O panorama para este ano é positivo, mas não será suficiente para garantir a recuperação total. Para uma real recuperação, precisaríamos crescer, no mínimo, na casa dos 25%", disse Luiz Aubert Neto, presidente da ABIMAQ.0,85%.

Descritores:

  • Indústria de máquinas
  • Luiz Aubert Neto
  • Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ
  • Programa de Sustentação do Investimento – PSI
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES

 

Imune à crise indústria da beleza cresce 15% em 2009

Fonte: Cosméticos BR, 13 de fevereiro de 2010
Publicado no Online News de 22.02.2010

ABIHPEC - Associação Brasileira das Indústria de Higiene, Perfumaria e Cosméticos - divulga os dados de mercado de 2009
A indústria da beleza fechou 2009 com receita de R$ 25 bilhões, um crescimento de 15% sobre o ano anterior. Deflacionado, o aumento nas vendas dos fabricantes de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos se mantém em dois dígitos: alta de 11,8%. Prova de que esse mercado se manteve praticamente imune à crise e continua se beneficiando do aumento do poder de compra da população. Para 2010, a previsão da ABIHPEC é de um crescimento real ainda entre 10% e 12%. Entretanto as exportações foram prejudicadas por conta da valorização do real frente ao dólar. Houve queda de 15,5% no volume exportado e de 9,3% no valor, que caiu para US$ 650 milhões. Os principais países compradores são Argentina, Chile e Venezuela. As importações também caíram: 9% em volume e 2,1% em valor, para R$ 456 milhões. Em 2009, 58% das vendas desse mercado estiveram concentradas em higiene pessoal. Com faturamento de R$ 14,5 bilhões, o segmento cresceu 14,4% em valor e 4,6% em volume. O destaque foi a categoria de sabonetes, que registrou faturamento 27% maior. "Acreditamos que é possível uma manutenção deste crescimento na casa dos dois dígitos para os próximos cinco anos. Uma categoria de produto que exemplifica isso e mostra imenso vigor é o setor de cremes dentais, que cresceu 17,53% em valor e 8,73% em volume. Embora esta seja uma categoria de produto com o maior índice de penetração dentro do nosso setor em todas as classes sociais, ela continua vigorante, mostrando que há espaço e enorme potencial para que as outras categorias continuem mostrando índices de crescimento semelhantes ou maiores", disse o presidente da ABIHPEC, João Carlos Basilio da Silva. No segmento de cosméticos, que respondeu por 27% do total das vendas da indústria no ano passado, a alta foi de 15% em faturamento e 3% em volume. O destaque ficou para os esmaltes, categoria que cresceu 15,6% em volume e 34% em faturamento, atingindo R$ 390 milhões. O montante é praticamente o mesmo das vendas de maquiagem para o rosto (R$ 391 milhões), outro destaque no período, com alta de 22% em volume e 40% em valor. Já em perfumaria, que significou 15% das vendas totais do setor (com alta de 16% em valor e 3,5% em volume em 2009), a venda direta domina. O canal responde por 71% das vendas do segmento, enquanto as franquias significam 21% e, o mercado tradicional, 8%. Quando calculado por valores os canais de distribuição estão divididos em 33,96% via varejo, 30,76% atacado, 29,89% venda direta e 5,26% franquias. Calculados em volume o varejo é responsável por 39,75% dos canais, o atacado representa 51,27%, as vendas diretas somam 8,11% e a franquia 0,85%.

Descritores:

  • ABIHPEC - Associação Brasileira das Indústria de Higiene, Perfumaria e Cosméticos
  • Higiene pessoal
  • Cosmético
  • João Carlos Basilio da Silva

 

Estimativa de dados do setor de celulose em 2009

Fonte: Bracelpa, janeiro de 2010
Publicado no Online News de 26.01.2010

Totalizando 13,4 milhões de toneladas, a produção de celulose no Brasil cresceu 6,0% em 2009, em relação a 2008, segundo estimativas da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). As exportações da fibra, no mesmo período, registraram aumento de 16,9%. Esses resultados indicam que, apesar dos efeitos da crise financeira internacional, os produtos brasileiros desse setor mostraram-se competitivos em relação a seus principais concorrentes globais. Porém, mesmo com o aumento da demanda, a receita de exportações de celulose acumulou queda de 15,4%, na comparação com os dados do ano passado. No segmento de papéis, as estimativas da Bracelpa apontam empate técnico em relação ao desempenho do ano passado. A produção foi de 9,34 milhões de toneladas, com queda de 0,7% em relação a 2008. Na avaliação da Bracelpa, como o segmento registrou recuperação no segundo semestre, a consolidação dos dados, agora estimados, pode alterar positivamente esse resultado. É importante ressaltar que os produtos destinados à produção de embalagens apresentaram crescimento significativo nos últimos meses de 2009. A expectativa é que essa tendência se mantenha durante 2010. Em relação à Balança Comercial, apesar de queda nos valores das exportações em relação ao ano passado, houve aumento da participação do setor, que passou de 2,9% em 2008, para 3,3% em 2009. As expectativas da Bracelpa para 2010 são de crescimento da demanda de celulose e de papel. Porém, a falta de recuperação do câmbio é cada vez mais grave para o setor, principalmente por conta da perda da receita de exportações.

Descritores:

  • Celulose
  • Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa

 

Indústria de balas prevê crescimento de 10% em 2010

Fonte: NetComex, 13 de janeiro de 2009
Publicado no Online News de 18.01.2010

Os brasileiros comemoram os resultados de 2009 e chegam otimistas à 40ª edição da ISM 2010, International Susswaren Messe, a maior feira de balas e chocolates do mundo, que se realiza de 31 de janeiro a 3 de fevereiro, em Colônia, na Alemanha. Quarto maior produtor de confeitos do mundo e o 6° maior exportador desses produtos, no ano passado, mesmo com a crise internacional, o Brasil conseguiu não apenas manter praticamente estáveis suas vendas ao mercado mundial – que tinham sido recorde em 2008 –, como também aumentar de 142 para 145 o número de países para onde vende suas balas, gomas de marcar, chocolates e amendoim. Para 2010, a expectativa da indústria brasileira é de crescer 10%. Um número recorde de 37 empresas brasileiras estará na ISM 2010, sendo 30 sob o guarda-chuva da Sweet Brazil (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – ABICAB). Em projeto da entidade em parceria da Apex-Brasil, as empresas vão se instalar em uma área de 720 metros quadrados, a maior já ocupada pelo Brasil na ISM. Com um parque industrial amplo, praticamente todas as indústrias brasileiras estão aumentando os investimentos em máquinas e instalações para ampliar a produção e atender uma demanda interna crescente, segundo a ABICAB. Os casos mais recentes são da Nestlé, que vai investir mais R$ 230 milhões (cerca de US$ 128 milhões) na expansão da capacidade de produção da planta da Chocolates Garoto, em Vila Velha (ES). Por sua vez a Kraft, que já tem uma fábrica de chocolates no sul do Brasil, vai desembolsar R$ 100 milhões (cerca de US$ 56 milhões) para construir uma unidade de produção de chocolates e sucos em Pernambuco. Segundo a ABICAB, a abundância de matérias-primas (o Brasil é o 1° produtor mundial de açúcar e o 5° maior produtor mundial de cacau) e um mercado interno grande (85 milhões de consumidores reais numa população de 192 milhões de habitantes) criam as condições essenciais para que as indústrias sejam competitivas e conquistem mercados no exterior. Depois de um primeiro semestre de queda, as exportações brasileiras retomaram crescimento e o resultado é que devem ficar apenas cerca de 10% abaixo de 2008, que foi um ano recorde. “Estamos tendo crescimento expressivo em mercados não tradicionais (Cingapura +46%, Coreia do Sul +27%, Rússia +144%), embora ainda haja perdas para os Estados Unidos, um dos nossos principais mercados”, diz o presidente da ABICAB, Getulio Ursulino Netto.

Descritores:

  • Bala
  • ISM 2010 - International Susswaren Messe
  • Chocolate
  • Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – ABICAB
  • Nestlé
  • Kraft Foods

 

Dow Brasil recebe premiação por desempenho em exportações

Fonte: Flash News
Publicado no Online News de 21.12.2009

A Dow Brasil recebeu, pela quinta vez consecutiva, o Prêmio Abiquim de Exportação, na categoria Líder Exportador. A premiação é destinada às empresas com exportações superiores a US$ 100 milhões no ano anterior. A empresa destaca outros reconhecimentos obtidos ao longo de 2009, ano em que foi eleita "a Empresa Mais Admirada do Brasil" nos setores químico e petroquímico, de acordo com pesquisa promovida pela revista Carta Capital e pela consultoria InterScience junto a mais de 1.200 executivos em todo o país. A companhia ainda recebeu o "Selo Paulista da Diversidade", criado pelo governo do Estado de São Paulo para destacar programas que tenham como objetivo estimular a diversidade na força de trabalho.

Descritores:

  • Dow Brasil

 

Setor de não-tecidos vai fechar 2009 em alta

Fonte: Exclusivo Online, 11 de dezembro de 2009
Publicado no Online News de 21.12.2009

O setor de não-tecidos e tecidos técnicos deverá fechar 2009 com crescimento entre 6% e 8% em vendas, segundo avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Não-tecidos e Tecidos Técnicos (ABINT). Para a entidade, a combinação do aumento da massa salarial, a recuperação dos empregos e os sinais de retomada de determinados mercados justificam o crescimento. O setor, que investiu cerca de R$ 30 milhões este ano para aquisições de máquinas, conta com mais de 200 empresas, responde por cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos e tem faturamento anual da ordem de US$ 1,8 bilhão (em 2008). Nesse ano, empresas do setor marcaram presença no mercado externo. Segundo Jorge Saito, secretário executivo da ABINT, os investimentos realizados no exterior visam proporcionar maior facilidade de penetração dos produtos brasileiros em mercados maduros e competitivos.

Descritores:

  • Não-tecidos
  • Tecidos
  • ABINT - Associação Brasileira das Indústrias de Não-tecidos e Tecidos Técnicos

 

Cachaça tipo exportação

Fonte: Food Service News, n.44, novembro/dezembro de 2009
Publicado no Online News de 07.12.2009

Mesmo com volume considerado baixo, a bebida possui penetração no mercado europeu e norte-americano como produto Premium. Os dados da balança comercial brasileira, de janeiro a agosto de 2009, ressaltam que as exportações acumularam US$ 97,935 bilhões. Desse montante, as exportações de bebidas alcoólicas fermentadas acumularam US$ 27,757 milhões (FOB), entre janeiro e julho de 2009. No comparativo com o mesmo período no ano de 2008, esse valor foi de US$ 23,832 milhões. De acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), considerando a exportação de bebidas alcoólicas destiladas, os valores somam US$ 17,346 milhões (FOB) no acumulado de entre janeiro e julho desse ano. Em relação ao mesmo período de 2008, o valor chega a US$ 19,429 milhões (FOB). O diretor do IBRAC (Instituto Brasileiro da Cachaça), Carlos Eduardo Lima, afirma que a cachaça tem mercado fora do país. "Na verdade, a bebida tem um grande potencial de exportação. Apesar de termos um volume de exportação muito baixo, se comparar com a capacidade de produção, a cachaça tem ótimo mercado internacional", explica ele. Segundo Steve Luttmann, CEO da destilaria Maison Leblon, o conhecimento de cachaça e caipirinha entre os estrangeiros está crescendo de forma muito veloz: saindo do zero em 2005 para 20% (cachaça) e 30% (caipirinha) em 2009. Em relação a cachaça, o Brasil possui capacidade instalada de produção da bebida de aproximadamente 1,2 bilhão de litros, sendo que, deste total, menos de 1% é exportado. Em 2008 foram exportados 11,09 milhões de litros, gerando uma receita de US$ 16,41 milhões, o que representou um crescimento de 18% em valor e 20% em volume se comparado a 2007. Atualmente, são cerca de 180 empresas exportadoras, e a bebida é exportada para mais de 55 mercados. Dentre os destinos da cachaça, figuram países como Alemanha (21%), Estados Unidos (16%) e França (20%). Os números correspondem aos principais países importadores em valor. O diretor do IBRAC ressalta que, hoje, o volume exportado ainda é consumido em drinks a base de coquetéis. No entanto, já se observa uma mudança nesse tipo de consumo, pois alguns mercados já estão consumindo a cachaça pura. "Acho que um grande potencial do mercado internacional que muitas empresas exploram são produtos Premium e os Super Premium - cachaças com maior valor agregado, em embalagem diferenciada, em alguns casos, tempo de envelhecimento diferente, isso é uma tendência muito grande no setor".

Descritores:

  • Cachaça
  • Exportação
  • Bebida
  • Premium
  • Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio – MDIC
  • IBRAC - Instituto Brasileiro da Cachaça

 

Produção industrial deverá crescer até 16,5% no 1º trimestre de 2010

Fonte: Vermelho, 22 de novembro de 2009
Publicado no Online News de 30.11.2009

A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no país. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1% para a indústria no período. Já a LCA Consultores espera crescimento maior, de 16,5%. Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010. "Isso sem falar dos efeitos de política monetária e fiscal acumulados ao longo do ano", afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados. "No caso da política monetária, pelas defasagens naturais de política, devemos ter um pico de impacto da redução dos juros no primeiro semestre de 2010." A Vitopel - fabricante de embalagens plásticas flexíveis - fechou o orçamento para 2010 com previsão de aumento de 13,7% na produção do primeiro trimestre. Para o ano todo, a expectativa é de 7%. "O ambiente é bastante positivo para os próximos cinco meses", diz o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho. A empresa trabalha a plena carga desde agosto, e mesmo assim terá de cancelar as férias coletivas que normalmente concede entre 20 de dezembro e 5 de janeiro. A Vitopel não está sozinha. Segundo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a grande maioria das empresas que não depende de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. "Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram", diz o executivo. "A logística vai ter que trabalhar muito para não faltar produtos nas lojas, porque este Natal promete ser um dos melhores dos últimos cinco anos." Fabricantes de eletroeletrônicos instalados na Zona Franca de Manaus trabalham em três turnos para dar conta das encomendas. Várias empresas, como a LG e a Philips, tiveram de reduzir ou suspender as férias coletivas. No setor de informática, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) é de que as vendas de PCs mantenham no ano o mesmo volume de 2008 (12 milhões de unidades), apesar da queda de 17% ocorrida no primeiro semestre. Nesse contexto, quase não se ouve mais falar em crise, com exceção dos exportadores, que reclamam da valorização do real e da demanda fraca no mundo. "A economia brasileira voltou ao nível pré-crise nesse terceiro trimestre, que terminou em setembro", diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. A recuperação foi rápida (a crise durou quatro trimestres), comparada com outras recessões ocorridas entre 1980 e 2003, quando o país levava de oito a dez meses para retomar o crescimento. "Foi uma recuperação rápida, que ajuda a explicar por que as taxas de crescimento vão ficar ainda mais robustas no último trimestre deste ano e, principalmente, nos primeiros três meses de 2010", afirma o economista. Para Bráulio, a tônica da atividade nesse período será "os bancos privados pisando no acelerador do crédito para o consumo e para as empresas". Hoje, segundo ele, já não há tanto receio de emprestar, porque a inadimplência do consumidor está em queda e a das empresas parou de subir. "Com os bancos privados voltando ao jogo do crédito, a gente pode esperar uma competição ferrenha pelo consumidor e pelas empresas, o que obviamente vai estimular a atividade econômica", ressalta o economista da LCA. No Bradesco, a inadimplência na carteira de crédito de pessoas jurídicas começa a sinalizar recuo, principalmente em grandes empresas. Nesse segmento, a taxa de inadimplência saiu de um nível de 0,5%, em dezembro de 2008, e atingiu o pico de 0,9% em setembro último. "Não posso dar dados oficiais em números antes da publicação do balanço trimestral, mas nossos indicadores internos apontam para baixo", conta o superintendente executivo do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto. "Os indicadores apontam para uma tendência de regularização no primeiro trimestre de 2010." A maior oferta de crédito no cenário atual de vendas aquecidas estimula as empresas a retomar investimentos engavetados por causa da crise. "Nossos números de outubro e novembro são muito positivos", adianta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Luiz Aubert Neto.bilhões.

Descritores:

  • Produção industrial
  • Vitopel

 

Exportação de produtos químicos foi superior a US$ 1 bilhão em outubro

Fonte: Comunicação Abiquim, 16 de novembro de 2009
Publicado no Online News de 30.11.2009

Pelo segundo mês consecutivo, as exportações brasileiras de produtos químicos foram superiores a US$ 1 bilhão. Em relação a setembro, houve aumento de 5,4%, mesmo com a retração de 2,6% no volume. No mês, foram exportadas 1,1 milhão de toneladas. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 8,5 bilhões, com recuo de 17% ante igual período de 2008. As importações de produtos químicos somaram cerca de US$ 2,8 bilhões em outubro, com crescimento de 3,3% ante setembro. O volume das compras externas aumentou 8,3% na mesma comparação, chegando a 2,8 milhões de toneladas. Em relação ao mesmo mês de 2008, o aumento foi de 23,5%. De janeiro a outubro, o Brasil importou US$ 21,4 bilhões em produtos químicos, o que representa queda de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos, até outubro, chegou a US$ 13 bilhões. Na comparação com igual período de 2008, houve redução de 34,5%. Nos últimos 12 meses (novembro de 2008 a outubro de 2009), o déficit é superior a US$ 16,3 bilhões. As resinas termoplásticas permanecem como o principal item da pauta de exportações químicas do país. Em outubro, as vendas externas de resinas somaram US$ 142,5 milhões, com queda de 8% em relação a setembro. No acumulado do ano, essas vendas são superiores a US$ 1,3 bilhão, com aumento de 2,7% frente ao mesmo período de 2008. O volume exportado, de 1,3 milhão de toneladas, cresceu 73% na mesma comparação. Os intermediários para fertilizantes, mesmo com o recuo de 60,5% em valor e de 36,7% em volume, são os produtos químicos mais importados pelo país. De janeiro a outubro, as importações de intermediários para fertilizantes, de 9,3 milhões de toneladas, somam mais de US$ 3,3 bilhões.

Descritores:

  • Exportação
  • Produto químico
  • Importação
  • Abiquim

 

Eletroeletrônicos saindo da baixa

Fonte: ABINEE, 11 de novembro de 2009
Publicado no Online News de 16.11.2009


Este ano o setor eletroeletrônico fechará com queda de 5% a 7% no faturamento, mas voltará a se expandir em 2010, segundo balanço apresentado pela ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) no início novembro. Espera-se redução de 30% no comércio exterior, com exportações de U$ 7 bi e importações de U$ 22 bi. O tradicional déficit do setor já está em US$ 12 bi, até setembro, bem menor que os US$ 17 bi de um ano antes. De janeiro a setembro, o setor exportou US$ 5,41 bi, valor 28,2% abaixo do obtido no mesmo período em 2008 (US$ 7,53 bi), com queda em todos os segmentos, especialmente no de telecomunicações (-36,2%) e utilidades domésticas (-38,0%), com menor demanda por telefones celulares (-38%) e refrigeradores (-45%). Mesmo em baixa, os celulares continuam na liderança das exportações de produtos do setor, com vendas no valor de US$ 1,1 bi, metade delas para a Argentina (US$ 548 mi), além de Venezuela (US$ 116 mi), EUA (US$ 74 mi), México (US$ 56 mi) e Colômbia (US$ 55 mi). O detalhe: crescem, entre importadores latino-americanos, ações protecionistas, como o imposto de importação sobre os aparelhos comercializados pelo Brasil no Equador e um mecanismo muito complexo de acesso ao dólar criado pela Venezuela, inviabilizando a distribuidores locais a compra de celulares brasileiros. No geral, as exportações brasileiras aumentaram apenas quando destinadas à China (+29,3%), mesmo que o montante destinado para esse país (US$ 124,5 mi) ainda seja pouco representativo, 2% do total do setor. Os EUA, ainda que em baixa, continuam na liderança, com 17% do total exportado. Vão para os EUA nada menos de 26% das exportações brasileiras de componentes elétricos e eletrônicos, 22% dos equipamentos industriais e 19% dos equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia, destaca a ABINEE. Também as importações estão, este ano, abaixo das de 2008, em decorrência, principalmente, da retração do mercado interno. Mas a ABINEE nota que, nos últimos meses, com os sinais de recuperação da atividade econômica em geral, as importações também começaram a retomar o ritmo de crescimento. De janeiro a setembro, as importações de componentes elétricos e eletrônicos ficaram 35,7% abaixo das apontadas em igual o período do ano passado. Em valor, a queda foi menor (29,8%), com gastos totais de US$ 17,4 bi, devido à variação cambial deste ano. Estão no Sudeste da Ásia os principais fornecedores deste setor (US$ 10,4 bi, ou 60% do total importado), sendo a China o maior deles (US$ 5,3 bi, ou 30%). Vêm da região 73% dos componentes elétricos e eletrônicos, 66% dos bens de informática e 61% das utilidades domésticas. Mas vem dos EUA (35%) e da União Européia (36%) a maior parte dos bens de automação industrial importados. A União Européia também é grande exportadora de produtos de geração, transmissão e distribuição de energia (47% do total importado pelo Brasil), de material elétrico de instalação (35%) e de equipamentos industriais (32%). No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o déficit comercial de produtos eletroeletrônicos soma US$ 11,980 bi, 30% menos que no mesmo período do ano anterior (US$ 17,230 bi). Detalhe: dos US$ 11,980 bi de déficit, US$ 10,050 bi vêm de transações comerciais com os países do Sudeste da Ásia.

Descritores:

  • Eletroeletrônico
  • ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

 

Celulose é 2° setor que mais cresce em exportação

Fonte: Celulose Online, 05 de novembro de 2009
Publicado no Online News de 09.11.2009

Sete setores da economia brasileira tiveram variação positiva nas vendas ao exterior em outubro, resultado que aponta uma melhora em relação ao desempenho que vinha sendo verificado nos meses anteriores. Os dados são da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) no Boletim de Comércio Exterior. De acordo com o documento, os setores que elevaram seus valores exportados foram: Máquinas para escritório e equipamentos de informática (28%), Celulose e papel (26%), Coque, refino de petróleo e combustíveis (13,9%), Produtos químicos (6%), Extração de minerais não metálicos (3,8%), Metalurgia básica (2,2%) e Agricultura e pecuária (0,4%). Tudo indica que os setores cresceram em decorrência da recuperação de preços das commodities, com exceção a máquinas e equipamentos de escritórios que tiveram um aumento em razão de uma demanda específica para algum país em desenvolvimento. A melhora dos países desenvolvidos como os Estados Unidos modificou este cenário, com isso os setores voltaram a vender mais, mesmo com os preços mais baixos. O documento ainda apontou que no acumulado dos primeiros nove meses do ano também houve queda dos valores exportados em todos os setores, com exceção do grupo agricultura e pecuária, que registrou alta de 6,1%. Do lado das importações o desempenho foi melhor, visto que cinco setores tiveram crescimento do valor importado em comparação com setembro de 2008: Produtos do fumo (68,8%), Extração de minerais não-metálicos (26,8%), Pesca e aquicultura (19%), Produtos têxteis (6,3%) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,7%). Houve ainda um número significativo de setores que registraram crescimento de quantidade, com destaque para Extração de minerais metálicos (59,8%), Extração de petróleo (30,7%) e Extração de minerais não-metálicos (30,4%). Ainda de acordo com o Boletim, a queda de 30,7% no valor das exportações em setembro foi liderada pela redução de 18,7% nos preços médios dos produtos vendidos ao exterior. Combinado a isso, houve diminuição de 15,1% na quantidade (física) das exportações. As compras externas dos principais mercados importadores do Brasil caíram mais do que a importação mundial em agosto em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com a Funcex. O índice de demanda externa efetiva, calculado pela Funcex para mostrar as importações dos principais mercados das exportações brasileiras, caiu 26,9% em agosto, enquanto o índice de importação mundial teve redução de 16,7% no mesmo período.

Descritores:

  • Celulose
  • Exportação

 

Embalagens ativas prolongam tempo de vida útil de alimentos

Fonte: Cenário XXI, 12 de setembro de 2009
Publicado no Online News de 21.09.2009

Prolongar a vida útil dos alimentos e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. Essas são as funções das chamadas embalagens ativas, pesquisadas pela professora Leila Peres, do Departamento de Tecnologia de Polímeros (DTP) da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mais do que informar sobre as características de um alimento e de protegê-lo do ambiente externo, as embalagens ativas possuem aditivos que interagem com os produtos para manter a qualidade e aumentar o tempo de prateleira. Uma das embalagens ativas desenvolvidas pelo grupo contém aditivo absorvedor de oxigênio. Apontado como um dos maiores vilões dos alimentos embalados, o oxigênio oxida os produtos e reduz a vida útil. "O oxigênio interage com gorduras, vitaminas e pigmentos, oxidando-os", diz Leila. O aditivo pode ser utilizado na forma de sachê ou incorporado diretamente no material polimérico da embalagem e tem como função a absorção tanto do oxigênio residual, que permanece na embalagem mesmo quando se usa o vácuo, quanto do oxigênio que consegue entrar. De acordo com a engenharia de alimentos e a pesquisadora Claire Sarantópoulos, do Centro de Tecnologia de Embalagens, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), que participa do grupo e colabora ativamente nas pesquisas desenvolvidas, hoje, por exemplo, o país exporta snacks de carne com absorvedores de oxigênio importados. A equipe coordenada pela professora Leila foi acionada por uma empresa brasileira para desenvolver um produto nacional semelhante. "Estudamos esses produtos e tentamos desenvolvê-los aqui, com a mesma qualidade e a um preço competitivo", diz Claire. Outro ramo de pesquisa em que a professora Leila atua é o do desenvolvimento de filmes com agentes antimicrobianos, destinados a alguns produtos específicos, como os cárneos. "O aditivo interage diretamente com o produto e inibe o crescimento microbiano. Nesse caso, a liberação do aditivo se dá aos poucos", afirma Leila. É justamente essa a vantagem da embalagem ativa em relação aos conservantes adicionados diretamente nos alimentos. "O consumidor vai ingerir uma quantidade menor de conservante." Uma terceira linha de filmes ativos estudada na FEQ é a que incorpora um absorvedor de etileno, gás responsável pelo amadurecimento de frutas e hortaliças. A pesquisadora conta que esses produtos, mesmo depois de colhidos, mantêm reações de respiração, em que o etileno é produzido. Os absorvedores de etileno captam as moléculas e aumentam a taxa de saída do gás à embalagem, desacelerando o processo de maturação, aumentando o tempo de vida de prateleira de frutas e hortaliças. As embalagens ativas podem ter um papel importante na exportação de frutas. Atualmente, os exportadores têm um alto custo para mandar frutas como a manga - que amadurece rapidamente - ao Exterior. "Exportamos a manga por meio do transporte aéreo e isso é muito caro. O uso de um sistema com absorvedor de etileno possibilitaria a via marítima, reduzindo tremendamente o custo e melhorando a competitividade das frutas brasileiras", afirma Claire. Claire testa embalagens ativas absorvedoras de oxigênio e conta que, no caso de produtos cárneos, a vida útil chega a dobrar. "Os resultados variam de acordo com o tipo de produto." Ela acredita que, no futuro, a tecnologia de embalagens ativas e inteligentes possa ser disponibilizada não só para os fabricantes e comerciantes, mas também ao consumidor final, ajudando na conservação de alimentos. A pesquisadora Claire estuda em seu doutorado na FEQ da Unicamp uma versão mais moderna e de menor custo da embalagem plástica com barreira. Claire explica que o filme plástico não protege totalmente os produtos contra gases e a umidade. "Usando uma fina camada de alumínio, é possível aumentar a propriedade de barreira ao oxigênio e à umidade do ar", afirma. Hoje, diz Claire, as embalagens plásticas laminadas de alta barreira presentes no mercado têm uma camada de alumínio com 9 a 12 micras. A embalagem que está sendo desenvolvida por Claire terá uma espessura muito menor, na faixa de 40 a 100 nanômetros de alumínio. "A grande vantagem é o custo e mantém a qualidade com desempenho muito bom", diz Claire. Outra linha de pesquisa desenvolvida pela FEQ da Unicamp é a de embalagens inteligentes. Elas apresentam dispositivo interno que avalia a qualidade e/ou segurança do alimento embalado e transmite a informação ao ambiente externo. Pode ser uma etiqueta ou outro dispositivo com a capacidade de indicar, por exemplo, o tempo que o alimento teve contato com oxigênio. "Essa embalagem vai contar a história do produto", afirma Leila Peres. A professora explica que essas embalagens fornecem informações sobre as condições de armazenamento dos produtos, como o tempo em que a mercadoria ficou em condições inadequadas de resfriamento. Uma tecnologia semelhante está sendo utilizada por uma cervejaria para indicar quando a bebida está gelada. Um selo na embalagem muda de cor quando atinge uma determinada temperatura. As embalagens inteligentes podem indicar não apenas a presença do oxigênio, mas denunciar o nível de concentração atingido. "Quando atingir uma concentração crítica, o consumidor pode ser informado por meio da embalagem", diz Leila. "O produto pode ficar sob uma temperatura indevida por alguns minutos, mas não por horas. A embalagem pode nos dar essa informação." A linha de pesquisa para o desenvolvimento de embalagens inteligentes está em fase inicial na engenharia química. "Trata-se de uma novidade em nível mundial e o nosso objetivo é desenvolver uma tecnologia própria", afirma Leila.

Descritores:

  • Embalagem ativa
  • Alimento
  • Departamento de Tecnologia de Polímeros - DTP
  • Faculdade de Engenharia Química - FEQ
  • Unicamp - Universidade Estadual de Campinas
  • Centro de Tecnologia de Embalagens
  • ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos
  • Segurança do alimentar
  • Tecnologia

 

Crescem exportações de resinas plásticas

Fonte: Diário do Grande ABC, 14 de julho de 2009
Publicado no Online News de 20.07.2009

As exportações de resinas termoplásticas - itens produzidos no Pólo Petroquímico do Grande ABC e que são matérias-primas para a fabricação de embalagens e peças plásticas - vêm em ascensão neste ano. Enquanto todo o setor químico do país registrou queda de 18,7% nas vendas para outros países (em valores) no primeiro semestre, frente aos seis meses iniciais de 2008, as encomendas ao exterior de resinas cresceram 6%. Totalizaram US$ 779 milhões de janeiro a junho. Os números são da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), que apontou incremento ainda mais expressivo (de 90,2%), na comparação do volume vendido (em toneladas) do insumo para os fabricantes de artigos de plástico no exterior. O segmento embarcou 837 mil toneladas, frente as 440 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Segundo o diretor para Assuntos de Comércio Exterior da associação, Renato Endres, vários fatores contribuíram para a melhora nas exportações nessa atividade, entre as quais o mercado externo altamente demandante por esses itens. Otávio Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim, relatou que os fabricantes nacionais que, no ano passado, focavam os negócios para clientes dos Estados Unidos, atualmente têm direcionado esforços para a China. "O Brasil soube aproveitar essas janelas de oportunidade", afirmou. Para o consultor, o país se beneficiou do adiamento de projetos de novas fábricas petroquímicas no Oriente Médio, que teriam vantagens competitivas - devido à estrutura de custos e de logística - em relação ao produto brasileiro, nos negócios com a Ásia. As vendas ao exterior de polipropileno da fábrica do grupo Quattor em Mauá, por exemplo, cresceram 4,81% (em valores), para US$ 19,9 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em volume (peso), as encomendas desse item do município para outros países mais que dobraram. Saltaram de 12,1 mil toneladas comercializadas no primeiro semestre de 2008 para 26,6 mil toneladas no mesmo período deste ano, também segundo o ministério. E as exportações dessa cidade para a China cresceram 66,9% nos seis meses iniciais de 2009, enquanto para os Estados Unidos, houve retração de 52,8%. Carvalho acrescentou que a quantidade vendida cresceu bem mais que a receita obtida porque o preço dos produtos petroquímicos teve forte queda no mercado internacional. Apesar disso, ele argumentou que compensava exportar, devido ao fraco desempenho da demanda interna no início do ano. "A válvula de escape era vender no mercado externo, ao preço que fosse possível alcançar", citou.

Descritores:

  • Exportação
  • Resina
  • Plástico
  • Pólo Petroquímico
  • Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química
  • Petroquímica
  • Quattor

 

Produtos orgânicos conquistam consumidores, ganham espaço
nos supermercados e se transformam em soluções completas para as refeições


Fonte: SuperHiper, n.397, maio de 2009
Publicado no Online News de 08.06.2009

O consumo de produtos orgânicos cresce de forma exponencial no mundo e no ano passado movimentou cerca de US$ 41,5 bilhões. Alimentos orgânicos ganharam tanta importância, que em maio do ano passado a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgou documento sugerindo que a agricultura orgânica pode ser o caminho para os países reduzirem substancialmente os riscos provocados por falta de segurança alimentar. Agricultura orgânica não é mais um fenômeno apenas de países desenvolvidos, pois já é praticada comercialmente em 120 países e em 2006 ocupou 31 milhões de hectares e movimentou US$ 40 bilhões. A FAO prevê que até 2012 esse mercado já esteja movimentando US$ 70 bilhões. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que em 2008 havia no Brasil 20 mil produtores de orgânicos, distribuídos numa área de 269 mil hectares, que cresceu 3,7%, comparada com o ano anterior. No país, esse setor se expande não apenas com o aumento da produção de folhosas, frutas, legumes e outros alimentos, mas também como fornecedor de matérias-primas para a indústria de cosméticos, biotecnologia e até para a indústria da moda. Na busca por ampliar as áreas de plantio orgânicas e o conseqüente aumento de oferta desses produtos no mercado brasileiro e no exterior, o Instituto Paraná de Desenvolvimento (IPD), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e a Apex Brasil criaram o Organics Brasil, que reúne 60 produtores de orgânicos e no ano passado exportou o equivalente a US$ 58 milhões. Entre os principais itens orgânicos exportados, destacam-se soja (44,4%), açúcar (16%) e café (3,7%). Manga (3,8%), cacau em pó (1,2%), tapioca (0,54%) e fécula de mandioca (0,38%). Atualmente, existem no Brasil 7,1 mil produtores certificados e cerca de 13 mil buscam a certificação, que tem custo elevado e ainda é uma barreira principalmente para produtores de pequeno porte. No ranking dos principais produtos orgânicos brasileiros, a soja ocupa a primeira posição, com participação de 31%, seguida por hortaliças (27%) e café (25%). Em termos de área plantada, a liderança fica para as frutas (26%), seguida por cana-de-açúcar (23%) e palmito (18%). Mas também é crescente a produção orgânica de cacau, cítricos, manga, morango, pêssego, uva e até rapadura. A gerente comercial e de desenvolvimento de alimentos orgânicos do Grupo Pão de Açúcar, Sandra Caires Saboia, diz que no ano passado as vendas desses produtos chegaram a R$ 40 milhões nas lojas do Grupo e cresceram 40% sobre o ano anterior. "Para este ano, a expectativa é que as vendas desses produtos ultrapassem R$ 50 milhões. Temos em nosso portfólio mais de 600 produtos orgânicos, com oferta média diária de 200 itens, entre frutas, legumes e verduras, além de 250 itens de mercearia e de 160 itens das categorias de laticínios, congelados e padaria. Adeptos de alimentos orgânicos já conseguem compor refeições completas com esses produtos, seja café da manhã, almoço, lanche da tarde ou jantar", explica Sandra.

Descritores:

  • Produto orgânico
  • Consumo
  • Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
  • Instituto Paraná de Desenvolvimento (IPD)
  • Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)
  • Apex Brasil
  • Organics Brasil
  • Grupo Pão de Açúcar

 

Embala Minas 2009 supera todas as expectativas

Fonte: Greenfield Business Promotion, 28 de abril de 2009
Publicado no Online News de 04.05.2009

Empresariado mineiro responde à crise com aumento no volume negócios e inovações durante a feira. Embala and Compra foi um dos grandes sucessos nesta edição do evento. A edição da Embala Minas 2009, 3ª Feira Internacional de Embalagens e Processos superou expectativas de público e volume de negócios. O evento contou com mais de 300 expositores de Minas e de diversas regiões do Brasil e do exterior. Eles apresentaram as tecnologias e as novidades do mercado. Um dos destaques da exposição foi o evento Embala Compra. Por meio das rodadas de negócios a cada 20 minutos, fornecedores e clientes realizaram grandes parcerias. Os números da feira superaram a marca de R$ 750 milhões. Segundo o diretor da Greenfield Business Promotion, Luiz Fernando Pereira , Minas Gerais entra definitivamente no calendário mundial das feiras de embalagens, indústria gráfica e afins. Ele ressalta a grande adesão das indústrias mineiras, que foram responsáveis por 70% de participação no evento.

Descritores:

  • Embala Minas 2009
  • Evento
  • Feira Internacional de Embalagens e Processos

 

Exportações da soja em grão têm aumento de 88%

Fonte: Portal do Agronegócio, 06 de abril de 2009
Publicado no Online News de 27.04.2009

O ritmo da exportação de soja em grão em março foi forte, totalizando 2,643 milhões de toneladas, representando elevação de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado (1,404 milhões de toneladas). A receita cambial em março foi de US$ 973,4 milhões, com aumento de 73,2% ante os US$ 561,8 milhões do mesmo mês de 2008. As informações foram divulgadas em abril pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado da exportação de soja em grão em março corresponde a uma elevação de 283,3% em termos de volume na comparação com o mês anterior (689,5 mil toneladas). Em termos de receita cambial, houve aumento de 268,15% em março ante fevereiro passado (US$ 264,4 milhões). Os dados da Secex revelam ainda que o desempenho da exportação de farelo de soja em março foi de 840,2 mil toneladas, representando aumento de 9,64% na comparação com março de 2008 (766,3 mil toneladas). A receita cambial no mês passado com o produto foi de US$ 275,5 milhões, o que corresponde a uma elevação de 2% no período. Na comparação com fevereiro passado, o resultado de março corresponde a um aumento de 48,1% em volume e avanço de 46,7% em receita.

Descritores:

  • Exportação
  • Soja
  • SECEX - Secretaria de Comércio Exterior
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

 

País exporta US$ 6,4 milhões em mel no mês de fevereiro


Fonte: Portal do Agronegócio, 26 de Março de 2009
Publicado no Online News de 13.04.2009

A apicultura brasileira vem mantendo ritmo de crescimento nos valores exportados neste ano. Os números mostram que a crise mundial, que já abateu boa parte do agronegócio do País, mas ainda não repercutiu no mel. Em fevereiro deste ano, o Brasil exportou US$ 6,446 milhões, um incremento de 68,4% em relação a janeiro. O crescimento é ainda maior quando comparado com fevereiro do ano passado (US$ 2,105 milhões), representando um forte aumento de mais de 200% na receita de exportação. Em quantidade, foram 2,797 milhões de quilos, um aumento de 155% na comparação com o mesmo período de 2008 (1,096 milhão de quilos). A venda foi realizada a um preço médio de US$ 2,31 o quilo de mel. "Esse valor associado a uma taxa de câmbio favorável contribui para remunerar melhor as nossas exportações de mel", destaca o coordenador da nacional da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), Reginaldo Resende. O continente americano continua sendo o maior comprador do mel brasileiro, correspondendo a mais de dois terços da receita total das exportações, ou seja US$ 4,38 milhões. Os Estados Unidos absorveram US$ 4,34 milhões a um preço de US$ 2,15 o quilo. Para o mercado europeu foram destinadas 31,8% das exportações brasileiras (US$ 2,05 milhões). A Alemanha respondeu por US$ 1,23 milhão. O Reino Unido importou US$ 622,13 mil. Holanda e Bélgica também fizeram parte dos destinos europeus. Além disso, foi destacada uma exportação residual de mel para o Japão. O volume para esse país representou US$ 15,270 mil em valor e 409 quilos em quantidade. Os dados constam do levantamento consolidado pelo analista Reginaldo Resende. A referência é o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet (Alice-Web), da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. São Paulo continua liderando as exportações de mel, sendo responsável por uma receita de US$ 1,445 milhão. Santa Catarina foi o segundo exportador e Ceará, o terceiro. O quarto colocado foi Rio Grande do Sul, seguido do Paraná e do Piauí. O sétimo e o oitavo no ranking de exportação foram Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Segundo Reginaldo Resende, o cenário continuará sendo favorável ao mercado de mel em função de prováveis reduções na oferta de mel decorrentes de problemas climáticos em vários países. "A exemplo temos a seca na Argentina que reduziu a colheita e a safra de 2008-2009 e ainda há previsão de novas quebras por conta da continuidade da estiagem em algumas regiões produtoras daquele país", diz. Há também a previsão de redução na produção de mel no Uruguai causada pela seca em algumas localidades e pela mortandade de enxames por uso de inseticidas. Na Austrália, houve perdas de enxames e destruição do pasto apícola em conseqüência dos incêndios. "Também podemos citar as condições climáticas adversas na Espanha que levou à redução de cerca de 50% na produção de mel da região de Sevilha", destaca Reginaldo. Em vários países da Europa e dos Estados Unidos ocorreram também perdas de enxames. "Por conta desse cenário, com baixos estoques mundiais de mel e baixa oferta, o setor apícola brasileiro ainda não sentiu a recessão mundial. Porém, em longo prazo, quando os estoques estiverem mais abastecidos, já se espera uma queda nos preços, que hoje se encontram acima da média histórica", ressalta.

Descritores:

  • Exportação
  • Mel
  • SECEX - Secretaria de Comércio Exterior
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

 

Cosméticos orgânicos e naturais brasileiros ganham o mundo

Fonte: Household and Cosméticos, janeiro de 2009
Publicado no Online News de 16.02.2009

Enquanto os cosméticos orgânicos e naturais produzidos no País timidamente vão conquistando a preferência de alguns consumidores, no exterior já têm espaço de destaque nas prateleiras das principais redes do varejo mundial. As vendas globais de cosméticos orgânicos e naturais atingiram US$ 7 bilhões em 2007, de acordo com o Organic Monitor. Estados Unidos, França, Inglaterra, Japão e até a Rússia estão entre os países compradores de matérias-primas e cosméticos orgânicos e naturais brasileiros. Para Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil, desenvolvido em parceria pelo Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com objetivo de fomentar a comercialização dos produtos orgânicos nacionais no mercado externo, o desenvolvimento de produtos inovadores é a chave para o sucesso. "Com a adoção de padrões das certificadoras internacionais, o Brasil tem tido a oportunidade de ser um pólo de desenvolvimento para fornecer produtos que todo o segmento de cosmética necessita, como extratos de óleos de andiroba, murumuru, buriti e outros". Liu vê grande potencial de exportação não somente para as matérias-primas, mas também para os produtos acabados, citando como exemplo Surya Brasil e Florestas, que já podem ser encontradas nas grandes redes americanas Whole Foods e Body Shop, nas lojas Casino e Carrefour da Europa e até nas japonesas Takashimaya. "Muitas vezes, entretanto, por falta de uma regulamentação, os termos natural ou ecológico acabam sendo utilizados como um apelo puramente comercial". Na Europa, explica Liu, apenas Alemanha, Reino Unido, Itália e França possuem regras específicas para os cosméticos orgânicos, mas os debates a respeito têm se intensificado e toda a cadeia vem procurando informações para fugir do apelo comercial e se ajustar às regulamentações, através de certificações. No Brasil, no início da década de 80, surgiu o IBD - Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento que é reconhecida em todo o mundo possui os credenciamentos para exportar para todos os países. Como ainda não existem normas nacionais oficiais para cosméticos orgânicos, o IBD segue uma corrente existente nos EUA e na Europa e recebe auditoria de agências acreditadoras.

Descritores:

•  Cosmético
•  Orgânico

 

Para mais informações sobre este comitê e sobre como participar entre em contato com
Caroline pelo Tel. (11) 3082-9722 (ramal 213) ou pelo e-mail comites@abre.org.br.