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A apresentação dos dados do setor referente a 2011 teve patrocínio das empresas:
Patrocínio Ouro
Patrocínio Bronze

RECEITA LÍQUIDA DE
VENDAS
O estudo macroeconômico da indústria brasileira de embalagem realizado pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) / FGV (Fundação Getúlio Vargas) para a ABRE demonstra que apesar de um resultado positivo, principalmente no primeiro trimestre, houve uma queda da produção em relação ao ano de 2010. Entretanto, o mercado já aguardava o arrefecimento da produção, haja vista que o ano de comparação (2010) foi um período de crescimento atípico, por se tratar de um ano de recuperação dos efeitos da crise de 2008/2009.
De acordo com o estudo, os fabricantes nacionais de embalagens devem registrar receitas líquidas de R$ 45,6 bilhões em 2011, superando os R$ 42,7 bilhões gerados em 2010. Em relação ao volume de produção a previsão é de um crescimento de 1%, em contraste aos 10% observados no ano passado.
Faturamento da indústria de embalagem
(em bilhões de R$) |
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Empresas com 30 empregados ou mais
*Dados estimados
Fonte: IBGE / Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa (2009)
Elaboração: FGV |
PRODUÇÃO FÍSICA
No primeiro semestre de 2011 a produção física de embalagem cresceu 2,98%, em comparação a igual período de 2010.
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Fonte: IBGE
Elaboração: FGV |
No primeiro trimestre a taxa de crescimento alcançou 5,01%, enquanto, no segundo caiu para 0,98%. Deste modo, nos doze meses encerrados em junho, a produção do setor mostra alta de 4,18%.
Na análise por setor, a produção física de todos os segmentos – madeira, papel, papelão e cartão, plástico, vidro e metal – demonstrou crescimento, com forte desempenho do segmento de madeira que registrou alta de 15,83%, seguida por embalagens de vidro com expansão de 11,69% e metal com aumento de 4,38%. Já os outros segmentos obtiveram um crescimento menos robusto, com expansão de 1,45% para o papel, papelão e cartão e de 0,46 % para as embalagens de plástico.
| % em relação a igual perído do ano anterior |
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Peso: Valor médio da produção 98-00
Fonte: IBGE
Elaboração: FGV
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Participação de cada segmento na indústria de embalagem
Fonte: IBGE |
As principais indústrias usuárias de embalagem apresentaram uma retração no total de embalagens utilizadas no primeiro semestre de 2011 em comparação com o primeiro semestre do ano passado, com exceção da indústria de fumo e farmacêutica que tiveram, respectivamente, um crescimento de 7,01% e 6,38%.

EMPREGO FORMAL
O emprego formal no setor de embalagem teve aumento de 8.262 postos no período entre junho de 2010 e junho deste ano. Nessa mesma base de comparação, entre 2010 e 2009, foram criadas 14.943 vagas. O número de empregados pelo setor em junho deste ano totalizou 223.750, contra 215.488 em 2010.
A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em junho, 117.750 empregos formais, correspondendo a 52,63% do setor. Em seguida vem papelão ondulado com 35.183 funcionários (15,72%), papel com 20.567 (9,19%), metálicas com 18.372 (8,21%), madeira com 14.523 (6,49%), cartão e papelcartão com 9.588 (4,29%) e vidro com 7.767 (3,47%).
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| Fonte: RAIS (2010) e CAGED (2011) |
EXPORTAÇÕES
No primeiro semestre de 2011 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram um faturamento de US$ 229.496 milhões. Este valor representa um crescimento de 24,99% em relação ao mesmo período de 2010, com forte desempenho da indústria de plásticos, correspondente a 40,13% do total exportado, seguida das embalagens metálicas (27,35%). Já as embalagens de papel, cartão e papelão ficaram no terceiro lugar, correspondendo a 19,87% do total exportado, seguida por embalagens de vidro (8,14%) e madeira (4,51%).
Em relação ao crescimento de exportações por segmento, o setor de embalagens metálicas lidera com acréscimo de 68,13% no semestre, seguido por embalagens de vidro (60,55%), madeira (42,62%), papel/papelão/cartão (16,35%) e plástico (3,21%).
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| Fonte: SECEX/MDIC |
IMPORTAÇÕES
As importações tiveram um crescimento de 20,25% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010, com faturamento de US$ 390.135 milhões. O setor de plásticos corresponde a 53,20% do total importado, seguido por embalagens metálicas (18,30%) e vidro (15,62%).
Em relação ao crescimento de importações por segmento, o setor de embalagens de papel/papelão/cartão lidera com acréscimo de 50,80% no semestre, seguido por vidro (35,71%), plástico (20,30%) e madeira (9,92%). As embalagens metálicas tiveram um decréscimo de -3,03% no período.
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| Fonte: SECEX/MDIC |
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