As exportações brasileiras tiveram crescimento acentuado em todas as regiões do país, de janeiro a julho deste ano, comparado a igual período do ano passado, mas a maior expansão percentual verificou-se no Nordeste, uma região tradicionalmente de poucas vendas externas.
Nos 145 dias úteis até final de julho, os nove estados da região exportaram produtos no valor de US$ 8,8 bilhões. Foi um aumento de 43% sobre os US$ 6,1 bilhões registrados no mesmo período de 2009, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) com detalhes da balança comercial por regiões, por estados e pelos 2.147 municípios com vendas externas.
Na sequência, em ordem decrescente de variação percentual, as vendas da região Sudeste cresceram 36% no mesmo período (de US$ 43,4 bilhões para US$ 59,3 bilhões), as exportações da região Norte aumentaram 19% (de US$ 5,71 bilhões para US$ 6,8 bilhões), as da região Sul evoluíram 11% (de US$ 18,7 bilhões para US$ 20,8 bilhões) e as da região Centro-Oeste cresceram 7% (de US$ 8,7 bilhões para US$ 9,4 bilhões).
Na balança comercial dos municípios, Angra dos Reis (RJ) manteve a primeira colocação com embarques de US$ 5 bilhões no ano. Dentre os dez mais bem colocados nas vendas internacionais, a cidade de São Paulo (SP) aparece em segundo lugar com US$ 3,6 bilhões, seguida por Parauapebas, no Pará, com US$ 3,1 bilhões.
Em seguida aparecem Santos (SP), com vendas equivalentes a US$ 2,8 bilhões; São José dos Campos (SP), com US$ 2,5 bilhões; Itabira (MG), com US$ 2,47 bilhões; Paranaguá (PR), com US$ 2,45 bilhões; São Bernardo do Campo (SP), com US$ 2,1 bilhões; Vitória (ES), com US$ 2,08 bilhões; e Macaé (RJ), com US$ 2,05 bilhões.
Os destaques ao Nordeste enfatizam a importância desta região para a indústria nacional e por este motivo a Greenfield realizará a 5ª edição da Embala Nordeste entre os dias 23 e 26 de agosto no Centro de Convenções de Pernambuco para reunir os principais fornecedores da cadeia de equipamentos, produtos e soluções em embalagens.
Para mais informações, acesse www.greenfield-brm.com
Orgânicos recuperam mercado no exterior
Fonte: Brazil Modal, 05 de agosto de 2010
Publicado no Online News de 16.08.2010
O ano de 2011 promete marcar uma fase de recuperação das exportações de orgânicos brasileiros. As 74 empresas que integram o projeto Organics Brasil devem faturar aproximadamente US$ 43 milhões com o mercado externo até dezembro, ou seja, repetir o faturamento registrado em 2009. O grupo fechou o primeiro semestre de 2010 com US$ 12 milhões em negócios fora do país.
“Ficamos satisfeitos com o resultado do primeiro semestre porque demonstra a retomada de negócios. Diante da crise mundial, as empresas adotaram uma postura conservadora e reduziram os estoques”, disse o coordenador executivo do Projeto Organics Brasil, Ming Liu. “Como o mercado manteve a demanda, as empresas decidiram participar das três maiores e importantes feiras internacionais do setor no segundo semestre. Isso deve garantir bons negócios”, afirmou.
As empresas do projeto vão participar da Biofach Japão, de 21 a 23 de setembro, em Tóquio; da Biofach América, de 14 a 16 de outubro, em Boston, nos Estados Unidos; e da Biofach América Latina, de 03 a 05 de novembro, em São Paulo.
De acordo com Liu, hoje o foco do Organics está no aumento das exportações de produtos com maior valor agregado, como cosméticos, especialmente aqueles feitos a base de matéria-prima da Amazônia. Já as commodities , açúcar, café e soja, conseguiram manter estabilidade no mercado. “O Brasil já virou referência mundial como fornecedor desses produtos”, disse.
Segundo ele, no momento existem oito mercados definidos como prioritários para o projeto: Canadá, Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Alemanha, Reino Unido e França. “Na Coréia do Sul e no Reino Unido ainda não fizemos nenhuma ação de promoção comercial. Ainda estamos estudando a melhor estratégia”, contou.
Os países árabes também são considerados potenciais pelo grupo. “Fizemos uma ação promocional em Dubai em fevereiro de 2008 junto com frutas, vinhos, carne, confeitos e biscoitos. Nosso plano é dar continuidade ao desenvolvimento daquele mercado com algumas empresas na feira Menope, em novembro de 2011” , destacou. Ela é voltada para produtos naturais e acontece em Dubai.
Hoje, os principais mercados de destino no exterior são a Alemanha, os Estados Unidos, a França e o Canadá. Liu destacou ainda que o mercado interno também dá sinais de maior aquecimento, pois cresceram as vendas de frutas tropicais como açaí e castanhas.
O Organics Brasil foi criado para promover os produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, reunindo empresas e produtores em torno de uma marca única. É resultado de uma parceira entre o Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
(Fonte: Brazil Modal, 05 de agosto de 2010)
Mercado: indústria de celulose e papel registra crescimento de 45,7% em receita de exportações
Até maio deste ano, o saldo comercial acumulou US$ 2,1 bilhões
Fonte: Publish, 29 de junho de 2010
Publicado no Online News de 26.07.2010
A indústria de celulose e papel encerra os primeiros cinco meses de 2010 com crescimento de 45,7% na receita de exportações, movimento que reflete uma possível retomada da atividade econômica e do consumo global. É o que mostra o boletim Conjuntura Bracelpa.
Segundo o boletim, o destaque é para a receita das vendas em tradicionais mercados do setor – tais como a Europa e a América do Norte – que, até o momento, não tinham recuperado o mesmo patamar de compras de antes da crise. Em maio, todos eles passam a registrar valores de compras equivalentes ao período pré-crise, conforme mostra o levantamento. Até maio deste ano, o saldo comercial acumulou US$ 2,1 bilhões.
A produção de celulose nesses cinco meses foi de 5,8 milhões de toneladas – crescimento de 10,7% frente ao volume fabricado no mesmo período do ano passado, que registrou 5,3 milhões de toneladas – e as vendas externas aumentaram 12,8% em relação ao mesmo período de 2009, sendo a China o mercado que registrou o maior volume de compras da fibra brasileira. Os dados de produção e vendas do período permitem projetar que essa tendência deverá se manter também nos próximos meses.
No segmento de papéis, as vendas domésticas entre janeiro e maio registraram 2,1 milhões de toneladas, crescimento de 11% ante o volume comercializado nesse mesmo período em 2009, de 1,9 milhão de toneladas, com destaque para papel de embalagem e papelcartão, produtos que vêm acompanhando o crescimento da economia e têm o melhor desempenho. Até agora a produção de papel em 2010 alcançou 4,1 milhões de toneladas, 8,2% a mais do que o volume fabricado até maio de 2009, quando o volume produzido foi de 3,7 milhões de toneladas.
Setor de biscoitos deve crescer 3% este ano
NetComex, 21 de julho de 2010
Publicado no Online News de 26.07.2010
Apesar do cenário econômico mundial, o setor brasileiro de biscoitos encerrou o ano passado 2,5% acima de 2008, em volume, fechando o ano com um total de 1milhão 206 mil toneladas. A previsão para 2010 é de um crescimento de 3%.
Esta produção deverá continuar mantendo o Brasil como o segundo maior mercado de biscoitos no mundo, ficando abaixo somente dos Estados Unidos. Os demais países do ranking são Inglaterra, Alemanha e França. No quesito consumo, o Brasil ocupa o 12º lugar, com uma média per capita de 6,3 quilos por ano, considerada modesta se comparada com outros países.
Exportação – A participação de fabricantes de biscoitos na Fancy Food, realizada em Nova York no final de junho, deverá somar mais US$ 3,5 milhões em exportações do setor. Marilan, Mabel, Selmi e Bauducco foram as empresas que participaram da feira por intermédio do Projeto Setorial Integrado – PSI – da Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (ANIB) em parceria com Apex Brasil.
Elas fizeram mais de 200 contatos com compradores de países como Estados Unidos, Canadá, México, Paraguai, Angola, Porto Rico, Panamá, Bahamas, Chile e Ucrânia, que resultaram em contratos fechados da ordem de US$ 500 mil para os próximos dois meses e mais US$ 3 milhões nos próximos 12 meses.
A estratégia da ANIB dentro de sua política de expansão de mercados em âmbito internacional é estar presente nos principais eventos internacionais da área de alimentação e confectionery , em todos os continentes. O objetivo é ampliar as exportações de biscoitos, massas, bolos, panetones e outros produtos de panificação brasileiros. “Os números comprovam que temos tido sucesso”, comemora José dos Santos dos Reis, vice-presidente da ANIB.
Desde o início do ano, as empresas que participaram de feiras e eventos com compradores internacionais fizeram negócios que chegam a US$ 20 milhões. A ANIB participou, em janeiro, da ISM, realizada na Alemanha, com resultados da ordem de US$ 2 milhões e em fevereiro, da Gulfood, em Dubai, que gerou negócios da ordem de US$ 6 milhões. Em maio a entidade realizou em São Paulo uma Rodada de Negócios com 19 empresas, de nove países da América Central e América do Sul, na qual foram gerados negócios que devem atingir US$ 8 milhões até o fim do ano.
Em outubro os fabricantes de biscoitos seguem para Paris, para participar da SIAL, umas das mais importantes feiras mundiais, que reúne a cada dois anos fabricantes de alimentos, distribuidores, importadores, varejistas, aspectos institucionais e catering.
Receita com exportação de café solúvel cresce 15%
Brazil Modal, 15 de junho de 2010
Publicado no Online News de 19.07.2010
A receita cambial com exportação de café solúvel apresentou elevação de 15,16% nos primeiros cinco meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2009.
Os industriais faturaram US$ 204,819 milhões, em comparação com US$ 177,854 milhões entre janeiro e maio de 2009, conforme relatório divulgado pela Secretaria de Produção e Comercialização, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O país exportou no período 29.804 toneladas, com aumento de 19,49% em relação a 2009 (24.943t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.872/t, ante US$ 7.130/t em 2009, representando queda de 3,62%.
Segundo o relatório, a Rússia foi o principal do destino do café processado brasileiro nos primeiros cinco meses de 2010, com elevação de 55,05% em termos de receita sobre 2009. Também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para México (3.935,12%), Chile (488,28%), Mianmar (80,94%), Bélgica (73,43%) e Coreia do Sul (61,24%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, cinco tiveram redução em receita cambial.
O desempenho foi negativo para Indonésia (-36,21%), Reino Unido (-29,06%), Cingapura (-19,14%), Japão (-14,52%) e Estados Unidos (-4,88%). O principal comprador de café solúvel brasileiro até maio, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram aumento de 7,43% ante 2009.
Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para México (5.800,00%), Chile (586,43%), Mianmar (101,67%), e Bélgica (66,01%). O volume embarcado reduziu para 3 destinos, entre os 15 principais mercados: Reino Unido (-28,11%), Cingapura (-15,43%), Indonésia (14,52%) e Japão (-12,70%).
Consumo de alumínio deve crescer 24,7% em 2010
No primeiro trimestre já foram consumidas 299 mil toneladas
Pack, 16 de julho de 2010
Publicado no Online News de 19.07.2010
A Associação Brasileira do Alumínio – ABAL divulga nova previsão do consumo doméstico de produtos transformados de alumínio para 2010. De acordo com a entidade, serão consumidas 1,258 milhão de toneladas, contra 1,008 millhão de toneladas em 2009 – crescimento de 24,7%.
Os resultados do primeiro trimestre do ano confirmam a recuperação gradual do consumo doméstico de produtos de alumínio, já que foi atingido o recorde histórico de 298,8 mil toneladas. Este volume representa um crescimento de 32,3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e crescimento de 7,6% em relação ao último trimestre de 2009.
“Desde o primeiro trimestre de 2009, quando o mercado registrou sua maior queda de consumo nos últimos anos, a demanda interna por produtos de alumínio vem registrando um crescimento contínuo, trimestre a trimestre, e que culminou em novo recorde de consumo do setor”, comemora Mauro Moreno, coordenador da Comissão de Economia e Estatística da ABAL.
Balança Comercial: segundo a ABAL, as exportações da indústria brasileira do alumínio no primeiro trimestre aumentaram 17,9% e totalizaram US$ 916 milhões FOB, o que representa 2,3% do total das exportações nacionais. Já as importações aumentaram 30,2% e somaram US$ 224 milhões. Para o ano, a previsão é que as vendas externas atinjam US$ 4 bilhões e as importações US$ 1 bilhão.
Faturamento da indústria de máquinas cresce 15,9%
Fonte: Portal LogWeb, 01 de Julho de 2010
Publicado no Online News de 12.07.2010
Enquanto o faturamento nominal da indústria de máquinas e equipamentos registra crescimento de 15,9% no período de janeiro a maio desse ano em relação a igual período do ano anterior, o déficit da balança comercial do setor, de acordo com Luiz Aubert Neto, presidente da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos continua preocupante.
“Enquanto as exportações passaram de US$ 3.124,97 milhões FOB de janeiro a maio de 2009 para US$ 3.330,83 milhões FOB no período de janeiro a maio de 2010, registrando um crescimento de 6,6%, as importações evoluíram de US$ 7.921,23 milhões FOB para US$ 8.703,91 milhões FOB, registrando um crescimento de 9,9%”, explica Aubert Neto.
Para ele, a entidade nunca se posiciona contra as importações pura e simplesmente, mas sim contra importações que não trazem contribuição na área tecnológica. Por exemplo, a China já aparece em terceiro lugar na origem das importações do setor, enquanto que a Índia que até há pouco tempo não figurava nas estatísticas, agora aparece em décimo lugar.
A contratação de mão de obra também cresceu no mês de maio de 2010 com uma taxa de variação de 4,4% em relação a maio de 2009, passando de 232.200 para 242.331 o número de empregados do setor. Sobre o mês de outubro de 08, mês que antecede a crise na indústria de máquinas e equipamentos, ainda registra-se queda de 3,15%.
O nível de utilização da capacidade instalada registrou crescimento de 2,3% na média do período, evoluindo de 80,1% para 81,9%. “Mas – argumenta Aubert – não podemos perder de vista que estamos falando de um turno. Portanto, ainda temos muito espaço para crescimento.”
O consumo aparente também registrou índices positivos de crescimento, atingindo a média de 7,8%, passando de R$ 34.497,45 milhões para R$ 37.180,84 milhões, sendo que o melhor desempenho do período em análise (jan.-maio). O número de semanas para atendimento da carteira de pedidos cresceu 22,7%, passando de 18,1 semanas de atendimento para 22,2 semanas de atendimento, em média.
Os Estados Unidos embora tenham registrado queda de 11,4% nas compras de máquinas e equipamentos brasileiras, ainda continuam liderando o ranking , registrando valores de US$ 537 milhões em 2010 e também registra liderança no ranking de origem das importações, com participação de 26% no volume total e crescimento de 3,5% no período.
A Alemanha, no entanto, teve um decréscimo na participação de 1,6% pontos percentuais e também queda no volume de vendas de 2,7%, enquanto a China registrou um crescimento no volume de remessas de máquinas e equipamentos para o Brasil da ordem de 50,6%.
Papel reciclado
Fonte: Revista ABIGRAF, n° 247, maio/junho de 2010
Publicado no Online News de 28.06.2010
De acordo com dados da Bracelpa, em 2008 a taxa de recuperação de papéis recicláveis no Brasil em relação ao consumo aparente de papel foi de 43,7%, com a recuperação de 3,828 milhões de toneladas de aparas. Em 2009, esse número ficou praticamente estável, com um consumo nacional de aparas de 3,848 milhões de toneladas. Na França, a taxa de recuperação é de 80,7%, no Japão, de 73,7% e na Alemanha, de 72,8%, só para citar alguns países que estão mais adiantados que o Brasil nessa questão. A elevação dessa taxa depende de uma série de fatores, passando forçosamente pelo aprimoramento da coleta de material passível de reciclagem.
Desde o lançamento do primeiro papel offset brasileiro 100% reciclado, em 2001, pela Suzano Papel e Celulose, o volume de vendas desse tipo de produto foi atingindo novos patamares ano após ano. O pico da demanda aconteceu em 2008, na fase anterior à crise, inflando o preço do produto. Chacoalhados pelos problemas econômicos internacionais, os grandes consumidores de papel partiram para uma revisão de custos, o que fez arrefecer a procura pelo papel reciclado, em paralelo à queda dos preços da celulose no mundo.
De acordo com Adriano Canela, gerente executivo de Estratégia e Marketing da Suzano, a demanda hoje está estabilizada, porém constante. “Nosso objetivo é garantirmos a aplicação correta do produto para empresas que valorizam os conceitos socioambientais”. Para ele, todos os segmentos são potenciais consumidores de papel reciclado, porém há uma maior concentração de consumo nos setores promocional e editorial, onde a comunicação é direta com o consumidor final. “A impressão no Reciclato (o papel reciclado da Suzano) confere ao produto final todos os atributos de sustentabilidade, extrapolando os limites da comunicação principal”.
Depois de lançar seu papel reciclado na versão cut size , em 2003, a Suzano apresentou em 2009 o Reciclato Branco, que, apesar da tonalidade mais clara, tem a mesma composição de aparas (75% pré-consumo e 25% pós-consumo). Sem revelar volumes a Bracelpa igualmente não dispõe de dados sobre esse mercado, Adriano Canela afirma que o papel reciclado tem participação considerável no volume total produzido na unidade de Rio Verde (São Paulo). O foco do produto é voltado ao atendimento do mercado doméstico, não sendo destinado à exportação.
Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o papel reciclado é usado sobretudo na produção de livros. “Este ano já rodamos muita coisa em papel reciclado, porém em papel que compramos em 2008, quando fizemos a última grande compra desse material” comenta José Alexandre da Silva Rocha, supervisor da área de Compras e Licitações. Ele calcula que metade do material que vem sendo produzido pela Embrapa utiliza papel reciclado. A empresa pretende continuar usando esse tipo de papel e os estoques do material devem ser repostos no final de 2010, quando são efetuadas as compras na Embrapa.
Exportações de eletroeletrônicos crescem 6,8% até maio
Fonte: Executivos Financeiros, 25 de junho de 2010
Publicado no Online News de 28.06.2010
Em maio, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 688,8 milhões, o melhor resultado deste ano. Contudo, a ABINEE (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica) registrou crescimento mais significativo destas transações nos últimos dois meses em relação a igual período do ano anterior, contudo esta alta ainda permanece abaixo do apurado em 2008.
Em relação a maio de 2009, a alta foi de 14,7%, com valorização de seis das oito áreas do setor. Segundo esta comparação, as exportações de bens de utilidade doméstica, com alta de 41,7%, tiveram a maior taxa de crescimento, com destaque para a elevação de 64% nas vendas externas de refrigeradores, que somaram US$ 20 milhões em maio de 2010.
No acumulado de janeiro a maio de 2010, as exportações de produtos do setor atingiram US$ 3,02 bilhões, montante 6,8% acima das realizadas no mesmo período do ano passado, que foi de US$ 2,83 bilhões, com destaque para os resultados apurados nos setores de bens de automação industrial (+21,6%), materiais elétricos de instalação (+25,6%) e de utilidades domésticas (+24,4%).
Entre os produtos mais exportados, o destaque ficou para os telefones celulares, cujas vendas externas somaram US$ 460 milhões no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, apesar da queda de 13% em relação a 2009.
Indústria antecipa encomendas de papelcartão para o Natal
Fonte: ABRAS, 28 de maio de 2010
Publicado no Online News de 14.06.2010
Empresas de alimentos e cosméticos estão antecipando encomendas de papéis para embalagens, especialmente papelcartão, para produtos que serão vendidos na época do Natal. O motivo é o forte aquecimento na demanda, que já levou à dilatação nos prazos de entrega. Pedidos de papel para embalar produtos que serão vendidos nas festas de fim de ano tradicionalmente chegam às fabricantes entre julho e setembro. Neste ano, contudo, começaram a ser enviados em maio, devido ao receio de que falte material no mercado doméstico.
Conforme fonte da indústria de cosméticos, a elevada procura por papelcartão, usado em embalagens de medicamentos, produtos alimentícios, beleza, higiene e limpeza, entre outros, já ocasionou falta do produto no mercado interno. Tanto Klabin quanto Suzano Papel e Celulose , as maiores fornecedoras nacionais, afirmam que não há desabastecimento – nem risco de que isso ocorra nos próximos meses.
As companhias, porém, confirmam que houve ampliação dos prazos de entrega e afirmam que o equilíbrio na relação entre oferta e demanda não deve ocorrer tão cedo. Conforme as fabricantes, o segundo semestre corresponde justamente ao período mais forte para os negócios de embalagem. “Existe antecipação de pedidos para o Natal”, diz o diretor comercial da unidade de papelcartão da Klabin , Edgard Avezum Junior. “Há pressão de demanda, mas o mercado não ficará desabastecido”, garante.
Balanço da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) referente ao primeiro quadrimestre mostra que as vendas domésticas de papelcartão cresceram 39,8% na comparação com igual intervalo do ano passado, para 186 mil toneladas. Dentre todos os tipos de papéis comercializados no país, foi o de maior crescimento. “O cartão foi o primeiro a sinalizar a crise, lá atrás, porque está muito relacionado à indústria de consumo”, explica o diretor da unidade papel da Suzano , Carlos Anibal. “Então, toda a cadeia (de papelcartão) partiu para a venda de estoques, sem reposição. Só que o consumo não recuou fortemente com a crise”, acrescenta.
Diante desse cenário de desestocagem, e forte retomada das vendas nos primeiros meses de 2010, as papeleiras se viram obrigadas a ampliar os prazos de entrega para determinados tipos de produto. Em alguns casos o prazo dobrou. Esse quadro, conforme Anibal, também sustentou o reajuste de preços entre 10% e 15%, que começou a ser aplicado neste mês. “Geralmente, quando há anúncio de aumento de preços, as vendas mostram alguma retração. Desta vez, isso não ocorreu”, acrescenta Avezum.
A dificuldade da indústria de atender a demanda doméstica não foi suprida pelos fornecedores estrangeiros, ao menos nos quatro primeiros meses do ano. Segundo levantamento da Bracelpa , nesse intervalo, as importações de papelcartão caíram 16,7%, para 10 mil toneladas. Segundo fonte da indústria, também lá fora há aperto na oferta, em parte por conta do terremoto que atingiu o Chile no fim de fevereiro e teve impacto nas operações da Arauco e da CMPC.
Se por um lado as importações recuaram, por outro, as vendas de papelcartão brasileiro no mercado internacional cresceram 23,9% no quadrimestre, para 88 mil toneladas. A Klabin , segundo Avezum, viu suas vendas para o mercado europeu crescerem 20%, apesar da crise na região. Desde o começo do ano, os estoques da companhia já recuaram 60%.
Vendas doméstica de papéis crescem 12,8% em abril
Fonte: Monitor Mercantil (online), 24 de maio de 2010
Publicado no Online News de 07.06.2010
A demanda doméstica por papéis manteve trajetória ascendente em abril. De acordo com dados preliminares da Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA), as vendas locais totalizaram 435 mil toneladas no mês passado, alta de 12,8% em relação a igual intervalo de 2009. Na comparação com março de 2010, o volume de vendas encolheu 0,6%.
Principal mercado da indústria nacional de papéis, o segmento de produtos para embalagem apresentou alta de 18% nas vendas internas, para 146 mil toneladas. No acumulado de janeiro a abril, as vendas do setor atingiram 1,665 milhão de toneladas, expansão de 11,1%. O resultado foi mais uma vez impulsionado pelo papelcartão, cujas vendas somaram 186 mil toneladas, alta de 39,8% sobre o primeiro quadrimestre do ano passado.
O desempenho das exportações também foi favorável, com vendas de 177 mil toneladas em abril. O resultado representa alta de 7,3% sobre o mesmo período do ano passado, mas é 19,5% inferior ao apurado em março. De janeiro a abril, as exportações somaram 737 mil toneladas, acréscimo de 20,2% sobre o primeiro quadrimestre de 2009.
A receita com vendas externas no período cresceu 24,4%, para US$ 657 milhões (preço FOB). O aumento das vendas domésticas reflete a expansão do consumo aparente local. Esse ambiente favorável de negócios no Brasil contribuiu para que as importações no quadrimestre totalizassem 458 mil toneladas, alta de 55,8% sobre os quatro primeiros meses do ano passado.
O consumo aparente no intervalo cresceu 11,4%, para 2,969 milhões de toneladas. Para atender à demanda, as indústrias ampliaram a produção em 8,8% para 3,248 milhões de toneladas entre janeiro e abril.

Indústria de máquinas investe R$ 9 bi em 2010
Fonte: DCI, 25 de março de 2010
Publicado no Online News de 07.06.2010
A indústria de máquinas e equipamentos vai investir R$ 8,7 bilhões em 2010. "Nosso estudo chegou nesse valor de R$ 8,7 bilhões, mas na verdade pode chegar em R$ 9 bilhões de investimentos nesse ano", projetou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Luiz Aubert Neto. Quanto ao faturamento, foi mais contido: "No acumulado do primeiro bimestre foram R$ 10,03 bilhões, o número é 21,6% maior que o mesmo período de 2009, mas ainda está 14% abaixo de 2008. Estamos muito longe disso ainda", destacou o presidente da entidade. Aubert Neto explicou o processo de recuperação do setor: "nossa recuperação está atrelada ao PSI/Finame, ainda não sabemos como será o segundo semestre do ano", explicou citando que programa de crédito do BNDES está previsto até o final do primeiro semestre.
De acordo com os dados colhidos pela ABIMAQ quase todos os segmentos cresceram em relação ao mesmo período do ano passado: "com exceção de válvulas que caiu 1,8% e de hidráulica e pneumática que avançou apenas 1,9%, os demais exibiram recuperação", detalhou Aubert Neto e completou: "alguns setores tiveram desempenho excepcional, até porque eles foram os mais afetados pela crise, entre eles, máquinas para plástico (+129,2%), máquinas para madeira (+86,5%) e máquinas têxteis (+60,8%)", explicou.
O presidente da ABIMAQ também mostrou preocupação com o crescimento das importações: "o déficit comercial em máquinas ficou negativo em R$ 2,12 bilhões, mas separo as importações boas dos Estados Unidos e da Alemanha que melhoram nossa competitividade, das chinesas com máquinas similares no Brasil", concluiu.
A indústria de máquinas e equipamentos vai investir R$ 8,7 bilhões em 2010, segundo a ABIMAQ. No acumulado do primeiro bimestre o faturamento foi 21,6% maior que em 2009.
Indústria de tintas espera crescer 4%
Fonte: Brazil Modal, 16 de maio de 2010
Publicado no Online News de 31.05.2010
As vendas de tintas e vernizes este ano devem crescer 4% em relação ao ano passado, segundo dados do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (SITIVESP).
"A expectativa é que tenhamos um ano bem melhor. Fatores que podem ajudar a alavancar a economia são a implementação das obras ligadas ao PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e o Programa Minha Casa, Minha Vida. Sem contar que em 2010 teremos eleições majoritárias, que normalmente impulsionam os investimentos em obras em todo o país", disse em nota Airton Sicolin , assessor do SITIVESP.
No ano passado, as exportações do setor somaram US$ 134,8 milhões, o que representou uma queda de 20% em relação a 2008. Segundo dados do SITIVESP, o setor foi influenciado pela crise internacional e pela valorização do real mediante ao dólar. O resultado marcou uma quebra na seqüência de crescimento das vendas externas do setor, que entre 2004 e 2008 aumentaram em 80%.
As importações de tintas e vernizes também sofreram uma queda no ano passado. As compras totalizaram US$ 212,2 milhões, 7,8% a menos que em 2008.
No mercado interno, o consumo de tintas e vernizes no ano passado atingiu 398,2 milhões de galões, que totalizaram mais de 1,43 bilhões de litros, uma queda de 1,5% em comparação a 2008. O SITIVESP informou que os segmentos que mais sentiram os impactos da crise foram os produtos da linha industrial, que tiveram uma redução de 6%. As tintas para indústria automotiva caíram 4% e as tintas para impressão, 8%. O segmento para construção civil foi o único que apresentou crescimento de 0,7%.
Exportações do setor gráfico avançam 23,8%
Fonte: ABIGRAF Online, 17 de maio de 2010
Publicado no Online News de 24.05.2010
As exportações da indústria gráfica brasileira avançaram 23,8% no primeiro trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando US$ 59,14 milhões, de acordo com análise da ABIGRAF.
Dentre os produtos que se destacaram entre os exportados, estão os cartões, que acumularam crescimento de 77%, no período abordado, com US$ 7,9 milhões exportados no trimestre. O segmento de embalagens também movimentou o mesmo montante, com variação positiva de 29,4% em relação à igual período do ano anterior.
Já as importações das gráficas brasileiras totalizaram o valor de US$ 74,54 milhões, representando aumento de 18,3% em relação à igual período de 2009.
Mesmo com a melhora, o resultado da balança comercial da indústria gráfica brasileira continua no vermelho, com déficit de US$ 15,4 milhões — no mesmo período de 2009, o déficit foi de US$ 15,2 milhões.
Frutas: primeiros resultados do ano apontam retomada do mercado externo
Fonte: NetComex, 26 de abril de 2010
Publicado no Online News de 03.05.2010
O primeiro trimestre do ano começa positivo para as exportações de frutas frescas depois de um 2009 em baixa. O volume embarcado até março somou 113 mil toneladas, uma leve alta de 0,60% em comparação com o ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF).
No entanto, há frutas que tiveram um melhor desempenho, é o caso da manga, com um incremento de 12% no volume exportado; do limão com 11%; e do melão com 10%.
As exportações para os Estados Unidos aumentaram 130%, principalmente por causa da manga e maçã. No entanto, a Europa, maior importador de frutas do Brasil, ainda está com saldo negativo, houve uma redução de 2,24% no volume exportado comparado com o ano anterior. As frutas que apresentaram maior redução nos embarques foram o abacaxi com 93%, o abacate com 30% e a melancia com 11%.
Quanto às frutas processadas – sucos, polpas e castanhas – houve uma redução de 9% em valor comparado com o ano anterior, influenciada pela retração do suco de laranja. As castanhas, no entanto, tiveram uma boa representação na pauta de exportação. A castanha de caju aumentou em 20% o valor exportado, já a castanha do Pará com casca teve um incremento de 67% e a sem casca de 496%.
O destaque deste primeiro trimestre vai para os países árabes que aumentaram em 30% a compra de frutas frescas brasileiras. Os principais países compradores foram os Emirados Árabes Unidos, Líbia, Arábia Saudita e Omã. A fruta responsável por este desempenho foi a maçã que exportou para a região 4 mil toneladas, um incremento de 60% comparado com o mesmo período do ano anterior. Já as frutas processadas tiveram um leve aumento de 3%, os principais países foram o Líbano, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Apesar dos países árabes representarem apenas 2,85% das exportações brasileiras de frutas frescas e 1,16% das processadas, “há uma grande tendência de aumento caso as empresas brasileiras comecem a investir neste mercado”, afirma a gerente executiva do IBRAF, Valeska de Oliveira. “Alguns países árabes como os Emirados e a Arábia Saudita fazem parte dos mercados-alvo a serem trabalhados no nosso próximo projeto de marketing internacional, realizado em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), devido ao aumento da demanda destes países para frutas frescas e produtos derivados, como polpas e castanhas”, complementa a gerente.
Brasil pode triplicar exportação de ovos
Fonte: Brazil Modal, 11 de abril de 2010
Publicado no Online News de 26.04.2010
A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF) pretende passar a promover também as exportações de ovos. O tema foi discutido pela entidade com empresas do ramo do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O mundo árabe é hoje o principal mercado para os ovos brasileiros no exterior.
O presidente da ABEF, Francisco Turra, disse à ANBA (Agência de Notícias Brasil-Árabe) que a entidade decidiu apresentar um projeto de promoção comercial aos produtores de ovos porque, em primeiro lugar, o Brasil "tem um grande potencial" já demonstrado pela carne de frango, que chega a 154 países, e tem todas as condições de se tornar um dos grandes fornecedores mundiais de ovos.
Além disso, segundo ele, nos vários eventos de negócios que a associação participa ficou clara a grande demanda internacional por ovos. Os produtores brasileiros, no entanto, não têm o mesmo grau de organização existente no setor de frangos. Só para se ter uma idéia, no ano passado as exportações de ovos renderam cerca de US$ 40 milhões e as de frango US$ 5,8 bilhões, segundo dados da ABEF.
"Esse valor pode triplicar com rapidez", afirmou Turra. Para tanto, ele destacou a necessidade de abertura de mercados e a capacitação técnica e sanitária dos produtores para que eles atendam às exigências internacionais. O executivo disse que conversou com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, que se comprometeu a designar um funcionário para atender o ramo de ovos.
Segundo Turra, hoje existem apenas oito empresas exportadoras de ovos no Brasil, mas existe potencial para mais do que dobrar esse número. "Há condições de ampliar o mercado interno e aumentar muitíssimo o externo", destacou.
A ABEF pretende replicar na área de ovos as ações de marketing e de promoção comercial que utiliza no setor de frangos, como a participação em feiras internacionais com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX).
Mercado interno dita regras e aponta as líderes de vendas
Fonte: SuperHiper, n° 406, março de 2010
Publicado no Online News de 26.04.2010
Um ano no mínimo interessante, 2009 começou incerto e quaisquer previsões não poderiam supor que ele – pós-eclosão da crise financeira mundial – teria o desfecho que teve. Passados alguns meses de inconstâncias, houve reação e o varejo alimentar surpreendeu, tanto que as vendas acumuladas do setor supermercadista cresceram 5,51% em relação ao ano anterior, segundo o Índice Nacional de Vendas da Abras – Associação Brasileira de Supermercados. A indústria, que no final de 2008 chegava a registrar queda de mais de 12% na produção, terminou o ano seguinte com crescimento de 2,9%, ajustou estoques e ainda aumentou a utilização da capacidade instalada.
Nada mau para um ano com tantos problemas mundo afora, que abalaram a balança comercial, com quedas de 22% nas exportações e 26% nas importações. Por aqui, a demanda interna conteve a probabilidade de maiores estragos e seguiu seu curso.
De 159 categorias auditadas pela Nielsen comercializadas no varejo em geral (tradicional, autosserviço de todos os portes e categorias vendidas em farmácias), 42% registraram aumento de vendas em volume acima de 3%; 35% ficaram estáveis e 24% apresentaram queda. A quantidade de categorias que tiveram maior desempenho foi o dobro de 2008, quando somente 21% venderam acima dos 3%. Só que vale ressaltar que o resultado só melhorou a partir de abril do ano passado.
Enfim, foi diante desse cenário que as marcas apresentadas na 11ª Pesquisa Líderes de Vendas, estudo exclusivo realizado pela Nielsen, mantiveram, galgaram, trocaram suas posições ou entraram para o ranking das mais vendidas do autosserviço brasileiro em 200 categorias de produtos em sete áreas auditadas.
No geral, o aumento das vendas em volume foi de 2,2%, com faturamento 3,8% acima do registrado no ano anterior. Os preços reais, deflacionados pelo IPCA em 4,9%, ficaram 1,5% mais elevados.
Com exceção de bazar, que registrou queda de 3,8% no volume comercializado, todas as cestas de produtos tiveram alta nas vendas, com destaque para a cesta de perecíveis, que aumentou 6,5%, de limpeza, com alta de 3,8%, e a de bebidas, tanto alcoólicas quanto não-alcoólicas. “As duas cestas de bebidas foram as únicas que cresceram no ano anterior e em 2009 seguiram em alta”, analisa o executivo de atendimento da Nielsen, José Eduardo Alalou.
A cesta de higiene e beleza também obteve resultado bem melhor que o do ano anterior, quando havia registrado queda no volume vendido. Em 2009 houve acréscimo de 2,5% superior à média geral. Os artigos de higiene e beleza têm importância de 13,6% sobre o faturamento e cresceram 5,2% em valor.
Outras recuperações ocorreram com as cestas de mercearia doce, com alta de 1,2% e de 0,9% na salgada. Estes resultados refletiram no aumento e na recuperação do volume vendido dos itens de cesta básica, que foi de 2%. No ano anterior, houve retração de 2,2%. Dos índices apresentados, pode-se verificar retração dos preços de cesta básica em 0,3%, enquanto no total das cestas os preços subiram 1,5%.
Quando cada categoria de produto é comparada isoladamente pela Nielsen é possível verificar o que esteve na preferência do consumidor e o que perde participação. Aí entram não somente questões financeiras, mas de hábitos de consumo, divulgação e questões meteorológicas, entre outras.
Os 10 melhores desempenhos de 2009 entre crescimento de vendas e importância no faturamento do varejo, a mais impactante é novamente a cerveja, que cresceu 5,1% no ano, correspondendo a 15,4% de importância no faturamento. Frios e embutidos vêm em segundo lugar, com 8,6% de aumento e 4,2% de participação no total faturado pelas 159 categorias auditadas. Em seguida, bebidas energéticas surpreenderam, pois ampliaram em 48,9% as vendas, embora tenham importância de apenas 0,3% no faturamento.

EUA reconhecem a qualidade dos produtos plásticos brasileiros
Características como confiabilidade e qualidade fazem da América
Latina uma importante aliada do maior mercado consumidor do mundo
Fonte: Informativo Export Plastic, n° 104, 08 de abril de 2010
Publicado no Online News de 19.04.2010
Dezesseis vezes maior que o latino-americano, o mercado norte-americano de plástico é uma das vedetes para quem quer ter seus produtos ultrapassando as fronteiras nacionais. “O Brasil tem grande potencial para ser um importante parceiro comercial dos Estados Unidos, porém o câmbio desfavorável, a dificuldade logística e o alto custo portuário dificultam essa relação, além da falta de cultura exportadora, a recente instabilidade econômica e a falta de infraestrutura como um todo”, detalha Steve Scheibe, diretor da All Abroad, empresa de consultoria americana.
Na visão do especialista, por ser o maior consumidor de plásticos no mundo, o mercado norte-americano funciona também como uma importante vitrine para quem quer se firmar como exportador. “Apesar de ser um mercado bastante maduro, é também muito dinâmico e está em constante evolução, desenvolvendo inovações que contribuem para a melhoria do dia a dia das pessoas”, ensina.
Outro fator importante destacado por Steve é que o consumo de plástico nos Estados Unidos voltará a crescer em 2010, com projeção estimada de um aumento entre 1 e 2%, apesar da recessão que abateu o país no último ano. Em 2009, não houve registro de crescimento.
Para o consultor, a imagem do plástico brasileiro nos EUA é muito boa. “As empresas têm tecnologia, capacidade e controle de qualidade, aspectos que o norte-americano prima e exige de seus fornecedores, mas precisam se aprimorar no atendimento”, recomenda o executivo, acrescentando que por falta de cultura exportadora alguns acabam prometendo o que não podem cumprir.
“Eles precisam aprender a lidar com os empresários americanos e com as limitações que o processo de exportação impõe”, adverte, lembrando que para melhorar o atendimento ao cliente internacional também é preciso ampliar a presença no mercado externo com representação própria ou escritórios comerciais.
“Apesar dos Estados Unidos terem uma indústria de transformação madura, há empresas brasileiras com muita experiência e potencial para contribuir para o crescimento do setor no país, principalmente no segmento de embalagens para os setores alimentício e de sacos de produtos a granel”, recomenda. Outro segmento que pode ser bastante explorado pelo transformador brasileiro, indica Steve, é o mercado de filmes plásticos para carnes.
Mercado de sorvetes deve produzir 1 bi de litros este ano
Desde 2002, consumo no Brasil cresceu 39,5%, passando de
713 milhões de litros/ano para 995 milhões de litros/ano
Fonte: Mundo do Marketing, 06 de abril de 2010
Publicado no Online News de 12.04.2010
Mesmo com o fim do verão, o mercado de sorvetes permanece otimista. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (ABIS), a expectativa é de que o setor atinja um bilhão de litros produzidos até o final deste ano. Em 2009, o segmento registrou a produção de 998 milhões de litros, um crescimento de 3% em relação a 2008. Desde 2002, o consumo de sorvetes no Brasil cresceu 39,5%, passando de 713 milhões de litros/ano para 995 milhões de litros/ano. Já o consumo per capita teve um aumento de 28,71%, saindo de 4,04 para 5,20 litros/ano.
Para isso, as indústrias têm investido em desenvolvimento tecnológico e novos estudos nutricionais, além de ações empreendidas pela ABIS. Entre as principais iniciativas está um projeto de exportação e aumento do mercado nacional, a partir da alimentação escolar, que estabelece um convênio com a Agência Alemã de Cooperação Técnica, que atua apoiando agricultores familiares do Semi-Árido Nordestino e das Florestas Tropicais.
A ideia é que eles passem a produzir polpas de frutas, de acordo com os padrões estabelecidos pelo Selo ABIS de Qualidade, para fornecer às indústrias de sorvetes. Atualmente, o mercado de sorvetes no Brasil movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano e é representado por 10 mil fabricantes, 90% de micro e pequenas empresas. Hoje, os picolés representam 19% do mercado, aproximadamente 191 milhões de litros. O sorvete soft vem ganhando espaço e é responsável por 9%, enquanto os sorvetes de massa ficam com 72% do total, um volume estimado em 718 milhões de litros.
De acordo com dados do Euromonitor, os 10 sabores mais consumidos no mundo são: Chocolate (21%), Baunilha (13,7%), Morango (6,3%), Caramelo (4%), Limão (3,1%), Framboesa (2,5%), Laranja (2,5%), Café (2,4%), Foundant (2,2%) e Amêndoa (2%). No Brasil o ranking é um pouco diferente: Chocolate (28,8%), Baunilha (10,3%), Morango (9%), Creme (3,8%), Caramelo (3%), Coco (3%), Abacaxi (2,2%), Passas (2,2%), Maracujá (1,9%) e Rum (1,9%).
Indústria brasileira aposta no crescimento das exportações
Fonte: CNI, 30 de março de 2010
Publicado no Online News de 05.04.2010
Os industriais brasileiros estão mais otimistas com as exportações. A Sondagem Industrial revela que a expectativa em relação à quantidade exportada aumentou de 53,5 pontos em fevereiro para 54,6 pontos em março. Os setores em que a confiança no aumento das vendas externas teve a maior reação foram os de bebidas e de madeira.
Entre os fabricantes de bebidas, a expectativa sobre as exportações subiu de 45 pontos em fevereiro para 60,7 pontos em março. Na indústria de madeira, a estimativa passou de 38,4 pontos para 55,6 pontos, informa a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme a pesquisa, os dados variam de zero a cem. Valores abaixo de 50 pontos indicam evolução ou expectativa negativa e, acima de 50 pontos, evolução ou expectativa positiva.
Apesar das previsões otimistas sobre o desempenho das exportações, o país ainda não superou todos os efeitos da crise externa. De acordo com a pesquisa, a utilização da capacidade instalada em fevereiro ficou abaixo do nível tradicional do mês. O indicador que mostra a utilização da capacidade instalada em relação ao nível usual foi de 48,9 pontos, similar aos 48,3 pontos registrados em janeiro.
A evolução da produção também permaneceu estável. Passou de 49,2 pontos em janeiro para 50,8 pontos em fevereiro. A pesquisa da CNI revela ainda que os estoques da indústria alcançaram 48,5 pontos em fevereiro. Isso indica que ficaram abaixo do planejado pelos empresários.
A Sondagem Industrial de fevereiro foi feita entre os dias 1º e 22 de março, com 1.234 empresas. Dessas, 679 são de pequeno porte, 363 são médias e 192 são grandes.
Indústria de bebidas está atrás de latinhas
Fonte: ABRASEL, 10 de março de 2010
Publicado no Online News de 05.04.2010
A combinação entre consumo aquecido e investimentos congelados dos fabricantes de latas de alumínio resultou na escassez de embalagem para refrigerantes e cervejas. A incapacidade dos fornecedores em atender a demanda, que tende a crescer ainda mais pelo impulso da Copa do Mundo, leva o setor a avaliar a possibilidade de importação para saciar a sede do mercado.
Na envasadora Vonpar, somente a carro-chefe Coca-Cola e cervejas chegarão aos postos de venda em latas. Os demais produtos, inclusive as versões Zero e Light de Coca-Cola, só serão vendidos em garrafas PET.
A novidade teria sido informada a supermercados e distribuidores de bebidas, com a justificativa de que as fabricantes de latinhas não estão conseguindo atender à demanda nacional. Em alguns estabelecimentos, começam a faltar latas de algumas marcas de refrigerante.
Conforme o diretor executivo da Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) , Renault Castro, prevendo que os efeitos da crise mundial perdurariam, as três indústrias de latas existentes no país diminuíram o ritmo da produção e os investimentos em 2009. Mas o forte calor do verão aumentou de maneira surpreendente o consumo de bebidas em lata.
Para resolver o gargalo, Castro estima que seria necessário comprar de outros países até 1,5 bilhão de unidades, o equivalente a cerca de 40 dias de consumo. O setor negocia com o Ministério da Fazenda a redução da tarifa de importação do produto de 16% para zero. “Só em janeiro, a venda de latas foi 26% superior ao mesmo mês de 2009. Hoje, a demanda é maior do que a oferta”, reconhece Castro, acrescentando que, nos últimos quatro anos, as vendas cresceram 10% em média.
O debate também envolve a indústria de bebidas, que busca em outras embalagens a saída para continuar envasando. O secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR), Paulo Mozart, entende ser interesse do governo resolver a questão. Por um motivo simples: – o setor de bebidas tem uma das mais altas contribuições tributárias.
Plástico crescerá 6% em 2010, puxado por pequena e média
Fonte: DCI Online, 24 de março de 2010
Publicado no Online News de 05.04.2010
A cadeia de plástico vai crescer entre 5% e 6% em 2010. A estimativa foi feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) Merheg Cachum, durante a abertura da 2ª Semana de Embalagem, Impressão e Logística, realizada em São Paulo. "A perspectiva para 2010 é muito boa, o setor deve crescer apoiado na busca de competitividade pelas pequenas e médias empresas, elas estão investindo em máquinas novas", explicou Cachum, que considerou, "mas existe uma condicionante, ainda não sabemos como o mercado vai se comportar com o fim dos incentivos fiscais, o que mostra que a carga tributária é muito alta".
Segundo o presidente da ABIPLAST, uma possível freada de alguns setores pode ser preocupante. "Ainda somos deficitários na balança comercial do plástico, todas as empresas nesse momento estão voltadas para o mercado interno, precisamos exportar se não, a conta não fecha. Por isso muitos fabricantes brasileiros estão participando da Feira do Plástico na Argentina abrindo novos negócios", explicou Cachum mencionando que o setor faturou R$ 35 bilhões em 2009 e transformou 5,1 milhões de toneladas. O presidente da entidade também explicou as dificuldades da cadeia com os últimos reajustes de matéria-prima. "O reajuste de preço é sempre um problema. A dificuldade será repassá-lo, a atualização dos valores é inevitável. Infelizmente no caso do plástico é uma questão de preço internacional, mas quem determina isso no Brasil, é a Petrobras". Segundo Cachum, o tamanho do reajuste vai variar de acordo com o tamanho da demanda do comprador, "pequenos, médios e grandes utilizadores de matéria-prima tem escalas diferentes na formação de preço, mas posso dizer que o reajuste foi de R$ 200/tonelada de janeiro para fevereiro e outros R$ 200/tonelada na virada de fevereiro para março. Mas mesmo assim, a economia vai decolar, é um ano de política [eleições], que são sempre bons para a economia do país".
Com o mesmo tom de confiança, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a indústria do plástico da ABIMAQ, Wilson Miguel Carnevalli, também aposta no crescimento. "O segmento de máquinas para a Indústria de Plástico deve crescer entre 10% e 20%. Há uma busca pela melhora na produtividade das máquinas, estamos assistindo uma renovação dos equipamentos, pois nossos clientes, os transformadores do plástico, estão todos com vendas fechadas até o longo prazo", argumentou citando que a capacidade instalada do setor cresceu 4,1% em relação ao ano passado e já atingiu 87,64%. De acordo com os dados da ABIMAQ, as vendas de máquinas para a indústria do plástico estão com faturamento mensal próximo de R$ 100 milhões (uma projeção de R$ 1,2 bilhão no ano, frente aos R$ 734,71 milhões faturados em 2009), com a base de janeiro em R$ 97,37 milhões, exportações em R$ 5,39 milhões e importações em R$ 34,57 milhões.
O presidente da Câmara Setorial também falou como empresário. "A Carnevalli vai ter um ano muito bom, já temos 80 encomendas que serão entregues até o mês de agosto e outros 60 pedidos que estão em análise de crédito no Finame. Aliás, esse é principal fator do nosso crescimento, as pequenas e médias podem comprar com os juros baixos do BNDES", explicou. Segundo o empresário quase toda a produção fica no mercado interno. "No passado, já exportei 50% da produção de máquinas, hoje no máximo uma máquina por mês. Com o real valorizado, só vendi uma máquina para o Paquistão e três ou quatro encomendas para América Latina e Caribe".
A presidente da Associação Brasileira de Flexografia (ABFLEXO), Ana Carina Marcussi, também falou sobre a aquisição de impressoras de flexografia no mercado interno. "No setor de flexografia já estão reunidas mais de duas mil empresas que faturam juntas mais de R$ 16 bilhões por ano. As pequenas e médias empresas adquiriram 50 máquinas de última geração, ao custo de R$ 3 milhões cada, 90% produzidas no Brasil, que imprimem nas embalagens em gramaturas mais finas". Marcussi estimou o potencial da flexografia. "Sou cautelosa com 6%, o potencial é muito grande. A indústria de embalagens flexíveis está investindo para ganhar produtividade", afirmou.
Oportunidade aos litros
Mercado de bebidas despeja investimentos no verão e
borbulha de inovações para brindar boas vendas o ano inteiro
Fonte: Giro News, n° 160, janeiro/fevereiro de 2010
Publicado no Online News de 29.03.2010
O setor de bebidas terminou o ano de 2009 com motivos de sobra para brindar. Surpreendendo as expectativas dos fabricantes mais otimistas, a produção, de maneira geral, cresceu 7,1%, segundo a medição do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além disso, dados da ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas) indicam que somente a produção deste segmento cresceu 5,1%, atingindo aproximadamente 37 bilhões de litros e faturamento de R$ 22,28 bilhões.
Com boas perspectivas em relação aos resultados das vendas do início de 2010, as indústrias apostaram suas fichas no verão e investiram no período uma boa fatia dos R$ 4 bilhões esperados para este ano, de acordo com a ABIR.
A crise financeira global também não intimidou o mercado de cervejas, que cresceu mais de 5% em volume e atingiu 10,7 bilhões de litros em 2009. De acordo com o SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), o verão é o melhor período para a bebida, representando até 35% do total das vendas anuais. Presente no varejo brasileiro desde 2007, o segmento de garrafas de cerveja de um litro, mais conhecidos como “litrão”, ganhou força em 2009 e pela primeira vez terá todos os grandes players envolvidos na disputa de cada gota desse mercado. Por esse motivo, as indústrias têm apostado e investido em lançamentos e ações de marketing para popularizar a embalagem e fidelizar seu consumo.
O segmento premium da popular loira gelada está caindo nas graças do consumidor brasileiro. Segundo a SINDICERV, esse mercado já representa 4,5% do faturamento da categoria de cervejas no país e tem apresentado crescimento de aproximadamente 15% ao ano. Este é o momento para uma exposição diferenciada, dando atenção também a itens de maior valor agregado.
O mercado de refrigerantes encerrou 2009 com crescimento de 1,3% em relação a 2008 e chegou à marca de aproximadamente 15 milhões de litros em volume. Sem falar que o mês de dezembro, sozinho, teve vendas 7,8% maiores do que o último mês do ano anterior. De olho nesse ótimo resultado no início do verão, a Coca-Cola, que detêm 57% de participação de mercado, aposta num lançamento de produto estratégico para atingir novos perfis de consumidores.
Com a comercialização de cerca de 460 milhões de litros por ano, de acordo com projeção do setor, a categoria de sucos prontos segue em franca ascensão e promete refrescar o paladar de muitos consumidores neste verão. Apenas de janeiro a julho de 2009, por exemplo, o crescimento foi de 7,6%, enquanto no mesmo período de 2008 o avanço foi de 3,2%. Segundo projeção da ABIR, o mercado deve continuar crescendo e recebendo investimentos dos fornecedores para chegar ao ano de 2012 com a comercialização de cerca de 700 milhões de litros. A expectativa de grupos varejistas para este verão é obter crescimento de 15% a 30%.
Cada um com sua particularidade, os energéticos e isotônicos têm conquistado muita participação e importância no segmento de bebidas em todo o país. O primeiro acompanha o público da cerveja, presente em reuniões familiares e de amigos, além de oferecer ótimas oportunidades de cross-merchandising no ponto de venda. Já o segundo, tem o apelo da refrescância e hidratação, pode substituir a água em diversos momentos, e está sempre presente no dia-a-dia dos praticantes de esporte. Porém, o que ambos têm em comum é a necessidade de estar presentes nas geladeiras da sua loja, prontos para o consumo.
A indústria está otimista para obter um ótimo desempenho em 2010. Segundo a ABIR, a categoria de energéticos obteve crescimento acima de 30% no último verão, movimentando aproximadamente R$ 150 milhões só no período. O número justifica a entrada de novas empresas, que ganham asas na fabricação de energéticos. De julho de 2009 para cá, o mercado nacional ganhou três novas marcas e, para não ficar atrás da concorrência, as empresas não medem esforços para ganhar mercado.
O ano de 2010 marca a disputa da indústria em busca de mais participação no mercado de isotônicos, liderado pela marca Gatorade (produzida pela Quaker Oats Company, atualmente uma divisão da Pepsico), e comercializada em vários países, que até setembro de 2009, segundo a ABIR, detinha 73,9% de market share , seguida pelo i9 Hidrotônico, da Coca Cola, com 16% de participação. A aposta de quem quer conquistar espaço nas gôndolas e na lista de compras dos consumidores é o investimento em material de ponto de venda, embalagens mais atrativas, campanhas publicitárias que apresentem diferenciais dos produtos. A Marathon, da GlobalBev, é um desses casos. A marca realiza este ano um investimento de R$ 1 milhão na reformulação do produto, embalagem, formulação e na campanha de mídia e divulgação das suas novidades, esperando um incremento de 40% nas vendas.
A produção de papéis alcançou, até fevereiro, 1,6 milhão de toneladas, 10,8% a mais que a produção dos dois primeiros meses de 2009. A avaliação dos dados torna-se mais significativa se comparada ao mesmo período de 2008, quando a produção de celulose registrou 2,1 milhões de toneladas e a de papel alcançou 1,5 milhão.
As vendas domésticas de papel seguem esta mesma tendência, com destaque para o papelcartão e o papel de embalagem, cujos números indicam aumento de 38,7% e de 15,9%, respectivamente, sobre as vendas do ano passado. Os dois produtos são indicadores econômicos importantes, pois refletem os movimentos de retração e aquecimento da demanda.
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